Musas

  • Calíope — Musa da Eloquência
  • Clio ou Kleio — Musa da História
  • Erato — Musa da Poesia Romântica
  • Euterpe — Musa da Música
  • Melpômene — Musa da tragédia e alegria
  • Polimnia — Musa da poesia lírica
  • Terpsicore — Musa da dança
  • Talia — Musa da comédia
  • Urânia — Musa da astronomia e da astrologia

deusa Ostara

deusa Eostre ou Ostara

Dizem os mitos que Ostara tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.

Um dia, Ostara estava sentada em um jardim cercada com suas amadas crianças, quando um pequeno pássaro voou sobre elas e pousou na mão da deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Ostara, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Porém, com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.

As crianças pediram a Ostara que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Ostara decidiu esperar o fim do inverno, pois nesta época seu poder diminuía. Talvez quando a Primavera retornasse, a deusa fosse de novo restituída de seus poderes e poderia devolver a alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.

A lebre assim permaneceu até a chegada da Primavera. Nessa época os poderes de Ostara estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, mas só durante algum tempo.

Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Ostara. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Ostara que lhe concedesse sua forma original, o pássaro logo se transformou em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.

Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Ostara entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.

Ostara assumiu vários nomes diferentes em culturas diferentes como Eostra, Eostrae, Eastre, Estre e Austra. É considerada a deusa da Fertilidade plena e da luz crescente da Primavera.

Seus símbolos são a lebre ou o coelho e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

Malala Yousafzai 

Você conhece a Malala?

Em 2012, a paquistanesa Malala Yousafzai foi baleada na cabeça pelo Talibã, sobreviveu e se tornou  um símbolo da luta pela defesa das mulheres à educação. 

Malala começou a ganhar notoriedade e ser perseguida em seu país pelo grupo fundamentalista quando tinha entre 11 e 12 anos, por escrever um blog para a emissora britânica “BBC” sobre seu cotidiano na cidade em que morava.

No dia 9 de outubro de 2012, na época com 15 anos, a jovem voltava para casa em um ônibus escolar quando um homem disparou três tiros contra ela, um deles atingindo sua cabeça. Malala chegou a ficar em estado crítico, mas conseguiu se salvar e desde então é uma ativista pelos direitos das mulheres.

Em 2014, aos 17 anos, Malala, que hoje vive no Reino Unido, venceu o Prêmio Nobel da Paz por causa de sua “luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação” e se tornou a pessoa mais nova a receber a honraria.

Matéria sobre o acidente de Malala

Oslo / Dubai – 10 OCT 2014 – 09:57 BRT

A paquistanesa Malala Yousafzai, jovem baleada na cabeça por militantes do Talibã em 2012 por defender a escolarização das mulheres, e o ativista indiano Kailash Satyarthi foram agraciados com o prêmio Nobel da Paz de 2014 “por sua luta contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito a todas as crianças à educação”, segundo anunciou o Comitê Nobel norueguês, nesta sexta-feira.

“Crianças devem ir à escola e não ser explorados financeiramente”, defendeu o Comitê, destacando que “nos países pobres, cerca de 60% da atual população tem menos de 25 anos”. Ao realizar o anúncio, Thorbjon Jagland, presidente do Comitê Nobel norueguês, afirmou que foi considerado “um ponto importante o fato de um hindu e uma muçulmana – um indiano e uma paquistanesa – se unirem na luta comum pela educação e contra o extremismo”. A comissão ressaltou ainda que, graças à luta de outras pessoas e instituições, hoje há menos 78 milhões de crianças trabalhando no mundo do que em 2000, apesar de 168 milhões ainda o fazerem. Em seguida, o Comitê Nobel norueguês insistiu que “a luta contra a opressão e pelos direitos de crianças e adolescentes contribui para a realização da ‘fraternidade entre nações’ que Alfred Nobel menciona em seu testamento como um dos critérios para o Nobel da Paz”.

