Doug filosofando

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Como entrar em desacordo

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discordar

A internet transformou a escrita em conversação. Há vinte anos, escritores escreviam e leitores liam. A internet permite que seus leitores respondam, e cada vez mais eles fazem — em comentários em posts, fóruns e em seus próprios blogs. Muitos daqueles que respondem tem algo a discordar sobre o que leem. Isso já é esperado. Concordar com um texto motiva menos as pessoas do que discordar. Quando você concorda, há menos para se dizer. Você pode expandir o que o autor afirmou, mas talvez ele já explorou todas as implicações interessantes. Quando você entra em desacordo, você está entrando em um território que o autor ainda não explorou.

O resultado é que há muito mais divergências acontecendo, e você pode medir isso pelas palavras e respostas por aí. Isso não significa que as pessoas tem se tornado raivosas. A mudança estrutural na maneira de como nós nos comunicamos já é suficiente para explicar isso. Apesar de não ser a raiva que está causando um aumento nos número de desacordos, há o perigo de que o aumento no número de deles faça com que as pessoas se tornem mais raivosas e infelizes umas com as outras. Particularmente online, onde é fácil dizer coisas que você nunca diria cara a cara.

Se nós vamos entrar em desacordo mais vezes, então nós deveríamos tomar cuidado com isso. Muitos leitores conseguem saber a diferença entre xingamentos e uma refutação cuidadosamente construída, mas eu acho que ajudaria se colocassemos nomes para os estágios intermediários. Então tentaremos estabelecer uma hierarquia do desacordo.

0) Xingamento

Essa é a forma mais baixa de desacordo e provavelmente a mais comum. Todos nós já vimos comentários assim:

“vc é uma bicha!!!”

Mas é mais importante perceber que uma forma mais articulada de xingamento também tem o mesmo peso. Um comentário do tipo

“O autor é pedante e o artigo é horrívelmente construído.”

não é nada além de uma versão pretensiosa de “vc é uma bicha!!!”.

1) Ad Hominem

Um ataque ad hominem não é tão fraco quanto um simples xingamento. Ele pode conter algum peso. Por exemplo, se um senador escreve um artigo dizendo que os salários dos senadores deveriam ser aumentados, alguém poderia rebater:

“Claro que ele diz isso. Ele é um senador.”

Isso não refutaria o argumento do autor, mas pode pelo menos parecer relevante para este caso. No entanto, ainda é uma forma bem fraca de desacordo. Se há algo de errado com o argumento do senador em si, então você deveria dizer o que está errado; e se não há, então que diferença faz o fato de ele ser um senador?

Dizer que um autor não tem autoridade para escrever sobre um assunto é uma variante de ad hominem — e particularmente uma variante inútil, pois as boas idéias geralmente vêm dos outsiders (aqueles que ainda são desconhecidos no meio). A questão é sobre o autor estar correto ou não. Se a sua falta de autoridade causou e fez com que ele cometa erros, então aponte-os. E se falta de autoridade não está ligada aos supostos erros, então ela é realmente irrelevante.

2) Respondendo ao tom

Nesse nível superior começamos a ver respostas ligadas diretamente ao conteúdo do texto, ao invés de serem ligadas ao autor. A forma mais inferior desse tipo de argumento é discordar do tom utilizado pelo autor no texto. Por exemplo:

“Eu não posso acreditar que o autor rebate o Design Inteligente de maneira tão arrogante.”

Apesar de ser melhor do que atacar o autor, esse ainda é uma forma fraca de divergir. É muito mais importante saber se o autor está certo ou errado do que apontar os dedos para o tom utilizado em seu escrito. Especialmente porque é difícil julgar um tom de maneira isenta. Alguém que está emocionalmente envolvido com determinado tema pode sentir-se ofendido por um determinado tom, enquanto o mesmo pode ter sido percebido como neutro por outros leitores.

