arte

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, mais conhecido simplesmente como Michelangelo ou Miguel Ângelo, foi um pintor, escultor, poeta, anatomista e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.

A invenção da lira

Hermes é um dos filhos preferidos de Zeus, que inclusive faz dele seu principal embaixador, enviando-o quando uma mensagem realmente importante tem que ser transmitida.

Sua mãe é uma ninfa muito bonita, Maia, uma das sete Plêiades.

As Plêiades são um grupo de estrelas na constelação do Touro. Na mitologia grega, as Plêiades eram sete irmãs, filhas de Atlas, conta a história que, para evitar a perseguição do gigante caçador Órion, Zeus, para protege-las as transformou em pombas e as colocou no céu, entre as estrelas.

O mínimo que se pode dizer é que o pequeno Hermes mostra- se incrivelmente precoce.

“Tendo nascido pela manhã”, conta o autor do hino homérico, “ele já tocava cítara à tarde e, à noite, roubou vacas do arqueiro Apolo…”.

Assim que abre um olho, mal sai da barriga da mãe, imagine que o pequeno Hermes se põe imediatamente em busca das vacas do rebanho de Apolo.

No caminho, vê uma tartaruga na montanha e estoura de rir; assim que olha a infeliz, percebe tudo que pode fazer com ela.

Volta rapidamente para casa, esvazia o pobre animal, mata uma vaca, estica a pele em torno do casco, fabrica cordas com as tripas e chaves para esticá-las, com canas.

Acabava de nascer a lira, e ele pôde produzir sons perfeitamente justos, bem mais harmoniosos do que os da flauta de Pã!

Não satisfeito com essa primeira invenção, Hermes parte de novo à procura das vacas imortais do irmão mais velho.

Avistando o rebanho, ele separa cinquenta animais e, para que o roubo passe despercebido, leva-os andando para trás, tendo tomado o cuidado antes de amarrar em seus cascos uma espécie de raquete feita com mato, que ele fabrica às pressas para camuflar seus passos.

Conduz as reses até uma gruta. Mais alguns minutos se passam e ele reinventa por conta própria o fogo. Sacrifica duas vacas em homenagem aos deuses e passa o restante da noite a espalhar as cinzas do fogo.

Em seguida volta para a casa em que Maia lhe dera à luz e onde está o seu berço; ele volta a dormir com ares de recém-nascido, inocente como um cordeirinho. Ouvindo as reclamações da mãe, responde simplesmente que não suporta a pobreza e quer ser rico.

De fato, um primeiro dia bem intenso de um bebê divino. É claro, Apolo acaba descobrindo a tramoia.

Vai atrás do filhinho de Zeus e ameaça lançá-lo no Tártaro se não lhe devolver as vacas. Hermes jura por todos os deuses (é o caso de se dizer) ser inocente. Apolo levanta-o acima da cabeça para jogá-lo longe, mas Hermes diz algo muito engraçado e o outro o põe de volta no chão.

A discussão acaba sendo levada ao tribunal de Zeus — que cai na gargalhada diante de tanta precocidade. Na verdade, se sente todo orgulhoso do caçula. O conflito entre Apolo e Hermes continua, mas este último mostra sua arma definitiva, a lira, e começa a tocar com tanta arte que Apolo, assim como Zeus, se desmancha e literalmente sucumbe ao charme da criança. Fascinado, Apolo, deus da música, está siderado pela beleza dos sons que saem do instrumento que ele ainda não conhecia.

Em troca da lira, promete a Hermes torná-lo rico e célebre. Mas o menino continua a negociar, a pechinchar, e ainda consegue a guarda dos rebanhos do irmão mais velho! Completando o negócio, Apolo inclusive oferece o chicote de pastor e a vareta mágica de riqueza e opulência, a mesma que vai servir como emblema de Hermes, o famoso caduceu

fonte

Hermes e Apolo de Maria Barroso

você existe?

* Cara – você não tem uma conta no facebook. Fale sobre não existir!

Cogito, ergo sum é uma frase de autoria do filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650). Em geral, é traduzida para o português como “penso, logo existo”; embora seja mais correto traduzi-la como “penso, portanto sou”. Na quarta parte da versão francesa de Discurso sobre o Método (1637), essa frase é formulada como ‘je pense, donc je suis‘; nesse sentido, cogito ergo sum é a sua versão latina.

Descartes alcança essa conclusão após duvidar da verdade de todas as coisas. A seu ver, mesmo que ele duvidasse de tudo, não poderia duvidar de que ele mesmo existe pelo menos enquanto “coisa que pensa” (res cogitans). Entretanto, na meditação segunda de Meditações Metafísicas (1641), essa conclusão aparece como “Eu sou, eu existo” (“Je suis, j’existe“).

A demonstração do Cogito dá-se de maneira bastante breve no Discurso do Método, mas é muito mais extensa e detalhada nas Meditações Metafísicas. Para chegar ao “cogito, ergo sum”, Descartes estabelece dois movimentos: primeiro, demonstrar as razões que o levam à dúvida hiperbólica; e segundo, demonstrar como a dúvida hiperbólica leva à certeza indubitável de que ele mesmo existe enquanto coisa que pensa. Delineemos, a seguir, esses dois movimentos meditativos que o levam ao cogito.

