Religiões e Cultura

Síntese da Matéria

1. A palavra religião provém do verbo latino religare (ligar, juntar, unir), o que acentua uma das vertentes fundamentais da religião: a união entre o homem e o divino.

2. A religião pressupõe a existência de duas dimensões do real: a profana e a sagrada.

A primeira  dimensão corresponde ao mundo em que vivemos ( terreno, material), e que é encarada como carecendo de sentido, de explicação. Porque é que existe o mundo e não o nada? Esta é umas das perguntas que permanece sem resposta.

A segunda assenta na crença que existe um outro mundo povoado de seres imateriais que possuem a explicação que o nosso mundo e as nossas existências carecem. É por esta razão que estes seres tendem a ser considerados perfeitos e superiores aos humanos.

3. Cada religião não é apenas uma comunidade de crentes que se reúnem para prestar o culto às mesma divindades, mas é sobretudo um conjunto de “conhecimentos” que são assumidos pelos seus crentes como verdadeiros, e que lhes permitem por exemplo, saber qual o sentido do mundo, como se processa a relação entre o homem e o sagrado, a forma como este se manifesta no mundo e como podemos interpretar os seus sinais.

4. A religião tem pois o seu fundamento na noção de sagrado, isto é, naquilo que é de uma natureza sobrenatural, misteriosa que inspira temor e respeito.

A Experiência Religiosa e o Mundo dos Valores

A religião pode ser definida como um conjunto de crenças e práticas (ritos), relativos a certos sentimentos manifestados perante o divino por uma dada comunidade de crentes, obrigando-os a agir segundo uma lei divina para puderem ser salvos, libertos ou atingirem a perfeição. Cada religião defende um conjunto de valores cuja validade pretende ser universal.

1. Experiência Religiosa

As manifestações religiosas são tão antigas e estão de tal modo difundidas que nos é difícil imaginar o Homem sem Religião. Chega-se à religião de múltiplas maneiras, a mais frequente é através da família.

Os homens sempre esperam das religiões respostas para os enigmas com que se deparam: O que é homem? Qual o sentido da sua existência? Qual a origem e o fim do sofrimento? Como podemos atingir a felicidade? O que é a morte? Existe uma justiça sobre-humana que castigue os que fizeram outros sofrer e recompense as suas vítimas? Não encontrando respostas na ciência para estas questões, buscam-nas com frequência na religião.

Mas o sentimento religioso emerge também a partir da própria consciência que o Homem é um ser finito, limitado, imperfeito, que se descobre num mundo que não criou e cujo sentido desconhece.

A experiência religiosa está igualmente associada a vivências particulares, como os fenómenos sobrenaturais, que despertam os homens para outras dimensões da realidade.


Uma das mais célebres fotografias de "fantasmas". Foi tirada em Raynham Hall, em Inglaterra, em 1936,
Uma das mais célebres fotografias de “fantasmas”. Foi tirada em Raynham Hall, em Inglaterra, em 1936,

2.Transcendente

Cada experiência religiosa apresenta-se como uma ligação profunda e envolvente do homem com o sagrado, na qual se anula na sua individualidade. Sempre que o homem entra em contato com o sagrado (o divino, o transcendente) estamos perante um tipo particular de experiência religiosa.

Todas as religiões assentam no pressuposto de que existem duas dimensões do real: a sagrada e a profana.

A sagrada define-se por oposição à profana, e corresponde a uma realidade que é assumida como perfeita, divina e dotada de poderes superiores aos humanos, suscitando no homem respeito, medo e reverência.

A profana identifica-se com o mundo em que vivemos, sendo apontada como  banal e vista inferior em relação à sagrada (Profano, do latim pro (diante de ) e fanum (espaço sagrado).

Em cada religião o transcendente expressa-se  sob diversas formas e assume diversas figuras: Deus, deuses, anjos, espíritos, etc.

3.Crenças

Todas as religiões apresentam-se como um sistema de crenças e ritos.

