Islamismo

Breve História do Islão

Símbolo do Islamismo: Profissão de fé escrita em árabe – “Não há outra divindade senão Deus e Maomé é o Seu profeta” (Lá Iláha Il`Allah Muhammad Raçul Allah). A recitação destas palavras constitui uma das cinco obrigações do crente islâmico.

Alcorão

Livro sagrado do Islamismo. O Alcorão é segundo a tradição a palavra de Deus, inspirada a Maomé, através do anjo Gabriel. Esta revelação ocorreu durante cerca de 23 anos. As revelações foram registadas pelos seguidores de Maomé, sendo mandadas compilar logo após a sua morte pelo califa Abu Becre. Por volta de 650, no reinado do califa Otman (644-656), fez-se uma publicação oficial do Alcorão. É composto por  capítulos 114 (suras), subdivididos em 6616 versículos. Está ordenado em função da dimensão dos capítulos, sendo os primeiros os mais longos. Possui um estrutura muito fragmentada e repetitiva, que os crentes devem aprender de cor desde a infância. Encontramos nele várias dimensões:

1. Dimensão Religiosa.  A sua mensagem fundamental é que existe apenas um único Deus, e só na obediência ao mesmo é possível atingir o Paraíso. Neste sentido são apresentados um conjunto de mandamentos e preceitos que o crente deve seguir. A pratica do bem é o meio mais referido, mas não é a única via.

2. Dimensão hermenêutica. O Alcorão, afirma-se como o corolário das duas grandes religiões que o precederam – o judaísmo e o cristanismo. Neste sentido são nele re-interpretados acontecimentos fundamentais da Tora dos judeus e dos Evangelhos cristãos, à luz do islamismo.  Os judeus e os cristãos questionam não apenas as interpretações, mas também as modificações que sofreram algumas das suas histórias sagradas descritas no Alcorão.

3. Dimensão guerreira. O contexto histórico, caracterizado pelas lutas da afirmação e expansão do islamismo, está bem patente nos IX primeiros capítulos, os mais extensos. O Alcorão fornece a todos os que abraçam o combate de Deus, na guerra santa, um conjunto muito preciso de instruções como devem encarar e relacionar-se com os infiéis, assim como das recompensas a que terão direito no caso de morrerem, como repartir os saques e o que fazer com os prisioneiros.

4. Dimensão política. No Alcorão, ao contrário do cristianismo não existe uma delimitação entre a esfera religiosa e a esfera política. O Alcorão confira uma verdadeira organização social e política, de natureza teocrático, definindo as regras de relacionamento entre os seus membros, os princípios e  formas de aplicação da justiça, assim como as respectivas penas. Define também com clareza a tipologia dos contratos comerciais, actividades lícitas e ilícitas, etc.

O Alcorão, ao contrário da Tora dos Judeus ou dos Evangelhos dos Cristãos,  condena ao inferno todos aqueles que fizerem modificações, adaptações ou interpretações simbólicas do texto sagrado, dado que o mesmo foi inspirado directamente por Deus. O Alcorão afirma-se como um texto explicito, que qualquer crente pode ler e seguir no seu dia-a-dia. Não carece de explicações, nem interpretações de especialistas (sacerdotes, etc). É para ser levado à letra. Esta posição, denominada integrismo, é uma dos mais maiores problemas do islamismo, pois obriga os crentes a seguirem no século XXI, regras e condutas que foram pensadas para um contexto de guerra do século VII. O resultado aos olhos de um Ocidental, é o de centenas de milhões de pessoas vivendo num mundo completamente desfasado do seu tempo.

Maomé

Maomé, nasceu em 570, na cidade de Meca. Orfão muito cedo começou por trabalhar como pastor. Aos doze anos começa a conduzir caravanas de camelos. Aos vinte dirige as as caravanas de uma viuva rica, sua prima, com quem acabará por casar cinco anos depois. Por volta de 610, na caverna de Hira, perto de Meca, terá sido visitado pelo anjo Gabriel, que lhe ordenou a sua missão e ditou os primeiros versículos do Alcorão. Maomé abandona a sua profissão de mercador e começou a pregar.

Devido ás perseguições que era vítima, em 622, foi obrigado a refugiar-se em Medina. Maomé era então um famoso chefe religioso, mas também num poderoso de chefe político-militar. Em 63O conquista Meca, tornando-a no centro da nova religião. Funda então um Estado teocrático, que alargou rapidamente o seu domínio a um crescente número de tribos árabes. Quando morre, a 8 de Junho de 632, nos braços da sua mulher preferida, deixa unificadas política e religiosamente um grande número de tribos árabes, mobilizadas para uma guerra santa que as levará de conquista em conquista até à Península Ibérica.

mais: http://confrontos.no.sapo.pt/page2ImpOrientaisIslao.html

fonte: http://afilosofia.no.sapo.pt/10Islamismobil.htm

veja esses artigos polêmicos:

http://confrontos.no.sapo.pt/page5Monoteismo.html

http://confrontos.no.sapo.pt/page9a.html

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