Então, se a pior coisa que você pode dizer a respeito de algo é criticar o seu suposto tom, então você não está dizendo muito. O autor é rude, porém correto em seus argumentos? Melhor isso do que ser grosseiro e estar errado. E se o autor está errado em alguma afirmação, aponte onde está o erro e refute.

3) Contradição

É nesse estágio que nós finalmente encontramos respostas minimamente substanciais para o que foi dito, ao invés de respostas para como tais coisas foram ditas ou por quem elas foram ditas. A forma mais baixa de se responder à um argumento é simplesmente afirmar o oposto, contradizendo o autor, com nenhuma ou pouca evidência, através de um argumento falacioso ou simplesmente frágil.

Esse tipo de argumento é muitas vezes combinado com argumentos do tipo (2), de resposta ao tom:

“Eu não posso acreditar que o autor rebate o Design Inteligente de maneira tão arrogante. O Design Inteligente é sim uma teoria científica.”

A contradição pode ter algum peso. Às vezes, apenas contradizer e afirmar o oposto explicitamente pode ser suficiente para verificar-se que está correto. Na maioria dos casos, evidências e uma argumentação mais rica são necessárias.

4) Contra-argumento

No nível (4) encontramos a primeira forma de desacordo convincente: o contra-argumento. Até esse ponto, todas as formas anteriores podem ser ignoradas como irrelevantes e muito inferiores. O contra-argumento pode provar ou refutar algo. O problema é que pode ser difícil verificar o que um contra-argumento realmente prova.

Um contra-argumento é uma contradição expressa em conjunto de evidências confiáveis e argumentação lógica sólida. Quando direcionado diretamente contra o argumento original do autor, ele pode ser convincente. Mas infelizmente é comum encontrar contra-argumentos que estão atacando posições diferentes daquelas alçadas originalmente pelo autor. Nesse sentido, podemos dizer que um bom contra-argumento pode estar tentando atacar um “espantalho” do argumento original do autor — criado conscientemente ou não — e que é uma versão distorcida do argumento, geralmente fácil de ser rebatida. Muitas vezes, duas pessoas estão discutindo passionalmente sobre duas coisas completamente diferentes. Os indivíduos até concordam um com o outro, mas estão tão profundamente envolvidos no embate que acabam cegando para esse fato.

É possível que exista uma razão legítima para argumentar contra alguma coisa ligeiramente diferente daquela que sustentada originalmente pelo autor: quando você percebe que ele deixou escapar o âmago ou ponto central da questão. Mas quando você fizer isso, deve dizer explicitamente, de maneira textual e direta, que você percebeu que o autor errou por pouco o alvo.

5) Refutação

A maneira mais convincente divergir de seu proponente é a refutação. É também a mais rara, já que é a mais difícil. De fato, a hierarquia do desacordo forma uma espécie de pirâmide, no sentido de que as formas que se encontram no topo são as mais raras de se encontrar.

Para refutar alguém, é preciso que provavelmente você faça uma citação do argumento do mesmo. Você precisa ser capaz de achar uma “fumaça” ou “ponto fraco” em uma passagem do texto do autor que você percebe que está errada, e então explicar por que ela está errada. Se você não consegue encontrar uma passagem textual, de preferência clara e objetiva, então é possível que você esteja correndo o risco de estar argumentando contra um “espantalho” criado pela sua própria sede de encontrar uma falha nos argumentos do autor.

Mesmo que a refutação geralmente venha forma de criação de citações de passagens do texto do autor, o fato de estar citando passagens diretas do texto do autor não implica que uma refutação está realmente acontecendo. Algumas pessoas citam partes do texto que elas discordam apenas para dar a aparência de que estão prestando atenção nos argumentos, e de que estão produzindo uma refutação legítima, quando na verdade estão construíndo uma resposta tão inferior quanto uma (3) contradição ou um (0) xingamento.

6) Refutando o ponto central.

A força de uma refutação depende daquilo que você refuta. A forma mais poderosa de desacordo é refutar o ponto central afirmado por alguém.