As crenças são representações sobre o sagrado elaboradas de forma mais ou menos complexa, podendo ou não ser escritas. Estas crenças definem uma concepção particular do sagrado, os seus poderes e virtudes. É inerente ao próprio conceito de crença, algo que não é do domínio da razão. Procurar uma explicação racional para a maioria das crenças revela-se quase sempre uma tarefa em vão.

Cada religião privilegia certas formas de contato com o sagrado em detrimento de outras. Apresenta também uma dada explicação para o sentido do mundo e a existência do próprio homem (vida, morte, etc), em geral codificada sobre a forma de um conjunto de ensinamentos doutrinais.

Entre as crenças associadas ao aparecimento de manifestações religiosas podemos destacar as seguintes:

A crença na existência de forças superiores ao Homem, a cujo poder este estaria submetido. Estes seres que manifestam a sua vontade e designios no mundo em que vivemos, são assumidos como absolutos, incondicionados, divinos, transcendentes, não compostos, omniscientes, etc. Sozinhos ou em grupo constituem uma outra dimensão da realidade, sendo frequentemente considerada como a única que é verdadeira. O mundo em que vivemos é  encarado como uma mera ilusão, sonho.

A crença numa ordem e justiça sobre-humana. Esta crença permite ao Homem suportar não apenas o sofrimento e as injustiças que experimenta no seu quotidiano, mas também esperar uma espécie de recompensa após a morte do seu corpo

4. Ritos

Os ritos são um conjunto de práticas simbólicas através das quais o Homem entra em contato com o sagrado, transcendendo a sua condição profana. Estes ritos devem ser executados com grande rigor, caso contrário daí poderão advir funestas consequências.

Os ritos evocam quase sempre acontecimentos sobrenaturais ligados à origem do mundo ou da própria religião. A sua repetição é vivida como uma atualização desses acontecimentos memoráveis. Repetem-se os mesmos gestos ou pronunciam-se as mesmas palavras que em tempos imemoriais uma personagem divina realizou.

Os rituais são testemunhos públicos das crenças de uma dada comunidade, que ao praticá-los não apenas reforça a sua unidade, também os sentimentos de pertença dos seus membros

É em torno destas crenças e ritos que se estruturam as diversas comunidades de crentes, acabando por diferenciá-las entre si em termos culturais e sociais.

 5. Moral Religiosa

As comunidades religiosas são igualmente comunidades morais, isto é, os seus membros partilham as mesmas normas de conduta, assumem os mesmos modelos de vida e evitam praticar aquilo que a religião condena.  A salvação individual ou colectiva está dependente do cumprimento da lei divina.

Das Organizações Religiosas à Religiosidade Popular

1.Organizações Religiosas

A religião é uma manifestação colectiva, geradora de fortes sentimentos de identidade entre os seus membros. Os crentes não apenas se juntam para manifestarem a sua fé, mas também para criarem os meios de a perpetuar e difundir.

As organizações religiosas procuram não apenas manter as suas práticas rituais, mas também influenciar o curso dos acontecimentos sociais. Neste sentido desdobram-se num vasto conjunto de organizações que actuam em todas as áreas da sociedade, ultrapassando desta forma a simples dimensão ritualista. Tomando como referência o que ocorre na Igreja Católica, podemos dizer que as organizações religiosas, no seu conjunto procuram asseguram três funções básicas:

– Perpetuar a religião. Qualquer religião para subsistir tem assegurar continuamente os meios necessários à manutenção e construção de novos templos, mas também à subsistência ou à formação de sacerdotes. No passado, como aconteceu em Portugal, as organizações religiosas que asseguravam estas e outras funções chegaram a ser verdadeiros potentados económicos, absorvendo enormes recursos do país.

– Difundir a religião. Captar novos crentes é essencial para a sobrevivência de qualquer religião, caso contrário esta tende a extinguir-se. Entre as organizações que ficaram célebres no desempenho destas acções de difusão da fé destacam-se as ordens dos franciscanos ou a dos jesuítas. Durante a Idade Média chegou-se também a recorrer a processos violentos para atingir este objectivo. Foram então criadas no ordens militares para combater os infiéis (Templários, Santiago de Espada, Calatrava, Avis, Ordem de Cristo, etc). Nos nossos dias, assistimos no mundo islâmico à utilização de métodos igualmente violentos para dominar ou exterminar os infiéis ( os que seguem uma outra religião).

