Meditação – Benefícios nas Escolas

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por uma educação emocional

meditação para leigos:

desenvolvimento de competências através das práticas meditativas, sobre alunos e corpo educacional:

  1. Desenvolver habilidade de controle emocional;
  2. Criação de oportunidades para que o aluno viva seu mundo interno;
  3. Desenvolver inteligência emocional;
  4. Humanizá-los, fazendo com que coloquem sua criação para dentro de si mesmo para que e quem está em seu entorno;
  5. Aumenta concentração, autoconhecimento, relaxamento;
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Como entrar em desacordo

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discordar

A internet transformou a escrita em conversação. Há vinte anos, escritores escreviam e leitores liam. A internet permite que seus leitores respondam, e cada vez mais eles fazem — em comentários em posts, fóruns e em seus próprios blogs. Muitos daqueles que respondem tem algo a discordar sobre o que leem. Isso já é esperado. Concordar com um texto motiva menos as pessoas do que discordar. Quando você concorda, há menos para se dizer. Você pode expandir o que o autor afirmou, mas talvez ele já explorou todas as implicações interessantes. Quando você entra em desacordo, você está entrando em um território que o autor ainda não explorou.

O resultado é que há muito mais divergências acontecendo, e você pode medir isso pelas palavras e respostas por aí. Isso não significa que as pessoas tem se tornado raivosas. A mudança estrutural na maneira de como nós nos comunicamos já é suficiente para explicar isso. Apesar de não ser a raiva que está causando um aumento nos número de desacordos, há o perigo de que o aumento no número de deles faça com que as pessoas se tornem mais raivosas e infelizes umas com as outras. Particularmente online, onde é fácil dizer coisas que você nunca diria cara a cara.

Se nós vamos entrar em desacordo mais vezes, então nós deveríamos tomar cuidado com isso. Muitos leitores conseguem saber a diferença entre xingamentos e uma refutação cuidadosamente construída, mas eu acho que ajudaria se colocassemos nomes para os estágios intermediários. Então tentaremos estabelecer uma hierarquia do desacordo.

0) Xingamento

Essa é a forma mais baixa de desacordo e provavelmente a mais comum. Todos nós já vimos comentários assim:

“vc é uma bicha!!!”

Mas é mais importante perceber que uma forma mais articulada de xingamento também tem o mesmo peso. Um comentário do tipo

“O autor é pedante e o artigo é horrívelmente construído.”

não é nada além de uma versão pretensiosa de “vc é uma bicha!!!”.

1) Ad Hominem

Um ataque ad hominem não é tão fraco quanto um simples xingamento. Ele pode conter algum peso. Por exemplo, se um senador escreve um artigo dizendo que os salários dos senadores deveriam ser aumentados, alguém poderia rebater:

“Claro que ele diz isso. Ele é um senador.”

Isso não refutaria o argumento do autor, mas pode pelo menos parecer relevante para este caso. No entanto, ainda é uma forma bem fraca de desacordo. Se há algo de errado com o argumento do senador em si, então você deveria dizer o que está errado; e se não há, então que diferença faz o fato de ele ser um senador?

Dizer que um autor não tem autoridade para escrever sobre um assunto é uma variante de ad hominem — e particularmente uma variante inútil, pois as boas idéias geralmente vêm dos outsiders (aqueles que ainda são desconhecidos no meio). A questão é sobre o autor estar correto ou não. Se a sua falta de autoridade causou e fez com que ele cometa erros, então aponte-os. E se falta de autoridade não está ligada aos supostos erros, então ela é realmente irrelevante.

2) Respondendo ao tom

Nesse nível superior começamos a ver respostas ligadas diretamente ao conteúdo do texto, ao invés de serem ligadas ao autor. A forma mais inferior desse tipo de argumento é discordar do tom utilizado pelo autor no texto. Por exemplo:

“Eu não posso acreditar que o autor rebate o Design Inteligente de maneira tão arrogante.”

Apesar de ser melhor do que atacar o autor, esse ainda é uma forma fraca de divergir. É muito mais importante saber se o autor está certo ou errado do que apontar os dedos para o tom utilizado em seu escrito. Especialmente porque é difícil julgar um tom de maneira isenta. Alguém que está emocionalmente envolvido com determinado tema pode sentir-se ofendido por um determinado tom, enquanto o mesmo pode ter sido percebido como neutro por outros leitores.

