Consumo – reflita.

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Consumimos por necessidade e por desejo. Mas o que está por trás desse ato que faz a economia girar mas também consome os recursos naturais e gera lixo em proporções cada vez maiores?

Nas últimas cinco décadas, o consumo cresceu seis vezes. Mesmo levando em conta o crescimento populacional, os gastos por pessoa triplicaram. Atualmente o mundo extrai 30% a mais do que poderia de seus recursos naturais e finitos.

Mas o ato de consumir está ligado apenas a desejos e necessidades, ou comprar é algo que causa sensações mais complexas e determina modelos sociais?

Direção: Marcelo Machado

Singing in the rain

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Animação com bonecos e massa de modelar que conta a história de Frank, uma criatura diferente, resultado das experiências do Dr. Sinistrus. Nascido ao som de ‘Singing in the rain’, a partir daí seu destino é caminhar em busca da felicidade, sem entender que isso o levaria a assustar as pessoas. Mas, e sempre haverá um ‘mas’, eis que a alegria de vida renasce ao som dos mesmos acordes que o fizeram um ser assustadoramente bonito.

de Cao Hamburger e Eliana Fonseca  – Ano: 1986 – Duração: 12 min

Malucos de Estrada

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Sonhos, arte, poesia, cooperação, liberdade, revolução, desapego, igualdade, luta. Sentimentos e ações que muitas vezes reprimimos em razão dos padrões sociais pré-estabelecidos, mas que são vividos intensamente por homens e mulheres que botaram uma mochila nas costas e o pé na estrada. Mas quem são eles? Como vivem? No que acreditam?

O filme “Malucos de estrada: a reconfiguração do movimento hippie no Brasil” é uma iniciativa inédita do Coletivo Beleza da Margem, que busca esclarecer a sociedade sobre a riqueza de valores deste universo cultural e colocar em discussão o atual processo de repressão que os artesãos vêm sofrendo. Este será um filme lançado pela internet com livre acesso para que se converta num produto da sociedade.

Segundo os criadores, esse movimento é sobretudo uma luta para defender o direito de se poder viver numa sociedade democrática que conviva com as diferentes visões, interesses e saberes, potencializando ao máximo o bem-estar coletivo.

Garoto Barba

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Fábula sobre uma criança que, devido a uma rara doença, tem barba. Felipe gosta de ser como é, mas se sente deslocado porque as outras pessoas costumam olhar para ele de forma diferente. Quando seus pais resolvem submetê-lo a uma moderna cirurgia de remoção de pelos, será preciso que o garoto tome uma decisão drástica, que mostrará aos seus pais e à cidade inteira que, às vezes, vale a pena lutar pelo o que se é realmente.

Direitos Humanos – você sabe o que é?

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Em 539 a.C., os exércitos de Ciro, O Grande, o primeiro rei da antiga Pérsia, conquistaram a cidade da Babilônia. Mas foram as suas ações posteriores que marcaram um avanço muito importante para o Homem. Ele libertou os escravos, declarou que todas as pessoas tinham o direito de escolher a sua própria religião, e estabeleceu a igualdade racial. Estes e outros decretos foram registados num cilindro de argila na língua arcádica com a escritura cuneiforme.

Conhecido hoje como o Cilindro de Ciro, este registo antigo foi agora reconhecido como a primeira carta dos direitos humanos do mundo. Está traduzido nas seis línguas oficiais das Nações Unidas e as suas estipulações são análogas aos quatro primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A Divulgação dos Direitos Humanos

Com início na Babilônia  a ideia de direitos humanos espalhou–se rapidamente para a Índia, Grécia e por fim chegou a Roma. Ali surgiu o conceito de “lei natural”, na observação do fato de que as pessoas tendiam a seguir certas leis não escritas no curso da vida, e o direito romano estava baseado em ideias racionais tiradas da natureza das coisas.

Os documentos que afirmam os direitos individuais, como a Carta Magna (1215), a Petição de Direito (1628), a Constituição dos Estados Unidos (1787), a Declaração Francesa dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), e a Declaração dos Direitos dos Estados Unidos (1791) são os precursores escritos para muitos dos documentos de direitos humanos atuais.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)

Em 1948, a nova Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas tinha captado a atenção mundial. Sob a presidência dinâmica de Eleanor Roosevelt, a viúva do presidente Franklin Roosevelt, uma defensora dos direitos humanos por direito próprio e delegada dos Estados Unidos nas Nações Unidas, a Comissão elaborou o rascunho do documento que viria a converter–se na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Roosevelt, creditada com a sua inspiração, referiu–se à Declaração como a Carta Magna internacional para toda a Humanidade. Foi adotada pelas Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948.

No seu preâmbulo e no Artigo 1.º, a Declaração proclama inequivocamente os direitos inerentes de todos os seres humanos: “O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade, e o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem… Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.”

