Ode à filosofia com crianças no ensino fundamental regular.

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filosofia

Entre todas as recomendações das diferentes formas de inserir a filosofia na formação das crianças e jovens, todas confluem para o mesmo objetivo, que é municiar quem tem acesso a sua prática, das condições de racionalidade que a sociedade atual exige. Acreditamos que a filosofia oferece a oportunidade de pensar e interagir na sociedade atual, permitindo que possamos refletir e consolidar uma sociedade pacifica e prospera, suprimir a filosofia do ensino regular é grave pois a ausência de um pensar que dê conta da complexidade crescente que a sociedade exige induz a decisões erradas ou ilusórias.
Nas aulas de filosofia são discutidos temas fundamentais à compreensão do que nos torna humanos, aprende-se a traduzir e reconstruir o conhecimento, aprende-se a enfrentar melhor as incertezas do mundo contemporâneo, pois conhece-se melhor e nossa relação harmoniosa com a natureza, a filosofia oferece novas formas de compreender a realidade.
Acreditasse que a filosofia abre espaço para o questionamento e a organização das informações, favorecendo um pensamento complexo, que não é possível nas disciplinas tradicionais, a filosofia traz consigo uma metodologia ativa que utiliza o diálogo para a conceituação da realidade que nos cerca, construir a realidade com base no diálogo não é só abrir espaço democrático dentro do sistema burocrático, é utilizar a razão como princípio de igualdade entre todos, ter filosofia na rede é mais que municiar quem pratica das regras da razão e do raciocínio ou do pensamento correto e cuidadoso, ter a filosofia como disciplina, desde a mais terna idade, é além, é transmitir nossa herança humana, através dos mitos e dos caminhos do pensamento humano, a filosofia é condição para uma sociedade democrática, diz a ONU. Filosofia na escola é menos ainda que todo esse referencial abstrato, na aula de filosofa se abre espaço para se ouvir, para se olhar nos olhos, para se questionar as grades das janelas e o sentido disso tudo, ter acesso ao conhecimento filosófico é ter acesso à habilidades essenciais ao desenvolvimento humano pleno e harmonioso.

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Percebo que algumas pessoas não olham para o que fazem, vão meio que atropelando sem pensar nas consequências, sem atenção ao que está acontecendo. O olhar nos olhos não tem… essas pessoas não se olham nos olhos, talvez tenha aprendido a não olhar, a não sorrir, a não se envolver, desaprenderam a se compartilhar. A consequência de não ver o outro e só ter a si e aos seus como referência, é ver o outro como coisas, não se reconhece nele, portanto, não sente empatia, o desumaniza. Esses, como um animal selvagem desenvolvem aversão ao outro.

O que queremos é uma sociedade global, com bases nos valores humanos, sem fronteiras e sem estado? Tratar o outro como a si mesmo… amar aos seus vizinhos… esse senso de coletividade está em nós. Só basta desenvolver. E o que nos impede?

Penso que existe um desvio, uma apropriação dessa necessidade humana por ‘corporações’ que sequestraram, através de ideologias, esse senso de pertencimento, nos dizendo que só através deles poderemos pertencer a coletividade humana. No convida a participar do mundo corporativo, mas em troca nos espionam, direcionam nossas publicações, definem que tipo de informação chegará até nós, tudo de acordo com uma inteligência ininteligível, exigem nosso consumo passivo dos produtos dos parceiros deles além do nosso trabalho gratuito, fornecendo conteúdo e audiência.

Penso que ficar online o tempo inteiro é bem aquele esquema que o George Orwell, no livro ‘1984’ escreveu, ele fala de uma tal de ‘teletela’, quando foi escrito ainda não existia smartphone, na história o personagem se revolta contra um sistema totalitário, me angustiava a personagem ter que se esconder da teletela quando queria fazer algo que não estava no padrão do sistema, quando li pensava no absurdo que seria ter uma teletela na sua sala te espiando, bom hoje nos filmamos gratuitamente nos tomando banho… segundo eles só consumindo o que eles oferecem poderemos pertencer, no fundo todos sentimos que tem alguma coisa estranha, que algo não é de verdade ali, incomodando essa onipresença, esse senso de novidade constante que esse modelo ideológico, receita do Orwell, nos impõe, essa felicidade e perfeição exagerada (sem o soma como no Huxley) , desnecessária e constante, da falta de frustração, o hedonismo da promoção online… mesmo com tudo esse assédio, eles não conseguem o que querem que é realizar o ser humano, essa realização, de se sentir pertencente, de olhar nos olhos e se reconhecer, só é possível quando se buscar individualmente e na presença do outro.