Então, se a pior coisa que você pode dizer a respeito de algo é criticar o seu suposto tom, então você não está dizendo muito. O autor é rude, porém correto em seus argumentos? Melhor isso do que ser grosseiro e estar errado. E se o autor está errado em alguma afirmação, aponte onde está o erro e refute.

3) Contradição

É nesse estágio que nós finalmente encontramos respostas minimamente substanciais para o que foi dito, ao invés de respostas para como tais coisas foram ditas ou por quem elas foram ditas. A forma mais baixa de se responder à um argumento é simplesmente afirmar o oposto, contradizendo o autor, com nenhuma ou pouca evidência, através de um argumento falacioso ou simplesmente frágil.

Esse tipo de argumento é muitas vezes combinado com argumentos do tipo (2), de resposta ao tom:

“Eu não posso acreditar que o autor rebate o Design Inteligente de maneira tão arrogante. O Design Inteligente é sim uma teoria científica.”

A contradição pode ter algum peso. Às vezes, apenas contradizer e afirmar o oposto explicitamente pode ser suficiente para verificar-se que está correto. Na maioria dos casos, evidências e uma argumentação mais rica são necessárias.

4) Contra-argumento

No nível (4) encontramos a primeira forma de desacordo convincente: o contra-argumento. Até esse ponto, todas as formas anteriores podem ser ignoradas como irrelevantes e muito inferiores. O contra-argumento pode provar ou refutar algo. O problema é que pode ser difícil verificar o que um contra-argumento realmente prova.

Um contra-argumento é uma contradição expressa em conjunto de evidências confiáveis e argumentação lógica sólida. Quando direcionado diretamente contra o argumento original do autor, ele pode ser convincente. Mas infelizmente é comum encontrar contra-argumentos que estão atacando posições diferentes daquelas alçadas originalmente pelo autor. Nesse sentido, podemos dizer que um bom contra-argumento pode estar tentando atacar um “espantalho” do argumento original do autor — criado conscientemente ou não — e que é uma versão distorcida do argumento, geralmente fácil de ser rebatida. Muitas vezes, duas pessoas estão discutindo passionalmente sobre duas coisas completamente diferentes. Os indivíduos até concordam um com o outro, mas estão tão profundamente envolvidos no embate que acabam cegando para esse fato.

É possível que exista uma razão legítima para argumentar contra alguma coisa ligeiramente diferente daquela que sustentada originalmente pelo autor: quando você percebe que ele deixou escapar o âmago ou ponto central da questão. Mas quando você fizer isso, deve dizer explicitamente, de maneira textual e direta, que você percebeu que o autor errou por pouco o alvo.

5) Refutação

A maneira mais convincente divergir de seu proponente é a refutação. É também a mais rara, já que é a mais difícil. De fato, a hierarquia do desacordo forma uma espécie de pirâmide, no sentido de que as formas que se encontram no topo são as mais raras de se encontrar.

Para refutar alguém, é preciso que provavelmente você faça uma citação do argumento do mesmo. Você precisa ser capaz de achar uma “fumaça” ou “ponto fraco” em uma passagem do texto do autor que você percebe que está errada, e então explicar por que ela está errada. Se você não consegue encontrar uma passagem textual, de preferência clara e objetiva, então é possível que você esteja correndo o risco de estar argumentando contra um “espantalho” criado pela sua própria sede de encontrar uma falha nos argumentos do autor.

Mesmo que a refutação geralmente venha forma de criação de citações de passagens do texto do autor, o fato de estar citando passagens diretas do texto do autor não implica que uma refutação está realmente acontecendo. Algumas pessoas citam partes do texto que elas discordam apenas para dar a aparência de que estão prestando atenção nos argumentos, e de que estão produzindo uma refutação legítima, quando na verdade estão construíndo uma resposta tão inferior quanto uma (3) contradição ou um (0) xingamento.

6) Refutando o ponto central.

A força de uma refutação depende daquilo que você refuta. A forma mais poderosa de desacordo é refutar o ponto central afirmado por alguém.

Muitas vezes, mesmo em níveis alto como (5), encontramos desonestidade intelectual deliberada, como por exemplo quando alguém refuta apenas os argumentos acessórios ou adjacentes ao argumento central proposto pelo autor — que ainda se mantém forte em seu ponto central. A refutação do ponto central é tão forte e avassaladora que, na maioria das vezes, é percebida pelo público como um grande ad hominem ou como arrogância e abuso de intelectualidade por parte do refutador, ao invés de um argumento legítimo.