Meditação Primeira

Descartes deixa claro que o propósito de suas meditações é estabelecer o conhecimento sob bases sólidas e seguras. Nesse sentido, ele rejeita – como se fosse totalmente falso – tudo aquilo que pudesse supor a menor dúvida.

Em seguida, ele estabelece três pontos para especificar como esse processo de rejeição ocorrerá, que são:

I. Negação daquilo que se baseia nos sentidos, já que é claro que os sentidos às vezes nos enganam e que não é prudente confiar naqueles que um dia nos enganaram.

II. Negação das coisas que se apresenta em um sonho, já que não há indícios concludentes de que podemos distinguir a vigília do sono e, portanto, não podemos saber se estamos sonhando agora ou se estamos acordados.

III. Negação dos paradigmas matemáticos. Esse é um ponto mais complicado, pois parece que, acordando ou dormindo, 2 + 3 = 5; que, mesmo em sonho, 2 + 3 nunca será igual a 7. Para negar essa objeção, Descartes apontará para o fato de que raciocinamos errado em relação às demonstrações mais simples da matemática. Entretanto, ele irá se concentrar principalmente no apontamento da possível existência de um gênio maligno que poderia fazê-lo crer que 1 + 1 = 2, mesmo que isso não fosse verdadeiro. Nesse sentido, a suposição do gênio maligno parece promover a negação não só de suas crenças matemáticas, mas também de o restante de suas opiniões.

Diante desses pontos, Descartes conclui que deve rejeitar tudo aquilo que recebera em sua crença como verdadeiro e considerar todas as suas antigas opiniões como falsas. Esse é momento em que ele assume a suspensão do juízo e a dúvida hiperbólica.

Meditação Segunda

Descartes percebe que, ao duvidar de tudo, ele não poderia negar que há a própria dúvida. Então ele admite que “penso, logo sou” deve ser o seu primeiro princípio firme e indubitável que sustentará o fundamento do conhecimento. Em outras palavras, tentando negar tudo como falso, acabava-se afirmando a existência do pensamento. Descartes duvidava e isso era indubitável, i. é, que Descartes duvidava era aquilo que conseguia resistir ao gênio maligno, pois o próprio Descartes precisaria, para ser enganado pelo gênio maligno, existir enquanto aquele que é enganado (ou aquele que pensa).

Assim, “cogito ergo sum” se torna o primeiro princípio firme e indubitável de sua jornada meditativa. Ele é o ponto arquimediano de sua filosofia. De sua própria existência enquanto coisa que pensa, então, Descartes não pode duvidar, já que, enquanto pode pensar, ele próprio é uma coisa que pensa. Essa “coisa que pensa” é aquilo “que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente”. Em contrapartida, ele só pode afirmar que é uma coisa que pensa enquanto pensa. Se cessar o seu pensar, cessasse simultaneamente o seu existir.

Heráclito de Éfeso

Conta a História que Heráclito teria se retirado para as montanhas, onde comia plantas somente, pensava durante o dia, dormia durante a noite e sonhava muito. Vivia isolado e amava profundamente a natureza. Não gostava muito de se misturar com toda a gente e menos ainda das redes sociais de Éfeso, naquele quinto século antes de Cristo. Elaborava o mundo diferente dos já conhecidos pensadores jônicos, que defendiam a água e o ar como substâncias primordiais. Heráclito ficava mesmo intrigado com o fogo, mas era muito sábio para negar o mistério profundo da água.

Enquanto contemplava a água que brotava lá de cima da montanha, Heráclito assistia à fluidez correr em fio para todos os lados mais baixos, originando rumos, inventando caminhos, desenhando margens e cavando leitos que seriam habitados pelo rabo fluido daquele próprio elemento que ia descendo incalculável. Um corpo líquido contínuo seguia em movimento infindo. Pequenas ondas caminhavam sempre juntas em suas diferenças, no ritmo da alma, preenchendo os sentidos.

Com a cabeça ardendo em ideias, resolveu entrar no rio e deixar que toda água lhe abraçasse por algumas horas. Sentiu-se lavado por dentro. No dia seguinte, fez a mesma coisa e teve uma revelação: aquela não fora a mesma água que o teria lavado no dia anterior. Nem ele nem ninguém poderiam entrar duas vezes num mesmo rio. Panta rei os potamós! Uma vez na vida de cada vez! Cada momento é singular.

Essa ideia de movimento e da irrepetível natureza de cada instante o fez defender que o mundo é um eterno devir. Rejeitou a noção de essência primordial, ao defender a mutabilidade que está sempre gerando novas características transitórias e incompletas. Assim foi considerado o pai da dialética. Teria dito: “A oposição traz concórdia. Da discórdia advém a mais perfeita harmonia.”

Saiba mais:

Heráclito – Wikipedia:

fonte

desenhos ‘dia da consciência negra’

Desenhos animados com temática para sensibilizar discussões sobre o dia da consciência negra.