– Velar pela ortodoxia da religião. Uma das preocupações de todas as religiões foi sempre evitar os desvios que possam surgir no seio colocando em causa os seus fundamentos. A Inquisição (Tribunal do Santo Ofício) foi uma organização católica tristemente célebre pela forma brutal como ao longo de séculos condenou à morte milhares pessoas consideradas hereges.

2.Religião e Sociedade

As principais religiões estão profundamente ligadas à sociedades onde estão implantadas, os seus percursos históricos confundem-se. É difícil de explicar, por exemplo, a história de Portugal, se não se tiver em conta a profunda influência que aqui possuiu a Igreja Católica.

Em algumas sociedades, a religião assume tais proporções que o Estado se tornou a expressão direta da própria religião dominante, como acontece no Irão. Os chefes religiosos são também   chefes políticos (Estado teocrático).

Apesar da crescente dessacralização, a influência social da religião continua a ser enorme. Os acontecimentos religiosos são frequentemente assumidos como acontecimentos sociais.

 Dois exemplos:

– Ao longo do ano podemos observar como os momentos de descanso ou de festa estão ligados a dias que assinalam acontecimentos de natureza religiosa (Domingo, Natal, Carnaval, Páscoa e outros dias feriados).

– Os momentos marcantes da vida das pessoas, como o nascimento, o baptismo, o casamento ou a morte, continuam a ser assinalados por cerimonias religiosas.

A moral é outro aspecto revelador da influência social da religião, nomeadamente como um poderoso meio de controlo social através da difusão das suas normas de conduta moral.

3.Religiosidade Popular

As grandes religiões são quase sempre percorridas  por duas correntes religiosas nem conciliáveis: a “oficial” e a “popular”.

A “oficial está ligada à elite dos sacerdotes. Caracteriza-se por uma elevada racionalização das crenças e ritos religiosos, transformando-as num corpo doutrinal muito intelectualizado, depurado de outras tradições religiosas. Apresenta-se quase sempre numa linguagem abstracta e universal. O divino apresenta-se enquadrado numa estrutura teórica muito complexa. O comum dos crentes raramente compreende ou sente a religião desta forma. A obra de grandes teóricos dos cristianismo, como Agostinho de Hipona ou Tomás de Aquino são exemplos desta corrente.

A corrente “popular” está ligada à forma como a maioria das pessoas encara a religião: a emoção sobrepõe-se à razão. O vivido ao pensado. O desvio da norma oficial é por vezes total. Caracteriza-se por uma visão espontânea, emotiva, sincrética e concreta da religião. Esta religiosidade popular é herdeira de tradições ancestrais, podemos encontrar na mesma crenças e ritos de antigas religiões há muito desaparecidas. O crente não sente qualquer incoerência em acreditar, por exemplo, no cristianismo e em praticar também rituais de origem pagã. Na religiosidade popular em Portugal podemos encontrar inúmeros exemplos deste sincretismo milenar.

Estas manifestações populares de religiosidade atribuem uma grande importância a tudo o que pode ser visto, tocado ou sentido diretamente. O crente procura sentir de forma muito viva o contato com o divino e obter um testemunho concreto deste contato. É por esta razão que nela se apela a tudo o que é de natureza física, como os gestos e se recorre a práticas mágicas, feitiços, exorcismos, sacrifícios, peregrinações, etc. que envolvem de forma marcante quer o crentes quer o sacerdote; usa e abusa-se de objetos de culto como mezinhas, imagens de santos, virgens, estátuas, medalhas, etc , para se obter isto ou aquilo, ou simplesmente para se testemunhar que se esteve neste ou naquele local sagrado.

As relações com o divino são quase sempre, neste caso, relações de troca: O crente promete fazer uma oferta (promessa, voto) caso o divino lhe dê o lhe pede. Uma vez recebida a dádiva, o crente vê-se obrigado a efetuar o pagamento.

