Reflexão filosófica :

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“ tentando entender o conceito de alienação “ :

… (maior) > número de habitantes = urbanização.

A questão é como gerir o grande números de humanos? Através da política.

O objetivo da política é oferecer o mais eficiente sistema racional de gerir os humanos, garantindo a melhor ordem econômica, social, garantido a paz e manutenção dos direitos humanos assim como do meio ambiente, num estado de bem estar, igualdade e justiça para todos.

O problema: os sistemas que atualmente nos gerem, estão indo contra esse acordo implícito.

Isso incomoda; nossa razão até que entende as ordens do sistema, mas nosso instinto, primário a razão, nos alerta que alguma coisa está errada.e provoca duas reações antagônicas, a primeira é de luta. Luta pela busca de um sentido pela existência, de acesso à um ‘mundo’ onde todos se desenvolvam plenamente, com justiça, compaixão, em se entender e se reconhecer enquanto parte. A parte que cobra por essa luta é ter a consciência que se luta sozinho, a busca por um sentido é nobre, porém caro, sendo o caminho mais difícil. A segunda reação é de aceitação racional de que ‘alguém’ sabe o que está acontecendo, isso é menos nobre pois, se exime da responsabilidade de justificar sua existência. E essa apatia se chama alienação?

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reflexão = refletir = pensar

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hoje, numa aula sobre REFLEXÃO , o aluno Vítor do 4ºB deu um exemplo de reflexão que resolvi compartilhar

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diz ele assim: professor, eu tenho um dinossauro de plástico; o plástico é feito de petróleo; o petróleo é feito de dinossauro, então o meu dinossauro de plástico é feito de dinossauro – [ pausa para risos ] – e tudo mais de plástico é feito de dinossauro também né, refleti um pouco …

– da dificuldade de definir o que é e como se ensina filosofia –

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O conhecimento filosófico se constrói quando se transcende a experiência negativa. O filósofo se caracteriza pela busca do real, que através do autoconhecimento, da sabedoria e movido por uma postura crítica, tenta modificá-la.  É no contextualizar, problematizar e modificar a realidade que o filósofo se faz.

A filosofia como simples contemplação do universo é falsa e egoísta, pois o conhecimento intuitivo advindo da contemplação, como alternativa ao conhecimento empírico, se basta em si e, por ser hermético e pessoal, se torna difícil compartilhar. O discurso pragmático, como princípios do filosofar também falseia a prática, pois instrumentaliza a razão e a reduz a um intelectualismo, impedindo o contato com a experiência negativa. É no ato de questionar o mundo, numa postura de enfrentamento, que nos fazemos filósofos.

Então reflito:  Como se ensina esse fazer? Como permitir o acesso à essa habilidade em grande escala?

férias

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férias : sim ! um dia me disseram que uma das vantagens de ser professor (ou deputado) – é poder gozar de dois recessos por ano – mas não é a toa (não pros prof, é merecido) penso  agora qual valor o professor tem? [é corrente a discussão da necessidade do professor – principalmente num contexto de EaD] – você imagina o que está por trás da má remuneração o professor, dessa política de menosprezo, que estamos bem longe de uma educação de qualidade e formativa? qual nosso consciência por trás desse descaso?  … penso … não é por não querer e sim por incompetência, por falta de recurso humano mesmo

[ se não o professor universitário não seria tão elogiado – no Brasil um professor de nível básico recebe em média 2.000 R$, um professor universitário em média R$15.000, é uma das maiores desigualdades de salário entre nossas profissões – já passou o tempo que nossas professoras se formavam no normal superior, as tias solteiras ….  hoje] temos pessoas em todos os níveis de formação humana e cientifica extremamente competentes que devem não só ser elogiados pelo seu desprendimento como reconhecidos, respeitados e bem remunerados como forma de instituir forçadamente um valor econômico á função docente – [ e ir pra além da burocracia … pra além da possibilidade de quantitar ou avaliar … da impossibilidade de perceber o senso estético ou o senso de sabedoria – da escola como centro de desenvolvimento humano e cientifico … coerente

luta pelos direitos

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É o professor o responsável por assegurar às crianças o direito de aprender, são seus exemplos, sua vivência, seus valores que permitirão alargar os horizontes da vida da criança, estimulando o gosto pelo conhecimento, desenvolvendo o pensamento crítico e a leitura do mundo.