Muitas vezes, mesmo em níveis alto como (5), encontramos desonestidade intelectual deliberada, como por exemplo quando alguém refuta apenas os argumentos acessórios ou adjacentes ao argumento central proposto pelo autor — que ainda se mantém forte em seu ponto central. A refutação do ponto central é tão forte e avassaladora que, na maioria das vezes, é percebida pelo público como um grande ad hominem ou como arrogância e abuso de intelectualidade por parte do refutador, ao invés de um argumento legítimo.

Para verdadeiramente refutar algo, é necessária uma refutação do ponto central ou pelo menos de alguns deles. E isso significa se comprometer em expressar textualmente, da maneira mais objetiva possível, qual é o ponto central que está sendo refutado no momento. Então, uma refutação verdadeiramente efetiva se parece com isso:

“O ponto central do autor parece ser x. Como ele mesmo diz:

<citação>

Mas isso está errado por diversas razões, como por exemplo y e z…”

A citação apontada não precisa ser necessariamente uma afirmação textual exata àquela expressa originalmente pelo autor em seu ponto central. Algumas vezes, alguma citação que prove uma dependência essencial em relação ao ponto central ja é suficiente.

O que isso tudo significa

Agora nós temos uma maneira ligeiramente informal de classificar formas de desacordo. Qual o benefício disso? Uma coisa que a hierarquia do desacordo não nos dá é uma maneira de escolher um argumento vencendor. Os níveis apenas descrevem o formato dos argumentos e não se eles são corretos. Uma resposta (6) de refutação do ponto central, ainda que sólida, pode estar completamente errada.

Mesmo que os níveis de desacordo não estremem um limite inferior sobre o grau de convencimento de respostas e replicas em uma discussão, eles acabam sim delimitando um limite superior. Uma resposta (6) de refutação do ponto central pode não ser convincente, mas uma (2) de resposta ao tom do texto do autor é sempre fraca e inconvincente.

A vantagem mais óbvia de se classificar formas de entrar em divergência é que isso pode ajudar as pessoas a avaliar o que elas estão lendo. Em particular, vai ajudar elas a identificar argumentos intelectualmente desonestos. Um orador eloquente ou escritor pode causar a impressão de estar subjugando oponentes apenas por estar usando palavras de impacto. De fato, essa é a qualidade dos demagogos. Ao dar nomes para as diferentes formas de entrar em desacordo, damos aos leitores um alfinete para estourar tais balões argumentativos.

Tais rótulos podem ajudar os escritores também. A maioria das desonestidades intelectuais são não-intencionais, muitas vezes irracionais e inconscientes. Alguém que está argumentando contra o tom empregado pelo autor em um texto pode realmente acreditar que o texto está falando algo válido. Dar um passo para trás e ver a figura de longe pode inspirá-lo a tentar mover as suas respostas para o status de (4) contra-argumento ou (5) refutação.

Mas o grande benefício de entrar em desacordo de maneira racional e inteligente não é que isso pode fazer com que as nossas conversas fiquem melhores, mas fazer com que as pessoas envolvidas nelas tornem-se mais felizes. Se você estudar as conversas, perceberá que os argumento próximos de (1) contém muita mesquinhez e maldade. Para destruir um argumento você não precisa destruir o oponente. De fato, você não quer. Se você se concentrar em subir a hierarquia da pirâmide do desacordo, farás com que a maioria das pessoas tornem-se felizes. A maioria das pessoas não gosta de mesquinhez; elas só fazem isso porque se envolvem emocionalmente.

discordar

*Paul Graham, Ph.D. em Ciência da Computação pela Havard University e B.A. em Filosofia pela Cornell University, empreendedor do Vale do Silício e famoso pelo seu trabalho na linguagem de programação Lisp (autor de ‘On Lisp’ e ‘ANSI Common Lisp’).

(fonte)

Reflexão filosófica :

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“ tentando entender o conceito de alienação “ :

… (maior) > número de habitantes = urbanização.

A questão é como gerir o grande números de humanos? Através da política.