Do Animismo às Grandes Religiões Monoteístas

1. Espíritos

Na génese de todas as religiões, para muitos investigadores, está a crença que as pessoas, os animais e todas as coisas da própria natureza são animadas por espíritos (forças sobrenaturais). Estes espíritos com o tempo foram sendo transformados em seres imortais ou divinos, aos quais os seres humanos passaram prestar cultos específicos.

Exemplos de espíritos: anjos, demónios, espíritos ancestrais, etc.

.

2. Religiões Politeístas

As grandes religiões históricas são produto de uma longa evolução, durante a qual foram estruturando um corpo doutrinal e criando poderosas formas organizativas que hoje abrangem todos os continentes.

Exemplos: Hinduísmo. Jainismo. Confucionismo e Taoísmo. Xintoísmo. Religiões Greco-Romanas.

Budismo

Religião criada por Gautama Sidarta (563-483 a.C.), no século VI a.C., no nordeste da Índia, preconiza uma ascese que visa extinguir em nós todo o desejo individual e romper com o mundo das “aparências”, ambas fonte de sofrimento e insatisfação. A superação do sofrimento é o objetivo fundamental do budismo, o que só pode ser feito rompendo com o ciclo da morte e renascimento (reencarnação), a Roda da Vida. A salvação está em alcançar o Nada (Nirvana), que corresponde à extinção completa da existência individual no Nada, superando desta forma a dicotomia sujeito-objeto, ser-não ser, identidade-alteridade.

Os budistas acreditam no Karma, isto é, que as boas ações são recompensadas e as más punidas numa vida futura.

Os ensinamentos budistas estão sintetizados nas Quatro Nobres Verdades : a vida é sofrimento (1), o sofrimento tem como causa o desejo e a ignorância da realidade última (2), a causa do sofrimento pode ser superada (3), e superação está no Nobre Caminho Óctuplo (representadas na Roda do Dharma-Cakra).  Este caminho é constituído por regras de equilíbrio e moderação no entendimento, pensamento, linguagem, ação, modo de vida, esforço, atenção e concentração de modo a extinguir o ódio, a ganância e a vaidade.

Embora tenha muitas semelhanças com o Hinduísmo, oferece a esperança do Nirvana e da libertação do ciclo da morte e renascimento para todos, e não apenas para alguns escolhidos.

No inicio era um religião sem divindades, mas após a sua expansão pela Ásia foram surgindo vários deuses e semi-deuses. Em todo o caso, o budismo refuta a ideia de um deus criador ou ordenador do mundo. A ideia de um deus supremo é contraditória com a existência de um mundo moralmente mau e pleno de sofrimento. Todo o processo universal se desenvolve segundo leis cósmicas e morais universais, que recompensam tudo o que é  bom e punem tudo o que é mau. Nada está estático, tudo está em continua mudança. Nada existe que não tenha principio ou fim, incluindo os deuses.

3. Religiões Monoteístas

Entre as muitas religiões que a Humanidade já viu surgir, três delas irão merecer a nossa atenção especial: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, as chamadas “religiões do Livro”. Todas partilham a crença na existência de um só Deus, cujos ensinamentos direta ou indiretamente se encontram expressos em Livros considerados sagrados (Bíblia, Talmude, Corão).

Devido à enorme expansão destas religiões, as suas crenças influenciaram profundamente as nossas concepções do mundo e os valores que partilhamos.

3.1. Akhenaton

Ascendeu ao trono por volta de 1364 a.C. No ano 5 do seu reinado, estabeleceu uma nova religião monoteísta. O deus Aton, simbolizado num disco solar, foi assumido como a única divindade, sendo as restantes banidas ou combatidas. O próprio faraó assumiu-se como o seu único representante na terra. Esta religião durou poucos anos.

As relações entre este culto monoteísta no Egito, e os judeus que aí viviam desterrados, continua a ser objeto de grande polémica.