Para verdadeiramente refutar algo, é necessária uma refutação do ponto central ou pelo menos de alguns deles. E isso significa se comprometer em expressar textualmente, da maneira mais objetiva possível, qual é o ponto central que está sendo refutado no momento. Então, uma refutação verdadeiramente efetiva se parece com isso:

“O ponto central do autor parece ser x. Como ele mesmo diz:

<citação>

Mas isso está errado por diversas razões, como por exemplo y e z…”

A citação apontada não precisa ser necessariamente uma afirmação textual exata àquela expressa originalmente pelo autor em seu ponto central. Algumas vezes, alguma citação que prove uma dependência essencial em relação ao ponto central ja é suficiente.

O que isso tudo significa

Agora nós temos uma maneira ligeiramente informal de classificar formas de desacordo. Qual o benefício disso? Uma coisa que a hierarquia do desacordo não nos dá é uma maneira de escolher um argumento vencendor. Os níveis apenas descrevem o formato dos argumentos e não se eles são corretos. Uma resposta (6) de refutação do ponto central, ainda que sólida, pode estar completamente errada.

Mesmo que os níveis de desacordo não estremem um limite inferior sobre o grau de convencimento de respostas e replicas em uma discussão, eles acabam sim delimitando um limite superior. Uma resposta (6) de refutação do ponto central pode não ser convincente, mas uma (2) de resposta ao tom do texto do autor é sempre fraca e inconvincente.

A vantagem mais óbvia de se classificar formas de entrar em divergência é que isso pode ajudar as pessoas a avaliar o que elas estão lendo. Em particular, vai ajudar elas a identificar argumentos intelectualmente desonestos. Um orador eloquente ou escritor pode causar a impressão de estar subjugando oponentes apenas por estar usando palavras de impacto. De fato, essa é a qualidade dos demagogos. Ao dar nomes para as diferentes formas de entrar em desacordo, damos aos leitores um alfinete para estourar tais balões argumentativos.

Tais rótulos podem ajudar os escritores também. A maioria das desonestidades intelectuais são não-intencionais, muitas vezes irracionais e inconscientes. Alguém que está argumentando contra o tom empregado pelo autor em um texto pode realmente acreditar que o texto está falando algo válido. Dar um passo para trás e ver a figura de longe pode inspirá-lo a tentar mover as suas respostas para o status de (4) contra-argumento ou (5) refutação.

Mas o grande benefício de entrar em desacordo de maneira racional e inteligente não é que isso pode fazer com que as nossas conversas fiquem melhores, mas fazer com que as pessoas envolvidas nelas tornem-se mais felizes. Se você estudar as conversas, perceberá que os argumento próximos de (1) contém muita mesquinhez e maldade. Para destruir um argumento você não precisa destruir o oponente. De fato, você não quer. Se você se concentrar em subir a hierarquia da pirâmide do desacordo, farás com que a maioria das pessoas tornem-se felizes. A maioria das pessoas não gosta de mesquinhez; elas só fazem isso porque se envolvem emocionalmente.

discordar

*Paul Graham, Ph.D. em Ciência da Computação pela Havard University e B.A. em Filosofia pela Cornell University, empreendedor do Vale do Silício e famoso pelo seu trabalho na linguagem de programação Lisp (autor de ‘On Lisp’ e ‘ANSI Common Lisp’).

(fonte)

todos os dias

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Cópia de Publicação1

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

“O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

#NãoTemDesculpa

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A campanha traz frases usadas para justificar pequenos desvios de conduta – e até delitos – no dia a dia.

Procuramos chamar a atenção e promover a reflexão de que, mesmo que pequeno, um erro ainda é um erro.

O importante é agirmos sempre com ética e honestidade, sem desviar o olhar para os lados. Grande, média ou pequena, todas as corrupções devem ser evitadas.

Quem faz o certo não precisa de justificativas.

Existem muitas frases ainda usadas para justificar pequenos desvios de conduta no nosso dia a dia.

É comum ouvirmos um “mas todo mundo faz!”, indicando que a ação não é um fato isolado. Porém, um erro continua sendo um erro mesmo que todos o cometam.

Então é isso! Não espere pela mudança, seja você mesmo o promotor dela 

Quem faz o certo não precisa de justificativas.

Que o exemplo precisa vir de cima, não existem dúvidas.