O objetivo da política é oferecer o mais eficiente sistema racional de gerir os humanos, garantindo a melhor ordem econômica, social, garantido a paz e manutenção dos direitos humanos assim como do meio ambiente, num estado de bem estar, igualdade e justiça para todos.

O problema: os sistemas que atualmente nos gerem, estão indo contra esse acordo implícito.

Isso incomoda; nossa razão até que entende as ordens do sistema, mas nosso instinto, primário a razão, nos alerta que alguma coisa está errada.e provoca duas reações antagônicas, a primeira é de luta. Luta pela busca de um sentido pela existência, de acesso à um ‘mundo’ onde todos se desenvolvam plenamente, com justiça, compaixão, em se entender e se reconhecer enquanto parte. A parte que cobra por essa luta é ter a consciência que se luta sozinho, a busca por um sentido é nobre, porém caro, sendo o caminho mais difícil. A segunda reação é de aceitação racional de que ‘alguém’ sabe o que está acontecendo, isso é menos nobre pois, se exime da responsabilidade de justificar sua existência. E essa apatia se chama alienação?

regras modernas de etiqueta

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Etiqueta é quando você se comporta melhor do que o mínimo necessário.

Infelizmente, muita gente considera que seguir normas de etiqueta é algo fora de moda, e tem a sensação de que obedecer a tais regras é coisa de gente arrogante e fútil. Mas não é bem assim.

Na verdade, os fundamentos da etiqueta são muito simples. É questão de se expressar usando palavras agradáveis, ser cordial, ter boa apresentação pessoal e habilidade para não se deixar levar pelas emoções.

Veja algumas regras modernas de etiqueta que todos os que têm respeito pelos outros e por si mesmo deveriam conhecer.