O que importa agora, é a tecnologia, que por trás dessa ideologia [política de privacidade], nos dá a impressão que estamos expandindo nossa percepção do mundo, nos trazendo novas formas de ver, pensar e usar as coisas, como essa tecnologia temos acesso a informação, a ausência da relação espaço/tempo (online), a queda de fronteiras (tradução online; novaligua), a consciência virtual do outro, espaço de discussão democráticos (regulado pela razão), a construção de uma sociedade virtual que regula os valores e impulsos reais (pela interferência direta no discurso e manifestação de cada um), disseminação de novas ideias, técnicas, estéticas – penso a www como um consciente coletivo estruturador de uma realidade que pode construir algum novo tipo de sociedade, assim essa tecnologia implicará numa virada antropológica.

Acredito que essa aparente resistência dos setores conservadores da sociedade é fruto dessa tocha que a é internet, penso que se o iluminismo foi motivado pelas luzes a gás das ruas da França, a luz à led vai iluminar a alma. Penso que momentaneamente essa galera, que não quer perder seus privilégios, estão corrompendo o sistema produzindo ineficiência, porém vejo como inevitável esse movimento de mudança, a constituição de uma sociedade com valores voltados ao humano será inevitável.

Mas persiste esse sentimento de mal-estar que a tecnologia trás, de se sentir vigiado, da alienação provocada, da corrupção dos valores, da distração, da competitividade, do narcisismo e pressa… Até lá como fazer aqueles que não olham para o que fazem, que não olham pro outro perceberem o outro? Como ver a foto de alguém no instagram e não sentir inveja? Como aprender por si só? Como ultrapassar o hedonismo e conforto ofertado pelas corporações? Como viver na contemporaneidade com ócio? Como viver com pouco?

Notícias falsas

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“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Atribui-se esta frase a Paul Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista.

Desde os primórdios da humanidade, a mentira tem sido uma das mais poderosas armas utilizadas para as mais diversas finalidades, e a maioria destas nunca foram/são voltadas para o bem coletivo ou prezaram por um final feliz.

Com o passar do tempo e evolução das mídias, a mentira encontrou na internet um canteiro fértil e mais que perfeito para lançar suas mais profundas e obscuras raízes.

A fotografia é manipulável. As palavras, mais facilmente ainda. Juntas, suas potências se desdobram, e quanto mais rápida for a reprodutibilidade do contexto, maiores as chances de atingir seus objetivos. Memes, vídeos (ficção/docs), músicas. Os recursos áudio visuais em mãos erradas já demonstraram sua eficácia em nossa história.

Hoje, a facilidade ao acesso às tecnologias digitais aliada à ganância, à falta de tempo, de conhecimento, até mesmo à preguiça e ao desinteresse da verificação dos fatos pelos espectadores tem sido um prato cheio, que tem sido servido e devorado ainda quente, sem nenhum tipo de questionamento ou degustação de seus sabores (ou dissabores?)

A cada clique ou compartilhamento destes conteúdos, empresas especializadas são alimentadas e faturam oceanos de dinheiro para espalhar boatos e semear a discórdia pelas redes. Softwares são desenvolvidos para interagir autonomamente em nome daqueles que podem pagar mais.

Ver é diferente de olhar. Ler é diferente de interpretar.

Precisamos estar alertas o tempo todo. A indústria da mentira é vil e ardilosa e jamais descansa.