Mas cabe lembrar que ele pode vir de todos os “lados”, de todos nós. Utilizar essa expressão como desculpa para cometer desvios de conduta não está com nada

Então é isso! Não justifique um erro seu pelo fato de alguém também tê-lo cometido.

Quem faz o certo não precisa de justificativas

Muita gente ainda insiste em utilizar diferentes desculpas, ao invés de acabar com o hábito de cometer pequenos desvios de conduta no dia a dia.. “Ninguém está vendo” é uma delas.

Mas não adianta, não é pelo fato de ninguém ter visto que deixou de ser errado. Às escondidas ou às claras, um erro é um erro. Pense nisso.

Ande na linha. Quem faz o certo não precisa de justificativas.

 

Estacionar em vagas reservadas exclusivamente para idosos e pessoas com deficiência, além de infração de trânsito, é uma grande falta de respeito!

Então é isso! Mesmo que seja “rapidinho” ou “rapidíssimo”, não ocupe o espaço de quem necessita desta atenção especial.

Quem faz o certo não precisa de justificativas.

É isso, né gente? Essa história de usar as falhas dos outros para justificar os nossos erros não cola mais.

O importante é agirmos sempre com ética e honestidade, sem desviar o olhar para os lados. Grande, média ou pequena, todas as corrupções devem ser evitadas.

Quem faz o certo não precisa de justificativas.

(fonte)

sobre a inveja

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Sua Jaqueta nova não vale nada – cara e coroa – o bem e o mal:

“Hugo ganhou uma jaqueta nova. Preta, de couro, com letreiros nas costas, quatro bolsos por dentro, dois na frente e um de lado. Exatamente aquela com que Alex sonhava.

No primeiro dia em que viu o amigo com a jaqueta nos ombros, Alex ficou morrendo de inveja. Quando Hugo lhe mostrou a novidade, ele fez um ar de pouco caso e disse:

– Essa inscrição nas costas é horrorosa!”

O que Alex pensa de fato é: “Eu queira ter uma igual”. Mas resolve criticar a jaqueta de Hugo. E até mesmo tenta se convencer de que ela não vale nada, apesar de sonhar com ela há semanas. Assim, dói menos não ter uma igual.

Na realidade, o que Alex tem é despeito. Então, para não dar o braço a torcer, põe defeito na roupa, para estragar um pouco o prazer do amigo.

Podemos fazer a mesma coisa, dizendo aos outros: “Isso aí não presta”. Falar qua algo ou alguém não presta muitas vezes significa: “Estou com inveja, gostaria de ser assim, de ter isso, de agir dessa forma”.

Quando não conseguimos fazer alguma coisa, é mais prático dizer que “isso ou aquilo não é bom, não vale nada”. Procuramos menosprezar um pouco as pessoas que chegam primeiro, que são bem-sucedidas, que ganham muito dinheiro. Às vezes, dizer que não presta é uma maneira de desvalorizar o sucesso dos outros, de fazer com que se sintam culpados, de impedir que os fortes mostrem sua força. Aliás, há pessoas que não tem coragem de dizer que tudo vai muito bem; elas se sentem constrangidas com isso. Como se fosse um mal a vida transcorrer às mil maravilhas!

A inveja pode ser definida  como “ o desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade do outro. Desejo violento de possuir o bem alheio. Cobiçar (querer) o que é do outro.”

A inveja é um sentimento extremamente primitivo e costuma gerar sensações e ansiedade e angústia.

Para tentar se defender destas dores psíquicas existem mecanismos de defesa mentais.

Mecanismos mentais de defesa:

A) Uma das defesas mais frequentes em relação à inveja é extremamente bem contada na fábula da ‘raposa e das uvas”

Após várias tentativas fracassadas de se obter uvas que lhe pareciam apetitosas, a raposa desdenhou e alegou que as mesmas estariam verdes. A defesa contra a inveja assume, muitas vezes, a forma de desvalorização do objeto cobiçado.

Essa é uma das razões mais profundas das ingratidões humanas. As pessoas que em algum momento, são muito apreciadas por nós, parecem uvas muito apetitosas. Se por alguma razão nos parecem menos próximas do que gostaríamos, então poderemos inconscientemente iniciar um processo de rejeição e desvalorização do objeto de admiração e amor.

Essa situação poderia gerar conflitos desagregadores dentro do ambiente escolar, transformando o que deveria ser cooperação em competição predatória e auto destrutiva.