  • Se você diz a frase ’Você é meu convidado’, quer dizer que você vai pagar a conta. Outra maneira de dizer seria: ’O que você acha de irmos a um restaurante?’. Neste caso, cada um paga sua parte. Só se uma das pessoas se oferecer para pagar tudo, aí sim, a outra pode aceitar.
  • Nunca visite alguém sem avisar antes. Se alguém chega em sua casa sem prévio aviso, é porque não se importa que você o receba vestindo as roupas que usa quando está sozinho. Uma dama britânica disse uma vez que, se chegam visitas inesperadas a sua casa, ela rapidamente pega o chapéu e o guarda-chuva. Caso a pessoa que acaba de chegar for do seu agrado, ela diz: ’Ah, que bom, eu também acabei de chegar!’. Mas se a visita é de alguém inoportuno, ela diz: ’É uma pena que eu precise sair’.
  • Nunca deixe seu smartphone sobre a mesa em lugares públicos. Do contrário, você estará mostrando a importância que aquele aparelho tem em sua vida e o pouco que se interessa pelo o que acontece ao seu redor. Além disso, seu interlocutor pode entender que você está só esperando o momento preciso para checar seu perfil no Instagram (por exemplo), para atender uma ligação, enfim, para terminar aquela conversa, que não é interessante para você. Isso depõe contra você.
  • Nunca, nunca convide alguém para um jantar romântico se depois for falar com ela só por mensagens de texto. Nunca.
  • O homem não precisa carregar a bolsa da mulher. E o homem só precisa carregar o casaco da mulher para deixá-lo na chapelaria ou no guarda-roupas.
  • Se você está passeando com alguém e ele ou ela cumprimenta uma pessoa que você não conhece, você deve fazer o mesmo.
  • Muitos pensam que sushi só pode ser consumido com os palitinhos chamados de hashi. Mas isso nem sempre é regra. Caso se sinta mais confortável, solicite os talheres com os quais você está acostumado.
  • Calçados devem estar SEMPRE limpos.
  • Não tenha conversas vazias por telefone. Por outro lado, se você precisa falar sobre algo muito sério, o melhor é encontrar-se pessoalmente, ou fazer uma chamada com vídeo em um lugar privado.
  • Se o ofenderam, não vale a pena responder com um palavrão ou com um gesto agressivo, muito menos levantar a mão a quem o ofende. Não se rebaixe ao mesmo nível. Sorria e, cordialmente, retire-se da presença da pessoa.
  • Segundo a tradição, ao andar pela rua, o homem deve ficar ao lado esquerdo da mulher.
  • Os motoristas não podem esquecer que molhar os pedestres ao passar com o carro em uma poça d’água é a pior de todas as faltas de respeito.
  • Se não tem intimidade com seu interlocutor, não é prudente falar sobre: idade, riqueza, problemas domésticos, religião, política, relações amorosas, presentes e procedimentos médicos.
  • Ao chegar ao cinema, teatro ou show, a forma correta de chegar aos lugares reservados é ficando de frente com que está sentado.
  • Um homem nunca deve tocar numa mulher sem seu consentimento, nem segurar sua mão, nem se aproximar demais durante uma conversa. Não se deve segurá-la pelo braço, a não ser, é claro, se precisar ajudá-la a subir em um meio de transporte ou em outra situação parecida.
  • Se alguém tenta dirigir-se a você de maneira inadequada, usando algo como ’Ei, você’, não vale a pena atendê-lo. Também não vale a pena querer educar os outros, muito menos num encontro breve. O melhor é dar o exemplo.
  • A regra de ouro para usar perfumes é a moderação. Se, ao cair da tarde, você ainda sente o aroma do seu perfume, deve saber que as outras pessoas tiveram que aguentá-lo. E certamente não gostam tanto disso quanto você.
  • Um homem educado nunca deixará de tratar uma mulher com o devido respeito.
  • Na presença de outras pessoas, só fume se todos afirmarem que não se incomodam. Aliás, se possível, não fume nunca mais.
  • Seja quem você for, ao entrar em um recinto, cumprimente primeiro.
  • Permita que as mensagens pessoais continuem sendo pessoais: pais não devem ler a correspondência dos filhos, nem o marido, a correspondência da esposa, e assim sucessivamente. Ler mensagens alheias é uma grande intromissão no espaço pessoal do outro.
  • Não seja uma vítima da moda. É melhor sentir-se bem, ainda que não esteja usando o último lançamento das passarelas. Moda sem estilo nem propriedade não vale de nada.
  • Depois pedir perdão e de ser perdoado, não vale a pena voltar ao assunto e pedir perdão de novo. Não repetir o erro é suficiente.
  • Rir exageradamente, falar muito alto e encarar as pessoas podem ser interpretados como atitudes ofensivas.
  • Não esqueça de agradecer os seus amigos, familiares e pessoas próximas. Agradeça-os, por exemplo, por suas boas ações e pela disposição que eles demonstram para lhe ajudar. Expressar gratidão é um ato de pessoas educadas e sensíveis.

Aqui vão algumas frases que são boas pra serem colocadas em prática:

  • Não tente ofender uma pessoa, por pior que seja a situação. Pode ser que, no fim, o problema se resolva e as palavras fiquem na memória de ambos.
  • Perdoar é recordar sem rancor.
  • Diga sempre a verdade, assim não precisará se arrepender de nada.
  • Nunca zombe dos sonhos dos outros. Use essa energia para atingir os seus sonhos.
  • Se você tiver uma boa ideia, passe-a para o papel.
  • Caso não possa chegar a tempo, não deixe de avisar a quem possa estar esperando você.
  • Não seja fofoqueiro, não julgue. Lembre-se de que o próximo julgado pode ser você.
  • Reconhecer os próprios erros é algo digno dos sábios. O único que não erra é aquele que não faz nada.
  • Não reclame. Os problemas existem para serem resolvidos, não para que reclamemos deles.
  • Olhe sempre para a frente, sem se importar com mais nada. Não se detenha ao atingir uma meta e não fique sentado de braços cruzados.
  • Ao começar o dia, faça o mais difícil e o que você menos gosta de fazer. Assim, você poderá aproveitar melhor a tarde e não sofrer durante todo o dia pensando no que ainda falta ser feito.
  • O tempo que você passa em frente à TV é sempre perdido.
  • Tente não pedir dinheiro emprestado. As dívidas são como uma armadilha: fácil de cair, mas difícil de sair.
  • Educação nunca é demais.
  • Não viva de sucessos nem de derrotas do passado. Seu passado não define o seu futuro.