 3.2. Judaísmo

Entre os seus criadores estão Abraão e Moisés  (séc. XIII a.C.). Culto de um Deus único que elegeu um povo como o seu preferido. É uma religião virada para a ação, assente num conjunto de leis destinadas a disciplinar as relações entre os homens e a permitir, assim, a reconciliação com a divindade justiceira e omnipotente. Os livros sagrados são a Tora e o Talmude. (VER MAIS)

3.3. Zaroastrismo

3.4. Cristianismo

Formada a partir do Judaísmo, por Jesus de Nazaré, filho de Deus (c. 30 ). Afirmação de um Deus único em três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo). Diferencia-se das restantes religiões por anunciar a salvação pela mediação redentora de Cristo. Para salvar a humanidade dos seus pecados e transmitir uma nova mensagem de fé, Deus enviou o seu filho Jesus, que se fez homem e tomou para si todos os pecados do mundo, resgatando a Humanidade através do sacrifício da sua vida, reconciliando desta forma o homem com Deus. Na sua pregação transmitiu a promessa de uma vida melhor no reino de Deus. Os seus discípulos e apóstolos depois da sua morte pregaram esta salvação através da penitência e do amor pelo próximo. O cristianismo está espalhado por todo o mundo, em especial na Europa e América.  Mais

O Cristianismo apresenta-se hoje dividido em muitas igrejas, entre elas destacam as seguintes:

a) Igreja Católica. É a maior igreja cristã. O chefe supremo é o papa. Caracteriza-se pelos seus dogmas, sacramentos, culto de santos. A maior concentração de católicos encontra-se na Europa e na América do centro e sul. O Brasil é o país onde existem mais católicos no mundo.

b) Igrejas Protestantes (Evangélicas). Igrejas nascidas do movimento reformista iniciado no século XV. Caracteriza-se pela importância dada à Bíblia e à salvação pela fé. No norte da Europa e da América são as áreas de maior implantação destas igrejas.

Alguns exemplos:

– Igreja Anglicana. Formou-se no século XVI, depois de Henrique VIII ter rompido com a Igreja Católica.

– Igreja Baptistas (Anabaptistas). Igrejas muito difundidas nos EUA, em especial, junto das comunidades negras.

– Igrejas Congregacionalistas

– Igreja Metodista

– Testemunhas de Jeová

– Mórmons

–  Pentecostalistas. Movimento cristão carismático, surgido nos EUA, em 1901, e que se caracteriza pela alegria nas cerimónias religiosas. A Biblia é levada à letra.

– Igreja Presbeteriana. Segue uma orientação calvinista. Tem forte implantação na Escócia e na Irlanda do Norte.

– Quakers. A Sociedade de Amigos foi fundada em meados do século XVII, por George Fox.Não têm sacerdotes, nem estruturas formais, nem aceitam os sacramentos. As reuniões de celebração são feitas em silêncio.

– Sacudidores.

– Adventistas do Sétimo Dia.

– Igreja Reformada Unida.

– Unitaristas

c) Igrejas Ortodoxas. Nascidas do cisma de 1050. Caracterizam-se pela importância conferida à liturgia, culto de santos, divergências doutrinais em relação à Trindade e natureza de divina de Cristo. Estão implantadas sobretudo na Grécia, Rússia, Arménia e no Médio Oriente.

3.5. Islamismo

Criada pelo profeta Maomé (c.620), caracteriza-se pela afirmação da unicidade de Deus (Alá), apego às orações, guerra santa e jejum. O livro sagrado é o Corão. Está espalhada por todo o mundo, em especial por África, Médio Oriente, Indonésia, Paquistão, Afganistão, Cazaquistão, etc. Desde o início do século XX  que tem sido a religião que regista um maior crescimento devido à forte expansão demográfica dos países muçulmanos.

Principais correntes: Chiitas, Sunitas, Ismaelitas…

3.6. Skhismo.

3.7. Fé Bahá`i.

3.8. Moon.

A Igreja de Unificação foi criada em 1954, por Sun Myung Moon (1920- ), na Coreia do Norte. O seu fundador foi assumido como um novo messias.