B) Outro método utilizado pelo aparelho psíquico para tentar lidar defensivamente com os sentimentos provocados pela inveja é tentar a todos custo triunfar sempre sobre todas as pessoas, de maneira a nunca ter de passar pela situação de invejar algo. A vida ensina que isso, dentro da realidade é algo impossível de se fazer pois sempre existirá algo para além das nossas possibilidades. Além disso essa tática tende a intensificar as ansiedades do indivíduo.

No contexto social, gera pessoas individualistas, incapazes de uma real cooperação, que não conseguem colocar os interesses do grupo e da instituição acima de seus interesses pessoais.

C) Outra defesa muito utilizada pela mente é a tentativa de ‘matar’ o amor, pois aquilo que você não ama, aquilo que você não gosta, você inveja. Isso pode gerar no indivíduo um retraimento social e a tentativa de se manter indiferente aos possíveis relacionamentos que o rodeiam, tanto pessoais como os próprios sonhos e ambições. Inclusive projetos relacionados à sua vida escolar. Esta situação pode produzir um estudante apático em suas funções como enorme dificuldade de estabelecer relações humanas cooperativas.

D) E há ainda uma outra defesa, pouco conhecida: que é a inveja voltada para si mesmo. Nesse caso, as baterias mentais são voltadas para destruição e para o impedimento da utilização dos próprios dons gerando desvalorização pessoal. As pessoas tentam evitar, através da auto anulação, o sucesso e a competição. Evidentemente, que esta situação impede a pessoa de oferecer o melhor de si para os grupos aos quais pertence, inclusive a escola.

Solução : altruísmo (Fazer algo sem querer nada em troca, mesmo se prejudicando) ? veja o que a filosofa Ayn Rand diz sobre isso:

entenda a doutrina objetivita

referência : O Bem e o Mal – Col. Cara ou Coroa Filosofia para Crianças

o bem e o mal

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O BEM E O MAL

 

O bem é bem, mesmo que poucos o façam

O mal é mal, mesmo que todos o façam.

Saber selecionar o bem do mal diferencia o homem do animal.

 

O bem e o mal não são relativos às circunstâncias de tempo ou lugar

Está presente na no coração de cada um enquanto senso de pudor.

É na consciência de cada um: una, indivisível e igual para todos que nascem os conceitos de bem e mal, é essa consciência que diferencia o bem do mal e nos permite escolher, é nosso “senso de pudor”, aceso no coração humano, que não sofre influência cultural, que nos permite escolher sem medo a pratica do bem.

Veja quem foi Hannah Arendt.

sobre a “banalidade do mal”: o conceito aprofundado por Hannah Arendt, explorado no livro “Eichmann em Jerusalém”, surgiu na sequência do julgamento em Jerusalém de Adolf Eichmmann, raptado pelos serviços secretos israelitas na Argentina em 1960, e que a filósofa acompanhou para a revista “The New Yorker”.

Nesta obra a filósofa defende que, em resultado da massificação da sociedade, se criou uma multidão incapaz de fazer julgamentos morais, razão porque aceitam e cumprem ordens sem questionar.

Eichmann, um dos responsáveis pela solução final, não é olhado como um monstro, mas apenas como um funcionário zeloso que foi incapaz de resistir às ordens que recebeu.

O mal torna-se assim banal.

Este livro foi ainda criticado porque Arendt também deu exemplos de judeus e instituições judaicas que se submeteram aos nazis ou cumpriram as suas diretivas sem questionar.

Saiba sobre Eichmann em Jerusalém – Um relato sobre a banalidade do mal

fábula sobre a inveja

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Fábulas sobre a inveja 

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente.

Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas.

Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:

– Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desce essas uvas eu não comeria.

Moral da História:
Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.
Moral da História Alternativa:
Ao não aceitar as próprias limitações, perde o indivíduo a oportunidade de corrigir suas falhas…

Às vezes deixamos de aceitar ou corrigir nossas deficiências, assim como a Raposa inventou que as uvas estavam verdes e azedas, e começou a desdenhar o que não se conseguiu conquistar.

Por Monteiro Lobato – fábula de Esopo

Escravo, nem pensar!

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Entre 1995 e 2013, mais de 47 mil trabalhadores foram resgatados do trabalho escravo em todos os estados brasileiros. Esse crime está presente em atividades como a construção civil, indústria têxtil, produção do carvão, cultivos agrícolas da cana-de-açúcar e soja, além de outros segmentos econômicos.