Para finalizar, deixamos as palavras do icônico ator norte-americano Jack Nicholson:

«Eu presto muita atenção às regras de etiqueta. Não gritar de um cômodo para outro. Não abrir uma porta sem bater antes. Deixar as mulheres passarem primeiro. O objetivo destas regras é muito simples: melhorar nossa vida. Não podemos viver em um estado crônico de guerra contra todos, isso é muito estúpido. Estou sempre atento às minhas atitudes. Isso não é um mito. É uma questão de respeito mútuo que todos compreendem».

(fonte)

férias

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ferias.cotidiano.vida

férias : sim ! um dia me disseram que uma das vantagens de ser professor (ou deputado) – é poder gozar de dois recessos por ano – mas não é a toa (não pros prof, é merecido) penso  agora qual valor o professor tem? [é corrente a discussão da necessidade do professor – principalmente num contexto de EaD] – você imagina o que está por trás da má remuneração o professor, dessa política de menosprezo, que estamos bem longe de uma educação de qualidade e formativa? qual nosso consciência por trás desse descaso?  … penso … não é por não querer e sim por incompetência, por falta de recurso humano mesmo

[ se não o professor universitário não seria tão elogiado – no Brasil um professor de nível básico recebe em média 2.000 R$, um professor universitário em média R$15.000, é uma das maiores desigualdades de salário entre nossas profissões – já passou o tempo que nossas professoras se formavam no normal superior, as tias solteiras ….  hoje] temos pessoas em todos os níveis de formação humana e cientifica extremamente competentes que devem não só ser elogiados pelo seu desprendimento como reconhecidos, respeitados e bem remunerados como forma de instituir forçadamente um valor econômico á função docente – [ e ir pra além da burocracia … pra além da possibilidade de quantitar ou avaliar … da impossibilidade de perceber o senso estético ou o senso de sabedoria – da escola como centro de desenvolvimento humano e cientifico … coerente

Declaração de Paris para a Filosofia

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“Nós, participantes das jornadas internacionais de estudo “Filosofia e democracia no mundo”, organizadas pela UNESCO, que ocorreram em Paris, nos dias 15 e 16 de fevereiro de 1995,

“Constatamos que os problemas de que trata a filosofia são os da vida e da existência dos homens considerados universalmente,

“Estimamos que a reflexão filosófica pode e deve contribuir para a compreensão e conduta dos afazeres humanos,

“Consideramos que a atividade filosófica, que não subtrai nenhuma idéia à livre discussão, que se esforça em precisar as definições exatas das noções utilizadas, em verificar a validade dos raciocínios, em examinar com atenção os argumentos dos outros, permite a cada um aprender a pensar por si mesmo,

“Sublinhamos que o ensino de filosofia favorece a abertura do espírito, a responsabilidade cívica, a compreensão e a tolerância entre os indivíduos e entre os grupos,

“Reafirmamos que a educação filosófica, formando espíritos livres e reflexivos – capazes de resistir às diversas formas de propaganda, de fanatismo, de exclusão e de intolerância – contribui para a paz e prepara cada um a assumir suas responsabilidades face às grandes interrogações contemporâneas, notadamente no domínio da ética,

“Julgamos que o desenvolvimento da reflexão filosófica, no ensino e na vida cultural, contribui de maneira importante para a formação de cidadãos, no exercício de sua capacidade de julgamento, elemento fundamental de toda democracia.