Principais religiões do mundo (número de crentes):

Cristianismo: 1.900 milhões
Islamismo: 1.200  milhões
Hinduísmo: 811 milhões
Budismo: 360 milhões
Animismo: 200 milhões
Skhismo: 23 milhões
Judaísmo: 14, 5 milhões
Fonte: Word Christian Encyclopedia. 2001

4.  Novas Religiões

Entre as inúmeras religiões que surgiram no mundo nos últimos 100 anos, algumas delas reflectem o impacto que a ciência assumiu nas nossas sociedades.

– Ciência Cristã. A Igreja de Cristo Cientista foi fundada por Mary Baker Eddy, em Boston, em 1879. Defende que as doenças, tal como os pecados, podem ser curadas através da oração.

– Cientologia. Igreja fundada, no anos 50 do século XX, pelo escritor de ficção cientifica L. Ron Hubbard, que se propõe aumentar a consciência dos seus crentes. Recorre à dianética, uma psicoterapia.

5. Algumas Seitas e Sociedades Político-Religiosas

Dentro e fora das grandes religiões sempre surgiram movimentos ou organizações que propõe outras formas de ligação ao sagrado. Algumas destes movimentos afirmam-se detentores de “segredos” a que só os “iniciados” podem aceder. A sua missão, em geral não se reduz a uma simples dimensão contemplativa, mas visa intervir no curso dos acontecimentos tendo em vista a concretização de um projeto transcendente.

 – Fraternidade Rosa Cruz

– Maçonaria

– Espiritistas

– Sociedade Teosófica

– Opus Dei .

– Drusos

– Rastafári. Movimento religioso criado por Marcus Gravey (1887-1940), que incitou os negros da América a voltarem a África. O imperador da Etiópia – Hailé Selassié – foi assumido como o seu Messias e a Etiópia a “Terra Prometida”. Seguem rigorosas medidas dietéticas, fumam canabis, distinguindo-se também pelo seu penteado e indumentária.

– Hare Krishna

– Raelianos

– Comunidade de Bhagwan Shree Rajneesh (1931-1990). Fundada no princípio dos anos 1980, baseada numa mistura de “ensinamentos orientais”, aparece pouco depois ligada a tentativas de envenenamento em massa (Dalles, Oregon, 1984)

Ordem do Templo Solar. Fundada por Luc Jouret, em 1984, estão envolvidos em suicidios colectivos. Os seus membros julgavam-se herdeiros dos “cavaleiros templários”, com a missão de prepararem a segunda vinda de Cristo, a qual seria precedida de um Apocalipse.

– Davidianos. Dissidentes da igreja Adventista do Sétimo Dia,  ficaram tristemente conhecidos pelo “Apocalipse” de 1993, em Waco (Texas, EUA), do qual resultou a morte de 82 membros, incluindo o seu líder, David Koresh.  Pregavam o fim dos tempos (Apocalipse), a que se seguiria uma segunda vinda de Cristo.

– Comunidade de Heaven’s Gate. Sob a liderança de Marshall Applewhite (1931–1997), que se autoproclamava a encarnação de Jesus Cristo, protagonizaram um suicídio coletivo, em 1997, aquando da passagem do cometa Hale-Bopp. Acreditavam que o cometa seria a nave espacial que os haveria de levar para um lugar melhor no Céu (Universo ).

– Peoples Temple (Templo do Povo). Comunidade cristão, alegadamente inter-racial, fundada pelo James Warren Jones (1931-1978). A colónia que fundaram nas selvas da Guiana, acabou numa tragédia. Acreditavam que través de suicidios colectivos podiam “viajar” para outros planetas onde encontrariam a felicidade plena.

– Aum Shinrikyo (“Verdade Suprema”). Seita que mistura crenças budistas com hinduístas, fundada por Shoko Asahara, nos anos 80 do século XX no Japão. Esteve envolvida numa matança, em 1995, no metro de Tóquio. Os seus membros assume-se como os salvadores da Humanidade através da destruição.

Um pensamento sobre “Religiões e Cultura

Grato pelo comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s