Muita gente pensa que esse tipo de exploração ainda força pessoas a trabalhar presas a correntes. Não se trata disso. Contudo, a escravidão contemporânea não é menos grave do que aquela do passado, pois a liberdade e a dignidade das vítimas continuam sendo sistematicamente violadas devido às condições desumanas a que são submetidos.

Para entender mais sobre esse fenômeno presente na nossa realidade, assista à animação Ciclo do Trabalho Escravo, do programa Escravo, nem pensar!.

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes – e-book

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P. Tratado /capa“Se a virtude pode ser ensinada, como creio, é mais pelo exemplo do que pelos livros. Então, para que um tratado das virtudes? Para isto, talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer, ou ser, ou viver, e medir com isso, pelo menos intelectualmente, o caminho que daí nos separa. Tarefa modesta, tarefa insuficiente, mas necessária. Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres), e alunos precisam de livros; é por isso que eles às vezes escrevem livros, quando os que têm à mão não os satisfazem ou sufocam. Ora, que livro é mais urgente, para cada um de nós, do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse, na moral, do que as virtudes? Assim como Spinoza, não creio haver utilidade em denunciar os vícios, o mal, o pecado. Para que sempre acusar, sempre denunciar? É a moral dos tristes, e uma triste moral. Quanto ao bem, ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações, que excedem todos os livros, e das boas disposições, também elas plurais, mas sem dúvida menos numerosas, que a tradição designa pelo nome de virtudes, isto é (este é o sentido em grego da palavra arete, que os latinos traduziram por virtus), de excelências. “

será?

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então fico doente e preciso ligar pra minha mãe: só ela me conforta = liguei pro meu pai, pois o cel. da mãe estava desligado, atende minha irmã – disse que estava doente – minha irmã muito pragmática reclama que sempre fico doente, recomendou tomar vitamina c com outro suplemento – nem perguntou se estou bem (! não deu tempo) queria dizer que o que me infringiu foi um vírus, o qual só injeção, não disse, depois conversei com minha mãe e tudo voltou ao normal. Então pensando nessa energia pragmática, em como ela é poderosa em nosso discurso diário, não o pragmatismo fraterno da minha irmã, mas um pragmatismo nefasto presente no discurso de uma parcela da população que não se preocupa com ninguém de forma nenhuma e ainda quer se utilizar das pessoas e do mundo como um “banco de recursos” disponível a saque imediato. Raciocínio prático e utilitário, que não leva em consideração as consequências ambientais, a energia espiritual do sistema, não reconhecimento do outro, cobrança desigual de direitos, sem senso de pátria ou cultura, corrupção, ignorância, ganancia e competição… Um exemplo claro é como são disputadas nossas ruas e  avenidas (espaço público). Então penso: como seria uma educação que conscientizasse para uma educação humanista – sustentável – solidária? E possível? Pode me ajudar?

o que define a humanidade? o que nos permite ser humanos? o que nos diferencia dos outros seres vivos?

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O mundo é uma só família – o humano que enxerga as coisas claramente é aquele que se reconhece nos outros.

Não violência é o mesmo que amor universal. Os que confiam nesse tipo de amor, valorizam todos os seres vivos e inanimados, considerando-os como vindos do mesmo Princípio Criador e assim pertencendo a uma só e grande família.
Sem dúvida nenhuma, hoje em dia há uma certa confusão na família humana.
Poucos querem realizar os prórpios deveres e por isso a crise mundial. Nenhum país está pacifico dentro dele ou com os seus vizinhos.
Vamos pensar um pouco: se nós achássemos que o mundo é como uma grande família, é preciso iniciar perguntando a nós mesmos o que não está certo e achar a maneira para que as coisas retornem ao seu funcionamento.
Uma família nunca conseguirá estar em paz, mesmo que seja apenas um dos seus membros que não esteja bem. Todos possuem o seu papel certo na família e o seu lugar, o mesmo acontece no mundo.
Quando cada um cumpre o seu papel, ou seja, sua própria obrigação, todas as coisas entram nos eixos e tudo fica harmonioso.
Porque se não for assim haverá uma grande confussão no ar e nada será cumprido. Nesse caso ela se deteriora e será preciso voltar à ordem com leis e punições. Na natureza as coisas estão todas nos seus lugares, o único que consegue confundir tudo através de comportamentos errados, é o humano. Quando a situação for corrigida tudo voltará como era no início, equilibrado.
Desde crianças, nos colégios, somos ensinados a respeitar a nossa comunidade tanto escolar quanto familiar, nos amando e ajudando mutuamente. Os professores precisam ser capazes de considerar seus alunos como se fossem seus filhos, não demonstrando prefêrencias por nenhum em particular. Os alunos devem sentir um verdadeiro amor e ter muito respeito pelos seus professores, assim esses poderiam se tornar até os mestres das suas vidas.
Se iníciarmos assim, não será difícil, no futuro, entender que o mundo inteiro é uma só e grande família.
Ter certeza de que todos somos irmãos nessa grande comunidade universal, será a forma ideal para vencer as maiores doenças da nossa época: guerras, racismos, egoísmos e idolatria pelo dinheiro.
Os que compreendem que o mundo é uma única família, são os que estão a favor da não violência. Você também pensa assim?