“É por isso que, engajando-nos em fazer tudo o que esteja em nosso poder – nas nossas instituições e em nossos respectivos países – para realizar tais objetivos, declaramos que:

“Uma atividade filosófica livre deve ser garantida por toda parte – sob todas as formas e em todos os lugares onde ela possa se exercer – a todos os indivíduos;

“O ensino de filosofia deve ser preservado ou estendido onde já existe, criado onde ainda não exista, e denominado explicitamente ‘filosofia’;

“O ensino de filosofia deve ser assegurado por professores competentes, especialmente formados para esse fim, e não pode estar subordinado a nenhum imperativo econômico, técnico, religioso, político ou ideológico;

“Permanecendo totalmente autônomo, o ensino de filosofia deve ser, em toda parte onde isto é possível, efetivamente associado – e não simplesmente justaposto – às formações universitárias ou profissionais, em todos os domínios;

“A difusão de livros acessíveis a um largo público, tanto por sua linguagem quanto por seu preço de venda, a geração de emissões de rádio ou de televisão, de audiocassetes ou videocassetes, a utilização pedagógica de todos os meios audiovisuais e informáticos, a criação de múltiplos espaços de debates livres, e todas as iniciativas susceptíveis de fazer aceder um maior número a uma primeira compreensão das questões e dos métodos filosóficos devem ser encorajadas, a fim de constituir uma educação filosófica de adultos;

“O conhecimento das reflexões filosóficas das diferentes culturas, a comparação de seus aportes respectivos e a análise daquilo que os aproxima e daquilo que os opõe, devem ser perseguidos e sustentados pelas instituições de pesquisa e de ensino;

“A atividade filosófica, como prática livre da reflexão, não pode considerar alguma verdade como definitivamente alcançada, e incita a respeitar as convicções de cada um; mas ela não deve, em nenhum caso, sob pena de negar-se a si mesma, aceitar doutrinas que neguem a liberdade de outrem, injuriando a dignidade humana e engendrando a barbárie.

“Esta declaração foi subscrita por:

Prof. Ruben G. Apressian (Instituto de Filosofia da Academia de Ciências de Moscou, Federação Russa), Prof. Tanella Boni-Koné (Universidade de Abidjan, Costa do Marfim), Prof. Tzotcho Boyadjiev (Universidade Saint Klément Ohridski, Sófia, Bulgária), Prof. In-Suk Cha (Secretário Geral da Comissäo Nacional para a UNESCO da República da Coréia, Seul, República da Coréia ), Prof. Marilena Chaui (Universidade de São Paulo, Brasil), Prof. Donald Davidson (Universidade de Berkeley, USA), Prof. Souleymane Bachir Diagne (Universidade de Dakar, Senegal ), Prof. François Dossou (Universidade Nacional do Benin, Cotonou, Benin), Prof. Michaël Dummett (Oxford, Reino Unido), Prof. Artan Fuga (Universidade de Tirana, Albânia), Prof. Humberto Gianini (Universidade de San Tiago do Chile, Chile), Prof. Paulin J. Houtondji (Universidade Nacional do Benin, Benin), Prof. Joanna Kuçuradi (Secretária Geral da Federação Internacional das Sociedades de Filosofia, Ancara, Turquia), Prof. Dominique Lecourt (Universidade de Paris VII, Paris, França), Prof. Nelly Motroshilova (Universidade de Moscou, Federação da Rússia), Prof. Satchidananda Murty (Vice-Presidente da Federação Internacional das Sociedades de Filosofia, Índia), Prof. Ulrich Johannes Schneider (Universidade de Leipzig, Alemanha), Prof. Peter Serracino Inglott (Reitor da Universidade de Malta), S. E. Mohammed Allal Sinaceur (Antigo Diretor da Divisão de Filosofia da UNESCO, Rabat, Marrocos), Prof. Richard Susterman (Temple University, Filadélfia, USA), Prof. Fathi Triki (Decano da Faculdade de Letras e Ciências Humanas de Sfax, Tunísia), Prof. Susana Villavicencio (Universidade de Buenos Aires, Argentina).”