O professor é o grande protagonista do ensino e quanto melhor for seu desempenho, melhor será o desempenho dos seus alunos, porém, na realidade sua valorização profissional ainda é colocada em segundo plano, mesmo que ele seja um entre tantos outros responsáveis pela educação, incluindo o governo e a família, é sobre ele que recaem todos os problemas educacionais, evidenciando sua posição estratégica e necessidade de reconhecimento e valorização profissional.

É recente o despertar político e social para a importância do professor. E esse despertar que se recomenda*¹, dentre outras importantes estratégias de valorização do professor, que seu salário seja compatível com sua formação*²

É esse um dos pés da nossa luta diária.

É preciso encarar com seriedade e honestidade a valorização dos profissionais da educação, a equiparação do salário, em reconhecimento à meta 17 do PNE, colocaria o município estrategicamente como referência nacional na valorização do seu quadro de magistério em conformidade com o desenvolvimento econômico e social da cidade.

Não podemos permitir que atitudes políticas, que agem de má fé, contra os interesses da sociedade sejam desculpas maiores do que os benefícios que essa implementação, efetivamente concluída poderá gerar para toda sociedade.

Vale ressaltar que o salário e a carreira são pressupostos para uma efetiva valorização docente, mas não encerram a questão é preciso tratar o professor como um profissional, respeitando-o e reconhecendo sua importância como protagonista da formação das crianças e fundadores da base cultural da nossa sociedade.

*² levando em consideração que os professores de educação básica chegam a ganhar menos de um terço do que a média de profissionais formados em outras ciências.

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essa agenda corrida fica difícil conciliar os tempos : tudo acontecendo exatamente agora, um clima hostil, onde tudo tem um preço – essa agonia-paranoica imposta, desonesta, experimental e tóxica para nós … agosto não acabou…

como venceremos ?

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estão nos distraindo – acorde e pense – como lutar sozinho contra o ‘estado-de-controle’ ? qual alternativa positiva (não tribal – não bélica – não sindical ) à tirania do lucro, colonialismo e escravidão ? como permitir uma sociedade livre e justa ? do que precisamos nos livrar, nos angustiando com a possibilidade de controle do futuro – mitificando as possibilidades de algo fantástico?

será?

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então fico doente e preciso ligar pra minha mãe: só ela me conforta = liguei pro meu pai, pois o cel. da mãe estava desligado, atende minha irmã – disse que estava doente – minha irmã muito pragmática reclama que sempre fico doente, recomendou tomar vitamina c com outro suplemento – nem perguntou se estou bem (! não deu tempo) queria dizer que o que me infringiu foi um vírus, o qual só injeção, não disse, depois conversei com minha mãe e tudo voltou ao normal. Então pensando nessa energia pragmática, em como ela é poderosa em nosso discurso diário, não o pragmatismo fraterno da minha irmã, mas um pragmatismo nefasto presente no discurso de uma parcela da população que não se preocupa com ninguém de forma nenhuma e ainda quer se utilizar das pessoas e do mundo como um “banco de recursos” disponível a saque imediato. Raciocínio prático e utilitário, que não leva em consideração as consequências ambientais, a energia espiritual do sistema, não reconhecimento do outro, cobrança desigual de direitos, sem senso de pátria ou cultura, corrupção, ignorância, ganancia e competição… Um exemplo claro é como são disputadas nossas ruas e  avenidas (espaço público). Então penso: como seria uma educação que conscientizasse para uma educação humanista – sustentável – solidária? E possível? Pode me ajudar?

sobre a solidão

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o vídeo mostra uma opinião sobre a solidão, diz que nosso meio de vida ‘online’ nos induz a uma solidão [mas o que é solidão? se eu pensar que solidão é um estado de consciência e acreditar que esse estado de consciência pode ser induzido por ‘ócio contemplativo’ (proporcionado, agora e em grande escala, pelo ‘online’ e pelo valor econômico que está substituindo o valor humano) então isso é bom né? ou não] assista o vídeo, pesquise e opine, seu comentário será útil e bem vindo.