Sites recebem denúncias de preconceitos e outros crimes virtuais

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denuncie

Os criadores do site criaram uma campanha contra as publicações preconceituosas. A página recebe cópia das postagens e apresenta dicas de como fazer a denúncia diretamente ao Ministério Público Federal.

Denúncia anônima:

Caso a pessoa não queira se identificar ao fazer a denúncia, é possível utilizar o site da OnG SafernetBrasil, que trabalha pela defesa dos direitos humanos. Em parceria com o próprio Ministério Público Federal, o site www.denuncie.org.br recebe, de forma anônima, denúncias de discriminação, preconceito ou incitação ao crime na web e os encaminha aos órgãos públicos competentes.

criança vê – criança faz

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por isso é importante que sejamos autônomos (“o que estabelece suas próprias leis” saiba sobre autonomia aqui)

Como Pensar por si Mesmo (em oito passos)

Criado por Amanda Ribeiro, Rafael Bemerguy

Quando você aceita tudo o que lhe é dito sem questionar, você abre caminho para ser manipulado. Para evitar ser manipulado, siga estes passos:

1. Faça questões, uma em especial: “Por quê?“.

Pergunte a todos (não apenas àqueles que se dizem peritos), e tente responder você mesmo às suas próprias questões também. Quando você tem uma resposta, tente pensar nas exceções e então se pergunte por que essas exceções existem. Nunca se satisfaça até que você chegue a uma resposta que tenha poucas exceções.

2. Procure por motivos egoístas.

Algumas pessoas podem ficar chateadas, e até ofendidas, se você estiver questionando algo que elas aceitam sem hesitar. Quando as pessoas querem que você pense de uma determinada maneira, é porque isso irá beneficiá-las de algum jeito. Mas o benefício não é sempre óbvio ou direto.

  • As pessoas querem que você adote a perspectiva delas porque isso faz com que elas se sintam mais confortáveis e seguras;
  • Aceitar as crenças das pessoas faz com se seja mais fácil elas se identificarem com você, que você é uma boa pessoa. Estas pessoas não querem que suas crenças sejam desafiadas, porque é como se você estivesse desafiando a personalidade delas – para elas, parece que você está questionando a habilidade delas em serem pessoas boas.
  • As pessoas geralmente estão pensando no seu melhor e realmente querem que você esteja de acordo com as crenças delas sem analisar as afirmações que elas fazem.
  • As pessoas só querem ser vistas como autoritárias e confiáveis, então elas estão mais interessadas se você acredita ou não nas coisas que elas dizem. É por isso que elas levam para o lado pessoal se você não aceitar tudo logo de cara.

3. Pare de querer agradar a todos.

Quem não pensa por si, geralmente, têm medo de discordar dos outros e colocar “lenha na fogueira”. Uma pessoa que pensa livremente, por outro lado, baseia o seu valor em algo além do que as pessoas pensam dele. Estas pessoas ainda sofrem rejeição, desconforto e angústia, mas elas continuam pensando por si mesmas.

  • Em casos onde alguém diz que “quer o melhor para você”, você pode ser acusado de não confiar na pessoa e acabar se sentindo culpado por isso. Mas tenha em mente que qualquer pessoa que realmente se importa por você irá querer explicar o seu ponto de vista e o porquê dela se sentir assim e permitirá que você decida por si mesmo se o que ela falou é o suficiente para você acreditar nela.

4. Pesquise.

Analise as afirmações feitas pelos outros. Você ficará maravilhado em quantas vezes você irá encontrar muitas evidências que contradizem as afirmações das outras pessoas. Ainda sim, quem não pensa por si, não analisa seu conhecimento e repassam informações incorretas, por nunca questionar a precisão ou a verdade do que estão dizendo. Use o Google ou vá até uma biblioteca e procure pela informação para provar ou refutar as afirmações feitas. Lembre-se da fonte da sua “evidência”. Esteja ciente de que, só porque você viu em um livro ou na internet, isto não quer dizer que seja verdade.