Extraído de: UNESCO. Philosophie et Démocratie dans le Monde – Une enquête de l’UNESCO. Librairie Génerale Française, 1995, p. 13-14.

maiêutica

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A maiêutica socrática consiste em responde a uma série de perguntas simples, quase ingênuas, porém perspicazes, em busca da verdade.

Sócrates conduzia este “parto” em duas etapas:

  • Na primeira, levava o interlocutor a duvidar de seu próprio saber sobre determinado assunto, revelando as contradições presentes em sua atual forma de pensar, normalmente baseadas em valores e preconceitos sociais.
  • Na segunda, levava o interlocutor a vislumbrar novos conceitos, novas opiniões sobre o assunto em pauta, estimulando-o a pensar por si mesmo.

Ou seja: a maiêutica primeiro demole, depois ajuda a reconstruir conceitos, transitando do básico ao elaborado, “parindo” noções cada vez mais complexas.

A autorreflexão, expressa no nosce te ipsum“conhece-te a ti mesmo” — põe o Homem na procura das verdades universais que são o caminho para a prática do bem e da virtude.

A maiêutica, criada por Sócrates no século IV a.C., tem seu nome inspirado na profissão de sua mãe, Fanerete, que era parteira. Sócrates esclarece isso no famoso diálogo Teeteto.

Saiba mais aqui

Texto original do diálogo socrático Teeteto – Platão (pdf)

 

USP oferece curso gratuito online sobre Democracia

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Olá pessoal!

A USP está oferecendo através do site da Univesp TV, um curso online gratuito sobre Ciência Política: Qualidade da Democracia. Ele é voltado a pessoas com graduação de nível superior, especialmente bacharéis em Ciências Sociais, Comunicação, Direito, Economia, Administração e Gestão Pública, História, Geografia e Filosofia. Também é aberto a todos com formação superior em qualquer área do saber.

O curso também pode ser interessante àqueles que desejam ingressar em mestrado ou doutorado com o intuito de desenvolver dissertações.

A Univesp TV é o canal de comunicação da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a quarta universidade pública paulista e visa ao incentivo à formação integral do cidadão.

Este curso de Qualidade da Democracia é apresentado gratuitamente em forma devideoaulas online, que você pode assistir a hora que quiser. Há ainda a possibilidade de fazer anotações sobre questionamentos, opiniões e dúvidas enquanto assiste o vídeo, e receberá tudo em seu email.

O curso

São 9 aulas do curso regular de pós-graduação ministradas pelo docente José Álvaro Moisés do departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Nessas aulas são trabalhados os conceitos de qualidade da democracia, instituições democrátricas e cultura política. O professor comenta as ondas democráticas que mudaram países em todo mundo a partir do século XVIII e entra na discussão sobre a qualidade dos regimes democráticos que surgiram. É só acessar o site e começar a estudar.

Conteúdo programático

  • Aula 1 – Introdução: Os principais conceitos
  • Aula 2 – Cultura Política e Instituições Democráticas: A democracia e os outros regimes
  • Aula 3 – Primado da Lei: Margareth Mead e Ruth Benedict
  • Aula 4 – Accountability: A obrigação de prestar contas
  • Aula 5 – Modernização, Cultura Política e Instituições: As velhas e novas democracias
  • Aula 6 – A Terceira Onda: Liberdade e Igualdade
  • Aula 7 – Análise Brasil: Confiança política e accountability
  • Aula 8 – Sistema Político e Presidencialismo: A confiança política nas instituições
  • Aula 9 – Balanço Geral: Resumo do curso

O curso sobre Qualidade da Democracia oferecido pela USP é mais uma dica que o Canal do Ensino traz para te ajudar a expandir a mente, pensar diferente e aumentar ainda mais seus conhecimentos.

Boas aulas! (fonte)

todos os dias

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Cópia de Publicação1

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo. Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data consagrou-se, embora tenha sido oficializada como Dia Internacional da Mulher, apenas em 1921.

Somente mais de 20 anos depois, em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

“O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp).

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.