(fonte)

Comida Que Alimenta

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O vídeo Comida que Alimenta é uma realização do Centro Sabiá, vinculado ao projeto Trabalho, Renda e Sustentabilidade no Campo, patrocinado pela Petrobras. O projeto busca fortalecer as experiências de agricultura Agroflorestal de base Agroecológica na Zona da Mata Sul de Pernambuco, além de ter um forte componente de agregação de valor à produção da agricultura familiar desse território, com a instalação de Unidades de Beneficiamento de frutas e de mel, para atender principalmente as compras institucionais via Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e o mercado turístico do território. Além de buscar fortalecer a estratégia de comercialização direta produtor/consumidor via Feiras Agroecológicas.

animal político

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Uma vaca sempre levou uma vida tranquila: ela tem pais que a amam, boas condições financeiras, muitos amigos. Ela sempre sai, se diverte, faz compras no shopping e passa o tempo na academia. Com o tempo, ela tenta se convencer de que é feliz

 

CPFP divulga manifesto sobre a BNCC

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Base atende a interesses de pequenos grupos e corporações privadas, afirmam docentes.

Comissão Permanente de Formação de Professores da Unicamp (CPFP), que reúne professores representantes dos 22 cursos de licenciatura da Universidade, divulgou manifesto sobre a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Para a comissão, “o processo de construção de uma Base não pode estar atrelado a, nem ser expressão de interesses de pequenos grupos ou de corporações que vêm historicamente tratando a educação e as respectivas reformas educacionais segundo interesses alheios à própria educação e ao desenvolvimento dos sujeitos/cidadãos.”

Acesse o documento completo.

comportamento geral

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Você deve notar que não tem mais tutu
e dizer que não está preocupado
Você deve lutar pela xepa da feira
e dizer que está recompensado
Você deve estampar sempre um ar de alegria
e dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
e esquecer que está desempregado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: “Muito obrigado”
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da Nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um Fuscão no juízo final
E diploma de bem comportado

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com o teu Carnaval?

Você merece, você merece
Tudo vai bem, tudo legal

 

aluno

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Ir à escola de manhã,
Como destrói minha alegria;
Sob um olhar cruel, aceso,
Passam os novos todo o dia
Em desgosto e melancolia.

Passar às vezes longo tempo
Sentado, ouvindo, aborrecido,
Indiferente à sala de aula
E indiferente ao livro lido
E ao quadro-negro tão comprido.

Como há de uma ave que nasceu
Para a alegria achar prazer
Numa gaiola, ou uma criança,
Baixando as asas, esquecer
Que é tempo só de florescer?

Ó pai, ó mãe, se for cortada
Logo em botão a jovem flor
E a planta nova desbastada
De seus brotos e seu vigor
Pelo desgosto e pela dor,

Como há de o tépido verão
Ter no prazer o seu momento?
Como na dor colher o fruto
Que nos trouxe o florescimento,
Quando chegar o inverno e o vento?

— William Blake, in “Canções da Inocência e da Experiência”, pág. 54. Editora Crisalida.

Obra de Nikolay Petrovich Bogdanov-Belsky.

fonte Literatus

Margaret Hamilton: a mulher que tornou possível a ida do homem à Lua.

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Margaret Hamilton teve a difícil tarefa de programar a nave Apollo 11 para pousar e navegar pela Lua. A própria Margaret foi encarregada de escrever os códigos para o primeiro computador portátil do mundo em conjunto com Hal Laning e Dick Batton – isso em um período em que faltavam mais de 10 anos para a Microsoft ser fundada e muito mais para a computação em geral se popularizar.

Fonte: TechMundo.

lattes – au au

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lattes

 

Um dos maiores cientistas brasileiros, o físico Césare Mansueto Giulio Lattes, mais conhecido como César Lattes, tornou-se um ícone na produção científica mundial e um símbolo, para o Brasil, que serviu de inspiração e estímulo para as gerações seguintes.

A Plataforma Lattes representa a experiência do CNPq (CNPQ é a sigla de Conselho Nacional de Pesquisa. É um órgão público que tem o objetivo de incentivar a pesquisa no Brasil) na integração de bases de dados de Currículos, de Grupos de pesquisa e de Instituições em um único Sistema de Informações.