Os Estados Membros das Nações Unidas comprometeram–se a trabalhar uns com os outros para promover os trinta artigos de direitos humanos que, pela primeira vez na história, tinham sido reunidos e codificados num único documento. Em consequência, muitos destes direitos, de várias formas, são hoje parte das leis constitucionais das nações democráticas.

saiba mais em : br.humanrights

leia o documento oficial em (PT) universal-declaration-of-human-rights

Vida perfeita

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Não importa quando e onde estamos, a propaganda está presente de forma massiva. Desde a passividade em jingles que decoramos até as marcas que viram sinônimos de produtos, a propaganda é a alma da massificação.

Em A Alma do Negócio (1997), do diretor José Roberto Torero, um casal é a perfeita harmonia das propagandas, desde o despertar eles sabem exatamente o por quê de usarem cada produto. Mas como nada é perfeito, acabam sendo vítimas da própria publicidade, sem perder a pose do marketing, é claro.

A Alma Do Negócio é um curta-metragem que foi muito premiado e que volta a atenção a forma agressiva, e ao mesmo tempo subjetiva, que o marketing aplica ao consumidor. Pontos positivos ao roteiro com uma ótima pitada de humor negro e as atuações convincentes de Carlos Mariano e Renata Guimarães.

A Viagem de Chihiro DUBLADO

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A-Viagem-de-Chihiro–DUBLADO

Chihiro é uma garota de 10 anos que acredita que todo o universo deve atender aos seus caprichos. Após saber através de seus pais que estarão mudando de cidade ela fica furiosa, sem fazer nenhum esforço para esconder sua raiva. Em meio a lembranças de seus amigos que terá que deixar, Chihiro percebe que seu pai se perdeu no caminho para a nova cidade onde irão morar, indo parar defronte um túnel aparentemente sem fim que é guardado por uma estranha estátua. Curiosos, os pais de Chihiro decidem entrar no túnel. Apesar dos pedidos para voltarem ao carro, Chihiro acaba seguindo junto com eles para descobrir que ele leva a um mundo aparentemente deserto, onde existe uma cidade sem nenhum habitante. Famintos, os pais de Chihiro decidem comer a comida que está disponível em uma das casas, enquanto que a própria Chihiro decide explorar um pouco a cidade. Entretanto, logo ela encontra com Haku, um garoto que lhe diz para ir embora da cidade o mais rápido possível. Ao reencontrar seus pais, Chihiro fica surpresa ao ver que eles se transformaram em gigantescos porcos, enquanto que misteriosos seres começam a surgir do nada. É o início da jornada de Chihiro em um mundo fantasma, povoado por seres fantásticos, no qual humanos não são bem-vindos.

 

Meninas

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A diretora carioca Sandra Werneck mergulhou num projeto inteiramente diferente após o sucesso da cinebiografia “Cazuza — O Tempo Não Pára”, visto por 3 milhões de pessoas em 2003. Ela voltou às origens, ou seja, ao gênero documentário, e fez “Meninas”, um filme sobre adolescentes que estréia no Rio de Janeiro e São Paulo nesta sexta-feira.

As protagonistas são quatro adolescentes grávidas e de baixa renda. Moradora da Rocinha, Evelin, de 13 anos, engravidou de um namorado de 22, que acabou de sair do tráfico de drogas. Luana, 15 anos, garante que sua gravidez “foi planejada” — para aflição de sua mãe, uma faxineira que ainda tem de criar uma outra filha de cinco anos.

O caso mais impressionante é o de Edilene, 14 anos, e Joice, 15, que engravidaram praticamente ao mesmo tempo do mesmo rapaz, Alex, um ajudante de marceneiro que agora se esforça para atender a duas famílias, além de tentar prover a própria sobrevivência.

“Meninas” vai muito além de uma simples investigação sobre a gravidez precoce, um problema crucial no Brasil, onde uma em cada cinco gestantes é adolescente.

Fica muito claro nas entrevistas que, mesmo não tendo total consciência das implicações da maternidade, não faltam às garotas informações sobre sexo e concepção. Ou seja, havia a possibilidade de evitar a gravidez, mas isso não foi encarado com seriedade. Para algumas meninas, ser mãe representa afirmação e chegada à vida adulta.

Em nenhum momento “Meninas” se propõe a fazer um julgamento de seus personagens, ou qualquer discurso moralista. Contando com depoimentos muito bons, tanto das garotas, quanto de suas mães, consegue-se identificar, porém, a falta de sonhos pessoais e profissionais dessas jovens de baixa renda.

Por isso, o filme torna-se um retrato preocupante de uma juventude pobre e sem perspectivas, que eterniza de pai para filho um assustador ciclo de pobreza. Os problemas sociais, como a baixa escolarização e profissionalização, não raro funcionam como caldo para a criminalidade, como o sempre presente tráfico de drogas nos morros cariocas.

Antes de estrear no Brasil, “Meninas” percorreu um circuito de festivais, começando pelo de Berlim, em fevereiro, onde foi aclamado na mostra Panorama, não-competitiva. Depois, abriu a seção carioca do É Tudo Verdade — Festival Internacional de Documentários, em março, e competiu no último Cine PE — Festival do Audiovisual, em Recife, em abril.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)