O Comitê destacou que Satyarthi, “mostrando grande valor pessoal” e seguindo a tradição de Gandhi, “liderou várias formas de protesto e manifestação, todas pacíficas, concentrando-se na grave exploração de crianças para obtenção de benefícios financeiros”. O ativista também “contribuiu para o desenvolvimento de importantes convenções internacionais sobre os direitos da criança”. Kailash Satyarthi, engenheiro informático indiano que abandonou os computadores há 28 anos para denunciar multinacionais que exploram crianças de 5 a 12 anos em seu país, encabeça a organização Global March, que libertou da escravidão empresarial cerca de 80.000 crianças em mais de 160 países.

Já Malala, “apesar da pouca idade”, vem lutando há anos “pelo direito das meninas à educação e mostrou com seu exemplo que crianças e jovens também podem contribuir para melhorar suas próprias situações”. O Comitê Nobel ressaltou ainda que “ela o fez sob as circunstâncias mais perigosas”. “Mediante sua luta heroica, ela se tornou uma destacada porta-voz dos direitos das meninas à educação”, acrescentou o júri.

Malala, que acaba de fazer 17 anos, ficou famosa quando o Exército paquistanês expulsou o Talibã do Vale do Swat, em 2009. Foi quando se descobriu que ela era a autora de um diário no qual contava como era a vida sob o controle dos extremistas e que era publicado no site da BBC Urdu. Desde seus 11 anos, sob o pseudônimo de Gul Makai, Malala vinha relatando com bastante franqueza como as restrições iam aumentando até todas as escolas para meninas serem finalmente fechadas.

“O Talibã emitiu uma lei que proíbe todas as meninas de ir à escola”, escreveu ela, em uma das postagens no site. “[Hoje] só 11 das 27 alunas assistiram à aula. (…) Três amigas minhas foram embora para Peshawar, Lahore e Rawalpindi com suas famílias depois da lei”. A angústia das meninas se revela quando ela relata que uma colega lhe perguntou: “Pelo amor de Deus, diga a verdade, os talibãs vão atacar nossa escola?”.

Não era um medo irracional. Um relatório publicado pelo Exército na época afirmava que os militantes tinham decapitado 13 crianças, destruído 170 escolas e colocado bombas em outras cinco. Quando os militares puseram fim à tirania dos talibãs em Swat, Malala utilizou sua fama repentina para promover o direito à educação, com ênfase especial às meninas. Seu ativismo, dando palestras em escolas de todo o país, foi reconhecido pelo Governo, mas não caiu bem entre os extremistas, que, após tê-la ameaçado em várias ocasiões, tentaram assassiná-la em 9 de outubro de 2012.

Nem essa experiência traumática afastou Malala de seu objetivo. Foi acolhida no Reino Unido com sua família e, uma vez recuperada, continuou promovendo o direito à educação das meninas. Há poucas semanas lançou internacionalmente uma versão infantil de seu livro Eu Sou Malala (Companhia das Letras, 2013). Sua atitude lhe rendeu reconhecimento internacional. No ano passado, recebeu o prêmio Sajarov da União Europeia e foi nomeada para o Nobel da Paz. Também foi convidada a fazer um discurso diante da Assembleia Geral da ONU, que declarou o dia de seu aniversário, 12 de junho, como o Dia de Malala.

Apesar disso, Malala não incomoda só ao Talibã, com sua visão estreita e seu temor de que a educação afaste as pessoas de seus postulados. As escolas particulares do Paquistão proibiram seu livro. Os responsáveis pela decisão argumentaram que ela não é suficientemente respeitosa com o Islã, porque quando menciona o nome do profeta Maomé não acrescenta a seguir a expressão “que a paz esteja com Ele”, como é comum entre os muçulmanos piedosos. Um mero pretexto que esconde do temor à represálias dos extremistas a simples ciúme, passando pela ausência de uma verdadeira vontade política para mudar um país paralisado pela pobreza e pela degeneração social.