“Morte e Vida Severina”

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“Morte e Vida Severina” é um auto de Natal Pernambucano, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto, musicado por Chico Buarque e apresentado pelo “TUCA” (Teatro Universitário da Universidade Católica de S. Paulo).
Conta o drama do retirante nordestino, expondo sua luta pela sobrevivência diária e difícil.

Foi representado em Portugal, em Maio de 1966.

(01 – “De sua formosura 02 – “Severino / O Rio (Notícias do Alto Sertão)” 03 – “Mulher na Janela” 04 – “Homens de Pedra” 05 – “Todo o Céu e a Terra” 06 – “Encontro com o Canavial” 07 – “Funeral de um Lavrador” 08 – “Chegada ao Recife” 09 – “As Ciganas” 10 – “Despedida do Agreste” 11 – “O Outro Recife” 12 – “Fala do Mestre Carpina”)

5 ações que você pode fazer – Educação Ambiental

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“Sustentabilidade significa o uso dos recursos renováveis de forma qualitativamente adequada e em quantidades compatíveis com sua capacidade de renovação, em soluções economicamente viáveis de suprimento das necessidades, além de relações sociais que permitam qualidade adequada de vida para todos.

(…)

A problemática ambiental exige mudanças de comportamentos, de discussão e construção de formas de pensar e agir na relação com a natureza.

Isso torna fundamental uma reflexão mais abrangente sobre o processo de aprendizagem daquilo que se sabe ser importante, mas que não se consegue compreender suficientemente só com lógica intelectual.

(…)

É a necessidade de validar a procura de novas explicações e saídas que faz emergir novas possibilidades por intermédio de conceitos filosóficos, como o holismo, ou simplesmente, do apego a idéias religiosas.

Assim, a questão ambiental impõe às sociedades a busca de novas formas de pensar e agir, individual e coletivamente, de novos caminhos e modelos de produção de bens, para suprir necessidades humanas, e relações sociais que não perpetuem tantas desigualdades e exclusão social, e, ao mesmo tempo, que garantam a sustentabilidade ecológica. Isso implica um novo universo de valores no qual a educação tem um importante papel a desempenhar.” – link externo PCN Meio Ambiente

Saiba sobre o Sistema Agrossilvipastoril, no texto de Marcos Alberto Seghese – PROJETO VIDA NO CAMPO

o lado mau da educação

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Escolarizando o mundo – Documentário disponível no YouTube com legendas em português aborda a educação escolar como ferramenta de colonização e de homogeneização cultural.

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A caricatura ironiza um dos piores mitos alimentados pela sociedade ocidental: o de que a escolarização tradicional é a única forma legítima de criar e educar as crianças.

O filme examina o pressuposto escondido da superioridade cultural por trás dos projetos de ajuda educacionais, que, no discurso, procuram ajudar crianças a “escapar” para uma vida “melhor”.

Aponta a falha da educação institucional em cumprir a promessa de retirar as pessoas da pobreza — tanto nos Estados Unidos quanto no chamado mundo “em desenvolvimento”.

E questiona nossas definições de riqueza e pobreza — e de conhecimento e ignorância — quando desmascara o papel das escolas na destruição do conhecimento tradicional sustentável agroecológico, no rompimento das famílias e comunidades, e na desvalorização das tradições espirituais ancestrais.

Finalmente, ESCOLARIZANDO O MUNDO faz um chamado por um “diálogo profundo” entre as culturas, sugerindo que nós temos, ao menos, tanto a aprender quanto a ensinar, e que essas sociedades sustentáveis ancestrais podem ser portadoras do conhecimento que é vital para nossa própria sobrevivência no próximo milênio.