5. Decida se você quer se pronunciar.

Pensar por si mesmo é uma coisa; expressar os seus pensamentos é outra. Se as suas conclusões não combinam com as dos outros, você pode guardá-las para si mesmo, ou apresentar sua própria perspectiva. Apenas esteja ciente de que a última opção pode levar a conversas mais esquentadas.

  • Assim que tiver encontrado alguma evidência, de uma forma ou de outra, você pode falar sobre ela. “Sim, sabe, depois que nos falamos ontem, eu fiquei tão interessado no assunto que fui pesquisar. É incrível, não é? É difícil de acreditar, mas é verdade!”, ou de forma contrária, você pode dizer “Eu sei que parece incrível, e eu odeio ser estraga prazeres, mas eu pesquisei, e parece que isso não é verdade. Sinto muito em te dizer isso, mas eu não acho que isso é verdade. Você pode procurar em (diga onde você encontrou a evidência) e veja por si mesmo”.
  • Se você prefere evitar discussões e debates, faça algumas manobras evasivas. Mude de assunto, encontre um motivo para sair, ou apenas diga “Eu não quero falar sobre isso agora”.

6. Seja humilde.

Quando você estiver prestes a dar a notícia de que o que o seu amigo está falando é mentira, fale de forma humilde e compassiva – não saia por aí se gabando por ter desmistificado um mito. Você pode parecer inteligente para os outros por um minuto, mas para o seu amigo, você vai parecer um idiota.

7. Viva fora da sua zona de conforto.

Algumas pessoas não somente ficarão muito perturbadas por você não acreditar nas afirmações delas, mas você também irá aprender a questionar as suas próprias hipóteses, e isso pode fazer você se sentir perdido e confuso, como se estivesse andando num quarto escuro. É preciso coragem para encarar a incerteza. Seja corajoso.

8. Cuidado com a paralisia por análise.

Quando você está pensando por si mesmo, você tem total responsabilidade por sua vida e por suas ações, porque você não pode dizer que estava confiando no julgamento de outra pessoa. Isso pode ser muito irritante e pode levar você a duvidar de si mesmo. Lembre-se que pensar por si mesmo não significa ter certeza. Significa tomar decisões baseadas na sua própria análise, ao invés da análise de outra pessoa. Sempre haverá algum grau de incerteza, não importa qual, você tem que aprender a aceitar e a lidar com isso.

(ter uma atitude de humildade e sincero interesse ajuda muito em suas tentativas de pensar por si mesmo – boa sorte ;))

taigitu

(original)

crescer?

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crescer?

sobre o ‘VERBO SER’

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

C.D.A.

fofoca…

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Toda pessoa que mente
Não olha direito na gente
Desconfia de todos
Fingindo estar contente

E quando encontra alguém
De quem fez fofoca também
Muda de assunto na hora
Nem jeito de andar não tem

Inventa sempre uma história
Que não convence a ninguém
Inventa sempre uma história
Que não convence a ninguém

Um dia cai do cavalo
Por que não valé um vintém
A mentira é passageira
E a verdade é de quem tem

Ô ô ô a fofoca acabou
Fica aqui que eu já me vou

o que nos torna humanos?

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o que nos torna humanos?

Até meados de 1960, os indígenas australianos estavam abrangidos pelo Tratado da Fauna e da Flora. Isso significava que não era considerados humanos e, como tal, poderiam ser acorrentados, escravizados, presos e até mortos, sem que tal fosse considerado crime.
Em 1967, o Governo australiano passou a considerar os aborígenes humanos, reconhecendo-lhes, finalmente, os direitos mais elementares.
Isto não foi há 100 ou 200 anos atrás, foi há cerca de 46 anos. Foi durante o nosso próprio tempo de vida, ou durante o tempo de vida dos nossos pais.
Um povo mais forte, mais astuto e com mais recursos escravizava outro, mais fraco e mais mal preparado, tirando partido do trabalho forçado dos oprimidos.
Isto foi há pouco tempo atrás e, se olharmos bem à nossa volta, não só dentro das fronteiras nacionais, mas à escala global, o que se vê é que, quanto a isso, o mundo ainda pouco mudou.