O Nobel da Paz é o único que se outorga e se entrega fora de Estocolmo por decisão do criador dos prêmios, o magnata sueco Alfred Nobel, já que na época a Noruega fazia parte do Reino da Suécia. No ano passado, 259 personalidades e instituições foram nomeados para o prêmio, que acabou sendo dado à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês), por seus esforços para eliminar esse tipo de arsenal.

A edição deste ano recebeu um número recorde de candidatos, 278, mas a lista de indicações enviadas por professores universitários de Direito e Ciências Políticas, parlamentares e antigos premiados de todo o mundo só será tornada pública dentro de 50 anos. Sabe-se que entre os nomeados estão, por exemplo, as Mães da Praça de Maio, da Argentina. Entre os favoritos nas casas de apostas estavam o papa Francisco, o médico congolês Denis Mukwege e o ex-analista da CIA Edward Snowden, segundo a agência EFE.

https://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/10/internacional/1412931102_118892.html

Diário de uma estudante paquistanesa
Escolas particulares no conturbado distrito de Swat, no noroeste do Paquistão, foram condenadas a fechar em um decreto do Taleban que proíbe a educação de meninas. Militantes que buscam impor sua interpretação austera da lei Sharia destruíram cerca de 150 escolas no ano passado. Mais cinco foram explodidos apesar de uma promessa do governo de salvaguardar a educação, foi relatado na segunda-feira. Aqui, uma estudante da sétima série do Swat narra como a proibição afetou ela e seus colegas de classe. O diário apareceu pela primeira vez na BBC Urdu online.

QUINTA-FEIRA, 15 DE JANEIRO: NOITE REPLETA DE FOGO DE ARTILHARIA
Escola em Swat supostamente destruída pelo Talibã
A noite estava cheia de barulho de fogo de artilharia e acordei três vezes. Mas, como não havia escola, levantei-me mais tarde, às 10 horas. Depois, meu amigo veio e discutimos nosso dever de casa.Os talibãs atacaram repetidamente escolas no Swat.
Hoje é 15 de janeiro, o último dia antes do decreto do Taleban entrar em vigor, e meu amigo estava discutindo sobre o dever de casa como se nada fora do comum tivesse acontecido.
Hoje, também li o diário escrito para a BBC (em urdu) e publicado no jornal. Minha mãe gostou do meu pseudônimo ‘Gul Makai’ e disse ao meu pai ‘por que não mudar o nome dela para Gul Makai?’ Eu também gosto do nome porque meu nome verdadeiro significa ‘aflito’.
Meu pai disse que alguns dias atrás alguém trouxe a impressão deste diário dizendo como era maravilhoso. Meu pai disse que sorriu, mas não podia nem dizer que foi escrito por sua filha.

QUARTA-FEIRA, 14 DE JANEIRO: POSSO NÃO IR À ESCOLA NOVAMENTE
Mapa mostrando o vale do Swat
Eu estava de mau humor enquanto ia para a escola porque as férias de inverno começam a partir de amanhã. O diretor anunciou as férias, mas não mencionou a data de reabertura da escola. Esta foi a primeira vez que isso aconteceu. No passado, a data de reabertura era sempre anunciada de forma clara. O diretor não nos informou sobre o motivo de não anunciar a reabertura da escola, mas meu palpite era que o Talibã havia anunciado a proibição da educação de meninas a partir de 15 de janeiro.
Desta vez, as meninas não estavam muito empolgadas com as férias porque sabiam que se o Talibã implementasse seu decreto, elas não poderiam voltar à escola. Algumas meninas estavam otimistas de que as escolas reabririam em fevereiro, mas outras disseram que seus pais decidiram mudar de Swat e ir para outras cidades por causa de sua educação. Como hoje era o último dia de nossa escola, decidimos brincar um pouco mais no parquinho. Sou da opinião de que a escola um dia reabrirá, mas ao sair olhei para o prédio como se não voltasse aqui novamente.