Assista ao filme e tire suas próprias conclusões. Conheça página oficial do documentário na internet.

reflexão sobre a humanização no trato com as drogas

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click na imagem para ter acesso ao HQ

RATOLÂNDIA: QUADRINHO DE STUART MCMILLEN , INSPIRADA EM ESTUDO COM RATOS MOSTRA QUE PROBLEMA É A JAULA, NÃO AS DROGAS
– click na imagem para ter acesso ao HQ –

As leis que temos hoje proibindo as drogas foram em grande parte inspiradas por pesquisas científicas realizadas nos Estados Unidos na década de 1960 com ratinhos presos em gaiolas. Cada ratinho ficava trancado sozinho em uma jaula pequena, com um canudo preso a uma veia. A cada vez que o bicho puxava uma alavanca, uma dose de morfina, heroína ou cocaína era despejada em sua corrente sanguínea. Os resultados eram assustadores: a maioria dos animais se afundava nas drogas. Alguns passavam o dia inteiro puxando as alavancas e ficavam tão viciados que se esqueciam de comer e beber e acabavam morrendo de fome. Conclusão: drogas são substâncias mortíferas, que causam dependência severa e matam.

Bom, se ratinhos saudáveis transformam-se em zumbis com uma dose, o mesmo deve acontecer com humanos, certo? Melhor então proibir tudo e punir severamente os infratores, para evitar que meninos e meninas tenham o mesmo destino desses pobres roedores. É essa a lógica da política de Guerra às Drogas.

Aí, no final dos anos 70, um psicólogo canadense chamado Bruce Alexander teve uma ideia. Ele resolveu repetir o experimento, mas, em vez de trancar as cobaias numa solitária, construiu um parque de diversões para os bichinhos – o Rat Park. Tratava-se de uma área grande, 200 vezes maior do que uma jaula, cheia de brinquedos, túneis, perfumes, cores e, o mais importante, habitada por 16 ratinhos albinos. Ratos brancos, como humanos, são seres sociais – adoram brincar uns com os outros. Eles são muito mais felizes em grupo. Outros 16 ratinhos tiveram sorte pior – foram trancados nas jaulas tradicionais, sem companhia nem distração. Ambos os grupos tinham acesso livre a dois bebedores – um jorrando água e o outro, morfina.

Os ratos engaiolados fizeram o que se esperava deles: drogaram-se até morrer. Mas os do Rat Park não. A maioria deles ignorou a morfina. Podendo escolher entre morfina e água, os ratinhos do parque no geral preferiam água. Mesmo quando os ratos do Rat Park eram forçados a consumir morfina até virarem dependentes, eles tendiam a largar o hábito assim que podiam. O consumo da droga entre eles foi 19 vezes menor do que entre os ratinhos enjaulados.

Ou seja, o problema não é a droga: é a jaula. O que é irônico considerando que nossa política de drogas tem como premissa justamente enjaular na cadeia os dependentes.

fonte!

Saiba notícias sobre como é o tratamento que os dependentes químicos do estado de São Paulo recebem do Estado no site do  Coletivo Desentorpecendo A Razão.

Saiba informações do Programa “de Braços Abertos” da prefeitura de São Paulo para reabilitação e humanização dos dependentes. (áudio)

(E-Livro) Filosofar descontraidamente

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Pdf do livro “O PEQUENO LIVRO DO FILÓSOFO”

Capa livro desidério murcho

Pensar sobre os grandes problemas da filosofia é uma arte reservada a poucos. Certo?

Errado.

Você é um filósofo em potência.

Não acredita?

Então experimente.

Pensar é uma atividade natural.

Todos pensamos no dia-a-dia.

Ser um filósofo é só uma questão de pensar de forma sistemática, clara e consequente.

Não dói nada.

É de graça. Ou quase… O Pequeno Livro do Filósofo oferece sugestões práticas para pensadores intrépidos, tímidos ou pura e simplesmente indecisos.

E não julgue que para ser um filósofo é preciso assumir um ar grave e profundo. Na verdade, alguns dos pensamentos dos grandes filósofos não eram graves nem profundos e toda a gente acreditou neles à mesma só porque tinham fama de ser graves e profundos.

Por isso, descontraia-se. Pense. Com alegria. Vai ver que não se arrepende.

