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surdo

Você não precisa ser um grande conhecedor de música para já ter ouvido falar de Ludwig van Beethoven. Uma das curiosidades mais populares a sobre a vida e a carreira desse gênio é a respeito da suposta surdez do compositor, mas será que Beethoven já era surdo quando compôs suas grandes obras? Quão surdo ele era? Você sabe?

Nascido em 1770, Beethoven se apaixonou por música quando ainda era criança e teve influências de seu pai, um tenor que também dava aulas de piano e violino. Não é à toa que Beethoven era considerado um prodígio no quesito musical – a primeira vez que ele se apresentou em um concerto foi quando tinha apenas sete anos!

Ao longo de sua vida, esse gênio da música acabou sendo influenciado por outros grandes compositores, como Christian Gottlob Neefe, que o ensinou como compor. Foi desde pequeno que Beethoven aprendeu a gostar de orquestras – muitas de suas composições favoritas eram de Mozart, que foi objeto de seus estudos, assim como Bach. Em 1791 Beethoven já havia composto muitos de seus trabalhos mais famosos.

Início

Sua primeira apresentação pública em Viena foi em 1795, quando já era famoso por ser um ótimo pianista. Até aí, ao que tudo indica, Beethoven tinha uma audição perfeitamente normal. O problema parece ter começado mesmo em 1796, quando as primeiras referências sobre zumbidos foram encontradas em cartas escritas pelo compositor.

Foi somente em 1801,no entanto, que Beethoven documentou evidências de que estaria ficando surdo, ao escrever para seu médico. Na carta, ele diz que sua audição estava ficando cada vez pior, fato que Beethoven havia reparado nos últimos três anos. O compositor falou que já estava em um nível em que precisava ficar muito próximo a uma orquestra para entender as composições. Beethoven disse também que já estava muito difícil ouvir pessoas falando normalmente – ele dizia que ouvia um som, mas não as palavras claramente.

A causa da surdez do gênio da música ainda é desconhecida, ainda que existam diversas teorias a respeito. Entre as hipóteses estão sífilis e o costume que o compositor tinha de mergulhar sua cabeça em um balde de água fria sempre que se sentia cansado.

Períodos

Também não se sabe quando é que Beethoven ficou completamente surdo, mas há evidências de que a situação era tão grave que as pessoas tinham que gritar ao ouvido dele – isso já em 1810. A partir daí, a situação só teria piorado. Sabe-se que o compositor continuou procurando ajuda médica até 1822, quando finalmente aceitou que nunca mais teria uma audição perfeita.

O trabalho de Beethoven e geralmente dividido em três períodos que refletem a gradual piora de seu quadro auditivo. O primeiro corresponde às suas composições primárias, de quando ela ainda era criança. Nessa fase, as notas usadas por ele eram as mais altas. Dessa época, seus trabalhos mais conhecidos são a Primeira Sinfonia e a Segunda Sinfonia.

O período do meio teve início nos anos de 1820, quando o compositor já tinha problemas sérios de audição. Suas composições dessa fase são caracterizadas pelas notas mais baixas, assim ele ainda conseguia ouvir o que estava criando. Entre as composições desse período estão Moonlight Sonata, Fidelio e a Sexta Sinfonia.

Fim.

(Fonte)

o que é, é, o que não é, não é

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estudando-filosofia-2093

Parmênides narra em seu poema o encontro com a deusa Verdade, que o instrui a se afastar do caminho sensível, uma via de confusão, que leva as massas indecisas a acreditarem que ser e não-ser são iguais.

Ora, apenas o ser pode ser pensado, já que o não-ser não é. Se eu não consigo ter uma ideia do que a coisa é, não posso pensá-la – e o que não pode ser pensado não é ser. Daí Parmênides conclui que só o ser é – e que o não-ser não é. Dessa verdade ele deduz outras:

1) O ser é todo inteiro – se o ser tivesse partes, algo nele seria separado, não fazendo parte do ser, mas isso seria não-ser. Consequentemente, o ser, sendo uno e indivisível, não pode ter partes.

2) O ser é imutável – o ser não pode ter surgido do não-ser ou tornar-se não-ser, já que o ser só pode ser idêntico a si mesmo – e não pode ser e não-ser ao mesmo tempo. Acreditar que o ser foi gerado significa dizer que houve um tempo em que o ser era não-ser, o que é contraditório. Logo, o ser é eterno, sem começo nem fim.

O mesmo se aplica ao dizer e ao pensar. Só podemos pensar no que é, pois só o que é exprime-se em palavras. Pensar em nada é não pensar; dizer nada é ficar calado.

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