SEXTA-FEIRA, 9 DE JANEIRO: A MAULANA VAI DE LICENÇA?
Hoje na escola contei aos meus amigos sobre a minha viagem a Bunair. Eles disseram que estavam cansados ​​de ouvir a história de Bunair. Discutimos os rumores sobre a morte de Maulana Shah Dauran, que costumava fazer discursos na rádio FM. Foi ele quem anunciou a proibição de meninas frequentarem a escola.
Algumas garotas disseram que ele estava morto, mas outras discordaram. Os rumores de sua morte estão circulando porque ele não fez um discurso na noite anterior na rádio FM. Uma garota disse que ele estava de licença.
Como não havia aula na sexta-feira, joguei a tarde inteira. Liguei a TV à noite e ouvi sobre as explosões em Lahore. Eu disse a mim mesmo ‘por que essas explosões continuam acontecendo no Paquistão?’

QUARTA-FEIRA, 7 DE JANEIRO: SEM DEMISSÃO OU MEDO
Eu vim para Bunair para passar o Muharram (um feriado muçulmano) de férias. Eu adoro Bunair por causa de suas montanhas e campos verdejantes. Meu Swat também é muito bonito, mas não há paz. Mas em Bunair há paz e tranquilidade. Nem há qualquer disparo nem qualquer medo. Todos nós estamos muito felizes.
Hoje fomos ao mausoléu de Pir Baba e tinha muita gente lá. As pessoas estão aqui para orar enquanto estamos aqui para uma excursão. Há lojas que vendem pulseiras, brincos, medalhões e outras joias artificiais. Pensei em comprar alguma coisa, mas nada me impressionou – minha mãe comprou brincos e pulseiras.
Soldado com supostos militantes no Swat
SEGUNDA-FEIRA, 5 DE JANEIRO: NÃO USE VESTIDOS COLORIDOS
Eu estava me preparando para a escola e prestes a usar meu uniforme quando me lembrei que nosso diretor nos disse para não usarmos uniformes – e irmos para a escola vestindo roupas normais. Então decidi usar meu vestido rosa favorito. Outras meninas da escola também usavam vestidos coloridos e a escola apresentava um visual caseiro.
Swat tem sido um centro de atividade militante.
Meu amigo veio até mim e disse: ‘pelo amor de Deus, me responda honestamente, nossa escola vai ser atacada pelo Talibã?’ Durante a assembleia da manhã, nos disseram para não usarmos roupas coloridas, pois o Talibã se oporia a isso.
Voltei da escola e tive aulas depois do almoço. À noite, liguei a TV e ouvi que o toque de recolher de Shakardra havia sido suspenso após 15 dias. Fiquei feliz em ouvir isso porque nossa professora de inglês morava na área e ela pode estar vindo para a escola agora.

DOMINGO 4 DE JANEIRO: TENHO QUE IR À ESCOLA
Hoje é feriado e acordei tarde, por volta das 10h. Ouvi meu pai falando sobre outros três corpos deitados em Green Chowk (cruzamento). Eu me senti mal ao ouvir essa notícia. Antes do início da operação militar, todos íamos a Marghazar, Fiza Ghat e Kanju para piqueniques aos domingos. Mas agora a situação é tal que não saímos para um piquenique há mais de um ano e meio.
Também costumávamos dar um passeio depois do jantar, mas agora estamos de volta em casa antes do pôr do sol. Hoje fiz algumas tarefas domésticas, minha lição de casa e brinquei com meu irmão. Mas meu coração estava batendo rápido – porque eu tenho que ir para a escola amanhã.