E não faz mal se não resolver todos os problemas da filosofia. Até hoje, ninguém fez tal coisa..:)

 

“Este pequeno livro reúne 137 máximas que visam ajudar quem quer aprender a filosofar. Escrevi-o como um exercício de descontração, e por isso trata-se de máximas leves e despretensiosas. Mas não é apenas um exercício de descontração, pois inclui sugestões que poderão ser úteis a jovens interessados em filosofia.

O mote do livro é que qualquer pessoa pode tornar-se um filósofo. Isto é algo escandaloso em muitos setores da cultura de língua portuguesa, que vêem o filósofo como um guru tocado pelos deuses, e não como um ser humano como os outros, apenas interessado num certo tipo de problemas e com um certo tipo de talento para os enfrentar .

Espero que este pequeno livro consiga descontrair o leitor e dar-lhe algumas sugestões proveitosas. – Desidério Murcho”

Tratado do Lobo …

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só para loucos…
só para poucos…

Era uma vez um certo Harry, chamado o Lobo da Estepe. Andava sobre duas pernas, usava roupas e era um homem, mas não obstante era também um lobo das estepes. Havia aprendido uma boa parte de tudo quanto as pessoas de bom entendimento podem aprender, e era bastante ponderado. O que não havia aprendido, entretanto, era o seguinte: estar contente consigo e com sua própria vida. Era incapaz disso, daí ser um homem descontente. Isso provinha,decerto, do fato de que, no fundo de seu coração, sabia sempre (ou julgava saber) que não era realmente um homem e sim um lobo das estepes. A esse propósito poder-se-iam tecer longas considerações e até mesmo escrever livros; mas isso de nada valeria ao Lobo da Estepe, pois para ele era indiferente saber se o lobo se havia introduzido nele por encantamento, à força de pancada ou se era apenas uma fantasia de seu espírito. O que os outros pudessem pensar a este respeito ou até mesmo o que ele próprio pudesse pensar, em nada o afetaria, nem conseguiria afetar o lobo que morava em seu interior.

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pessoas burras são burras demais para saber que são burras

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Várias pesquisas psicológicas estão chegando à conclusão que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência. Ou seja: as pessoas burras são burras demais para saber que são burras.

E essa desconexão pode ser responsável por muitos dos problemas da sociedade.

Com mais de uma década de pesquisa, David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, demonstrou que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem”.

Se um indivíduo não tem competência em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades de xadrez, a pessoa ainda tende a classificar suas habilidades naquela área como sendo acima da média.

Dunning e seu colega, Justin Kruger, agora na Universidade de Nova York, fizeram uma série de estudos nos quais deram às pessoas um teste de alguma área do conhecimento, como raciocínio lógico, conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-los, inteligência emocional, etc.

Então eles determinaram as suas pontuações, e, basicamente, pediram que eles lhe dissessem o quão bem eles achavam que tinham ido.

Os resultados são uniformes em todos os domínios do conhecimento. As pessoas que realmente se saíram bem nos testes tenderam a se sentir mais confiantes sobre o seu desempenho, mas apenas ligeiramente. Quase todo mundo achou que foi melhor do que a média.

“As pessoas que realmente foram mal – os 10 ou 15% de fundo – acharam que seu desempenho caía em 60 ou 55%, portanto, acima da média”, disse Dunning.

O mesmo padrão aparece em testes sobre a capacidade das pessoas em classificar a graça de piadas, gramática correta, ou até mesmo seu próprio desempenho em um jogo de xadrez.

O pior é que não é apenas otimismo. Os pesquisadores descobriram uma total falta de experiência que torna as pessoas incapazes de reconhecer a sua deficiência.

Mesmo quando eles ofereceram aos participantes do estudo uma recompensa de US$ 100 (cerca de R$ 170) caso eles classificassem seu desempenho com precisão, eles não o fizeram, achando que tinham ido melhor do que realmente foram. “Eles realmente estavam tentando ser honestos e imparciais”, disse Dunning.

Dunning acredita que a incapacidade das pessoas em avaliar o seu próprio conhecimento é a causa de muitos dos males da sociedade, incluindo a negação das alterações climáticas.