SÁBADO, 3 DE JANEIRO: ESTOU COM MEDO
Ontem tive um sonho terrível com helicópteros militares e o Talibã. Tenho tido esses sonhos desde o lançamento da operação militar no Swat. Minha mãe me preparou o café da manhã e eu fui para a escola. Eu estava com medo de ir à escola porque o Taleban emitiu um decreto proibindo todas as meninas de frequentar as escolas.
Apenas 11 alunos participaram da aula de 27. O número diminuiu por causa do decreto do Taleban. Meus três amigos se mudaram para Peshawar, Lahore e Rawalpindi com suas famílias após este decreto.
No caminho da escola para casa, ouvi um homem dizendo ‘vou matar você’. Apressei o passo e depois de um tempo olhei para trás se o homem ainda vinha atrás de mim. Mas, para meu grande alívio, ele estava falando no celular e devia estar ameaçando outra pessoa pelo telefone.
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/10/141010_diario_malala_rb

Semana da mulher

A mulher e suas lutas ao longo da história humana. 

Dia 8 de março – dia internacional das mulheres .

Todo mundo já se acostumou a ver mulheres nos esportes, desenvolvendo trabalhos com criatividade e inteligência no trabalho, nas ciências e na política. Mas nem sempre as mulheres puderam participar da sociedade.

Durante muitos séculos a mulher era considerada como propriedade do homem. As mulheres não podiam ir para a escola, não podiam trabalhar fora, não podiam escolher os políticos pelo voto, não podiam escolher seu marido ou se separar, caso o marido fosse agressivo, ou seja, as mulheres não tinham quase nenhum direito. 

É por esse motivo que hoje quase não ouvimos falar de cientistas ou descobridoras de antigamente. Poucas mulheres tinham chance de estudar ou mesmo de aprender a ler.

Com o tempo, aconteceram várias transformações no mundo. Uma das maiores mudanças ocorreu no século 19, depois da invenção das máquinas a vapor. Começaram a surgir muitas fábricas e o trabalho escravo foi substituído pelo assalariado.

As fábricas exigiam muita mão de obra, mas eram lugares muito perigosos e pagavam muito mal, as mulheres que eram contratadas como operárias recebiam um salário menor do que os dos homens, mesmo quando faziam as mesmas coisas. 

Um dia para lembrar.

A situação era tão humilhante que no dia 8 de março de 1857, em Nova York, Estados Unidos, um grupo de operárias parou de trabalhar e fez uma manifestação numa grande fábrica de tecidos. Elas pediam a diminuição do horário de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença maternidade. A polícia tentou acabar com o movimento usando violência e começou um grande incêndio.

Nesse dia, 129 operárias morreram. 

O acidente causou uma grande união de todos os operários dos Estados Unidos, que pressionaram o governo, que acabou criando regras e leis que garantiam direitos mais justos para as mulheres. 

Essas foram as primeiras lutas das feministas contra a discriminação, elas passaram a buscar igualdade e respeito também em outras áreas, se uniram e conseguiram muitos avanços. 

Para homenagear essas heroínas do passado e promover uma reflexão sobre as desigualdades que as mulheres ainda enfrentam na sociedade, foi criado, em 1975, o Dia Internacional da Mulher.

Hoje, as mulheres vão ao trabalho, sustentam sua família, dividem as responsabilidades da casa e se candidatam a cargos políticos. Mas a discriminação continua.

O trabalho doméstico ainda é desvalorizado e quase sempre é deixado só por conta das mulheres. Além disso, ainda hoje, os salários são mais baixos e até os prêmios em dinheiro de alguns esportes são menores para elas. Sem falar que, para competir, muitas mulheres atletas têm de vencer, antes o preconceito da família.

O Dia Internacional da Mulher é uma data importante para fazer todo mundo pensar em justiça e igualdade.

Atividades:

1) Pesquise o significado da palavra discriminação e escreva com suas palavras, nos comentários do blog, uma pequena reflexão relacionando este conceito com o dia internacional das mulheres.

2) Assista à série Mulheres Fantásticas, pós assistir aos curtas, escreva nos comentários do blog, um pequeno texto dizendo qual dessas mulheres mais te impressionou.

Dandara foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil. Após ser presa, cometeu suicídio se jogando de uma pedreira ao abismo para não retornar à condição de escrava. Foi esposa de Zumbi dos Palmares e com ele teve três filhos.

Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, atualmente conhecida como Ada Lovelace, foi uma matemática e escritora inglesa. Hoje é reconhecida principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage.

Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara, foi uma cantora e compositora brasileira. Conhecida como Rainha do Samba e Grande Dama do Samba ela foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano.

Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, foi uma atriz e inventora austríaca radicada nos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra Mundial criou um sistema de comunicações para as Forças Armadas do EUA que serviria de base para a criação do Wi-fi e da telefonia celular.

Yusra Mardini é uma nadadora síria residente em Berlim, Alemanha, participante do time de Atletas Olímpicos Refugiados sob a bandeira olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. Quando criança, Yusra sonhava que era uma sereia e que nadava mais rápido que todas a meninas com quem treinava. Sua irmã mais velha também treinava, mas era Yusra quem conseguia os melhores resultados, segundo a irmã porque “Yusra havia nascido para nadar”. Mas a guerra bateu à porta da família Mardini, as explosões se tornaram trilha sonora ininterrupta, até o dia em que uma bomba caiu na piscina que as meninas treinavam, depois outras explodiram na casa onde moravam e a fuga se tornou inevitável. Os Mardini deixaram a Síria rumo a Turquia, mas como o país da antiga Constantinopla, hoje governado por Reseep Erdogan, repele fortemente os refugiados, o caminho era embarcar num bote e fazer a travessia até a Grécia. Em um pequeno bote onde deveriam entrar apenas 6 pessoas, embarcaram 20 na única chance de salvação da família Mardini e que é a mesma realidade de inúmeras pessoas neste exato momento em algum lugar do mundo. No meio da viagem, o motor do bote falhou e não voltou a funcionar. Talvez pelo excesso de peso ou até pela falta de manutenção, mas o que realmente importa é que um bote estava a deriva em alto mar com 20 pessoas a bordo. Poderia ser mais uma história com desfecho trágico e dezenas de mortos, como várias outras que acontecem aos montes nessa crise imigratória sem precedentes em que o mundo tem conflitos por ódio e intolerância que excluem africanos, ciganos, sírios e tantos outros que são deixados a deriva no mundo, expulsos e sem ter como se defender. Poderia, mas dentro daquele bote estava Yusra Mardini, a menina sereia que pulou na água e junto de sua irmã puxou o bote a nado durante 3 horas e meia até chegarem a ilha de Lesbos, na Grécia.

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón foi uma pintora mexicana que criou muitos retratos, autorretratos e obras inspiradas na natureza e nos artefatos do México.

Maria Quitéria de Jesus foi a primeira mulher a fazer parte do Exército Brasileiro. Considerada a heroína da Independência, a baiana fingiu ser homem para poder entrar nas Forças Armadas.

Maria Anna Walburga Ignatia Mozart, apelidada de Nannerl, foi uma musicista na Europa do século XVIII. Ela era a irmã mais velha de Wolfgang Amadeus Mozart.

Maria Sibylla Merian foi uma naturalista e ilustradora científica alemã que estudou plantas e insetos e fez pinturas detalhadas sobre eles.

Carolina Maria de Jesus foi uma escritora, compositora e poetisa brasileira, conhecida por seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” publicado em 1960. Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.

Wangari Muta Maathai foi uma professora e ativista política do meio-ambiente do Quênia. Foi a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz. Maathai fundou o Green Belt Movement, uma organização não governamental ambiental concentrado em plantação das árvores, conservação ambiental, e direitos das mulheres.

Marietta Baderna Giannini ou Maria Baderna foi uma bailarina italiana. Radicada no Brasil em 1849, suas apresentações tornaram-se populares no Rio de Janeiro; seu nome entrou para o vocabulário do português brasileiro como sinônimo de confusão.