“Muitas pessoas não têm formação em ciência, e assim podem muito bem não compreender os acontecimentos climáticos. E como elas não têm o conhecimento necessário para avaliá-los, não percebem o quão ruim suas avaliações podem ser”, disse ele.

Além disso, mesmo se uma pessoa chegue a uma conclusão muito lógica sobre se a mudança climática é real ou não com base em sua avaliação da ciência, isso não significa que a pessoa realmente tinha condições de avaliar a ciência.

Na mesma linha, as pessoas que não são talentosas em uma determinada área tendem a não reconhecer os talentos e boas ideias dos outros, de colegas de trabalho a políticos. Isso pode impedir o processo democrático, que conta com cidadãos com capacidade de identificar e apoiar o melhor candidato ou a melhor política.

Conclusão: você deve se lembrar de que pode não ser tão bom quanto pensa que é. E pode não estar certo sobre as coisas que você acredita que está certo. E, além de tudo, se você tentar fazer piadas sobre isso, pode não ser tão engraçado quanto você pensa.

texto original LiveScience

Vergonha e Orgulho

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Vergonha e Orgulho

dia de São Jorge – 23/04

… hoje numa das aulas eu fiz um ‘quiz’ sobre um tema que estamos estudando já há duas semanas … e num dos momentos da aula um aluno se levanta e vem me segredar a resposta de uma das perguntas que eu fiz … ele estava com vergonha de falar pra todo mundo ouvir e acabar dizendo besteira, mas ele tava certo na resposta … e assim que ele se sentou eu chamei àtenção da sala e disse que ele tinha salvo a sala pois sabia a resposta da pergunta : disse a resposta pra todos e agradeci o menino que veio me falar no ouvido … e eu vi no rosto dele que ele estava orgulhoso…. tds aplaudiram ele tb.

Maioridade Penal

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a favor ou contra?

Como é de conhecimento público, o UNICEF expressou sua posição contrária à redução da idade penal, assim como à qualquer alteração desta natureza, em face dos compromissos assumidos pelo Estado Brasileiro com a ratificação da Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente das Nações Unidas e outros documentos internacionais, e porque tal proposta contraria as principais tendências de administração da justiça da infância e adolescência no mundo.

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A redução da maioridade penal representa, portanto, um enorme retrocesso no atual estágio de defesa, promoção e garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil.

Isto porque a forma como o Estado e o Direito tratam suas crianças e adolescentes é um indicador infalível na avaliação do processo civilizatório e de desenvolvimento.

Leia o texto completo e entenda os motivos para dizer não à redução da idade penal.

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entenda o desejo humano pelos carros:

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Durante muito tempo os humanos se deslocaram a pé, em cavalos e por barcos. A invenção das ferrovias no século XIX mudou radicalmente nossa relação com tempo e espaço. ECCE HOMO investiga a história do transporte moderno e como ele mudou a sociedade.

Questões para discussão:

Problemas dos sistemas de gestão de transporte, questões atuais de sustentabilidade e impactos ambientais, necessidades acerca da acessibilidade e mobilidade, construções sociais e cotidiano humano.

Pesquisa:

Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes

Departamento Estadual de Trânsito DETRAN

Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada

Instituto de Pesquisas Rodoviárias

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares

Ministério dos Transportes

Propagandas de Cigarro

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Entre as décadas de 1920 e de 1950 não havia nenhum controle sobre a publicidade do cigarro. Então, por décadas, a indústria do tabaco utilizou diversos recursos da propaganda para dizer que “fumar é bom”.

Os efeitos nocivos ocasionados pelo vício foram omitidos e era comum ver profissionais da área de saúde, estrelas de Hollywood, atletas de elite e até crianças ilustrando os anúncios de diversas marcas e enfatizando os seus supostos “benefícios”.

Atualmente, a propaganda de cigarro é proibida em vários países, inclusive no Brasil, e sabemos que o fumo causa inúmeros danos à saúde, mas houve um tempo em que fumar estava associado às melhores práticas da vida.