Em 1928, Amelia foi a primeira mulher a atravessar o Atlântico de avião, como passageira, junto ao piloto Wilmer “Bill” Stultz e o copiloto Louis E. “Slim” Gordon. Após 21 horas de voo, quando aterrissaram no País de Gales, em 17 de junho, Earhart se tornou uma sensação da mídia.

June Dalziel Almeida foi uma virologista escocesa que, com pouca educação formal, tornou-se doutora em ciências e pioneira em imagens, identificação e diagnóstico de vírus. Ela descobriu o primeiro coronavírus humano.

O Lugar da filosofia no ensino fundamental

O presente trabalho se ocupa de entender contextos e limites do ensino de filosofia para formação das crianças, apresentando como ponto central, a presença da filosofia como disciplina do ensino fundamental. O ensino de filosofia está estritamente vinculado aos Direitos Humanos e a formação para os princípios democráticos. O estudo inicia-se investigando a relação da filosofia com a criação da UNESCO e, através da análise dos documentos da sua constituição, apresenta suas características e especificidades. Na sequência, através da leitura de Roger Pol-Droit, descobrimos as relações e características entre a filosofia e a democracia. Investigamos sua utilidade e seu lugar no Brasil e no mundo. Em seguida, através dos estudos dos documentos da UNESCO, analisamos a relação do ensino de filosofia para formação das crianças, tratando do direito à filosofia e apresentando alguns problemas e desafios à sua prática. A quarta parte, através da leitura de Foucault, reflete sobre o contexto disciplinar no qual a escola está inserida e analisa suas características. Por fim, apresentamos os conceitos de ‘educação menor’ e ‘educação maior’ do professor Silvio Gallo. O trabalho se encerra apontando o espaço denominado como ‘educação menor’ como caminho de ação da filosofia para crianças na escola de ensino fundamental.

Pedro e o Lobo

Programa em que a Orquestra Nacional da França, sob a regência do maestro Daniele Gatti, interpreta “Pedro e o Lobo”, um conto musical para crianças composto em 1936 pelo russo Sergei Prokofiev. Misturando a execução dos músicos com belíssimas animações, o vídeo explica de forma didática os sons e as principais características de conhecidos instrumentos. Para cada personagem na história, existe um instrumento correspondente: PEDRO, instrumentos de cordas; LOBO, trompas; AVÔ, fagote; PÁSSARO, flauta; PATO, oboé, GATO, clarinete e CAÇADORES, tímpanos.

encerramento das aulas

Durante o ano de 2020, a filosofia, que na cidade de Indaiatuba, no estado de São Paulo, é aplicada para todas as crianças atendidas pela rede municipal de ensino, teve que ser readaptada para a forma online. Esse vídeo é o encerramento dos experimentos realizados por mim e por cada um dos professores de filosofia da rede municipal.

documentário sobre a consciência negra

Considerado o maior herói negro nacional, Zumbi dos Palmares é figura presente na história do Brasil. O dia 20 de novembro, feriado nacional, é um convite para relembrar a luta pela libertação dos escravos e para refletir sobre os avanços e desafios da população negra no Brasil. Confira neste documentário, parte da Década Internacional de Afrodescendentes da ONU.

Aulas EaD filosofia para crianças

Por conta da pandemia do COVID19 tivemos que encontrar meios de passar o ensino de filosofia para crianças de forma online.
O ensino de filosofia para crianças é algo complexo, que se realiza especialmente na presença do outro.
A sequencia de vídeos fazem parte dos primeiros teste que estou fazendo para entender como será possível essa transição. As aulas são para o terceiro e quinto ano do ensino básico.

Filosofia – Aula 1 – Acolhimento

Filosofia – Aula 2 – Retorno das aulas – especial dia das mulheres:

Aula Filosofia – Tangram

Aula Filosofia – Como estudar sozinho?

Aula de Filosofia – O que é um argumento? parte 1

Aula de filosofia – O que é um argumento? parte 2

Aula de filosofia – O que é um argumento? parte 3

Aula de filosofia – O que é um argumento? revisão

Aula de filosofia – O que é um sentimento?