Celebridades de Hollywood e do esporte fizeram do cigarro um símbolo de status e saúde:

Profissionais da saúde recomendavam e atestavam o fumo:

Tabagismo

Dados do Icesp mostram que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem largar o cigarro, mesmo após descobrirem a doença. Além disso, de todos os atendimentos realizados no Instituto, 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam ser tabagistas no momento em que ingressam na unidade para realizar o tratamento.
O tabagismo é um sério problema de saúde pública no mundo. O hábito desencadeia diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, sem contar que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

veja mais propagandas

O que é a infância?

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Abaixo segue algum material para enriquecer o debate…

A Invenção da Infância

Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.

Criança, a alma do negócio

Este documentário reflete sobre o consumismo infantil e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade.

A infância por ela mesma:

Picolé, pintinho e pipa

2 parte:

O carro do troca-troca está passando em sua rua: garrafa velha, bacia velha, panela velha, garrafão de vinho, o moço troca por Picolé, Pintinho e Pipa… alô garotada, o carro do troca-troca está passando em sua rua…o moço vai lá em cima e volta! Pedrinho, figura principal, cerca de 12 anos, Juquinha, seu irmão mais novo, de sete anos, e os amigos: Morcegão, de 13 e Gargamel e Bebeco, os dois com 11 anos. Essas cinco crianças irão fazer de tudo para alcançar o carro do troca-troca antes que ele vá embora.

Bilú e João

O curta acompanha duas crianças pobres (Francisco Anawake e Vera Fernandes) em São Paulo, na sua busca por alguns reais para comprar tijolos. Pedir ou roubar não é dado como possibilidade, e isso introduz as crianças em uma complexa circulação pela cidade e também em uma cadeia de produção e trocas econômicas. O filme se passa em um dia e uma noite sem levar a nenhum lugar especial e sem nenhum grande evento.

Utopia…

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A escola é um saco, ficar sentado cinco horas do meu precioso dia numa sala quente, usando um uniforme terrível, escutando o professor nada a ver com a realidade, falando de coisa que não interessam pra ninguém… cinco horas longe da web, perdendo de registar um monte de ideias, vendo oportunidades escorrendo entre as grades e câmeras que me vigiam durante essas cinco horas diárias, de grandes oportunidades… e essa porra dessa sirene que alerta a mudança de aula me assusta toda hora, eu cheguei a colocar o celular pra tocar uns minutos antes da sirene pra me alertar antes dela. E o celular, pô meu, celular em 2012 de dias de 24 horas é vital, não posso me dar ao luxo de ficar cinco horas sem ele, mas vai ligar um dentro da sala de aula pra ver o que acontece. … perdeu prayboi … sei lá … pensando nisso imagino uma escola ideal: pra começar a escola não pode ter muro, nem grade, nem câmera, nem chamada, nem avaliação, tem que ficar longe da rua com um espaço de grama bem grande em volta do prédio, um espaço que cansa de andar. Nas salas não tem porta, nem carteira em fila, tem lugar pra estudar, pra pesquisar, pra testar, o professor orienta, mas o estudo é feito de forma autodidata …  cada matéria tem uma sala e todos os professores ficam na mesma sala, todos os alunos frequentam essa sala , e cada um vai atrás do que lhe interessa. As relações se dão por respeito à evolução pessoal de cada um, sem medida, ou média, ou moda, ou estereótipos, algo que beira o respeito pela irmandade – família, tudo baseado na boa vontade e na gentiliza. A escola deve ter bastante espaço e de preferencia muitos corredores pra poder se perder de vem em quando, é obrigada a ser autossuficiente em comida, e exemplarmente consciente da sua pegada ecológica. A pedagogia é prática, logo todas as disciplinas interagem na escola, é na escola que se cria solução pra seus resíduos, pra seus conflitos, e como consequência ela se torna foco de produção de conhecimento e de cultura, com arte própria, com linguagem e filosofia próprias, com soluções para os problemas do seu entorno. Ai sim. Mas enquanto somos obrigados a frequentar uma escola que enforma, enquadra, limita, entorpece nosso Ser essas cinco horas vão continuar um saco.