Ruca é um garotinho careca de 4 anos, ingênuo e hiperativo.
De uma hora para outra, todos no Bairro do Limoeiro ficam azuis, menos a Mônica. E, para agravar a estranheza da situação, todos começam a tratá-la mal sem motivo. Será um pesadelo ou o quê?
Episódio de Super-choque que fala diretamente sobre racismo. Episódio 08
“Hair Love” é um curta-metragem estadunidense de 2019 escrito, produzido e dirigido por Matthew A. Cherry. Segue a história de um homem que deve pentear a filha pela primeira vez. 
Ser antirracista é agir contra os conflitos causados pelo racismo, com colaboração. Ao colaborar, os brancos antirracistas devem procurar trabalhar com a outra pessoa (o cidadão negro), para encontrar uma solução que satisfaça plenamente os interesses das duas partes.
O racismo é uma das formas de preconceito, aquela que acredita que uma raça possa ser melhor que a outra. O que não é verdade. O racismo começou há muitos e muitos anos atrás, através de uma ideia que reforçava a dominação de povos brancos europeus sobre populações de outras etnias de fora da Europa. O desenvolvimento cultural avançado dos europeus, fez com que eles passassem a explorar e descobrir novos países, e para colonizar as novas terras, capturavam africanos para trabalharem como escravos por lá, pois eles eram muito fortes. O racismo começou no Brasil durante a escravidão, onde os negros eram cruelmente tratados como sendo inferiores aos brancos. E este pensamento racista segue para muitas pessoas até hoje.
O dia da consciência negra é comemorado no Brasil no dia 20 de novembro. Esta dia marca a data da morte de Zumbi dos Palmares, o líder do maior Quilombo que existiu no Brasil, o Quilombo dos Palmares. Ele liderou a resistência de seu povo contra os ataques dos portugueses no século XVII.
Zumbi dos palmares – quem foi zumbi dos palmares? A data incluída em 2003 no calendário nacional refere-se à morte de zumbi dos palmares o último líder do maior dos quilombos do período colonial o quilombo dos palmares. Zumbi e o quilombo dos palmares || a história. zumbi, o quilombo dos palmares e o dia da consciência negra.
Martin Luther King (1929-1968) foi um ativista norte-americano que lutou contra a discriminação e tornou-se um dos mais importantes líderes dos movimentos pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos Martin Luther King nasceu em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos, no dia 15 de janeiro de 1929. Filho e neto de pastores da Igreja Batista resolveu seguir pelo mesmo caminho. Desde jovem, Martin Luther King tomou consciência da situação de segregação social em que viviam os negros de seu país, em especial nos estados do Sul.
Você sabia que na República Democrática do Congo, um país no continente africano, tem uma região onde crianças, adultos e idosos cantam uma cantiga para terem coragem de atravessar o rio no período das chuvas? Para deixarem de lado o medo da travessia, eles vão juntos e cantam uma canção muito antiga, mas que existe ainda hoje. Ela fala de valentia, coragem e coletividade. Essa música não é na nossa língua portuguesa, é na língua lingala.
Essa historinha, conta a variação de cores e raças que formaram a nação brasileira.
Contação de Histórias Autora: Ana Maria Machado
A historinha “O cabelo de Lelê” da escritora Valéria Belém é uma linda historinha que levará as crianças à valorizarem seus cabelos como eles são.
Livro: A Cor de Coraline Autor: Alexandre Rampazo
No Brasil no tempo da escravidão brancos e negros não podiam ser amigos não. Mas para as crianças quem manda é o coração. E o escravo Matias era amigo de Ioiô seu patrão. Brincavam e brigavam indiferentes a qualquer lei sem saber que um dia um deles ainda seria rei.
A animação CABELO MALUCO é um tributo divertido e, ao mesmo tempo, necessário e lúcido de valorização dos cabelos cacheados.

Consciência Negra

Dudu é um garoto negro, inteligente e imaginativo, estudante de um colégio particular da classe média de São Paulo. Durante uma aula de educação artística, sua professora, Sônia, diz a ele que utilize o que ela chama de “lápis cor da pele” para pintar um desenho. A frase desperta em Dudu uma crise de identidade. Com toda a inocência de uma criança da sua idade, Dudu passa a carregar o lápis em questão consigo para encontrar alguém que possa sanar seus questionamentos. Sua mãe, Marta, logo percebe e resolve ir até a escola da criança tomar satisfações sobre o ocorrido. A professora justifica-se dizendo que falou de forma automática, sem pensar. No meio da discussão, Dudu foge, levando consigo seu “lápis cor da pele”. Sua mãe e sua professora passam a procurá-lo desesperadamente. Passa por diversos lugares da cidade até encontrar Madalena, uma antropóloga e curadora de arte. Madalena e Dudu criam uma empatia imediata e mútua e ela, através do seu conhecimento, mostra ao garoto o quanto a raça e a cultura negra são importantes. Madalena conta a Dudu que seu nome (Dúdú) em lorubá significa negro. Dudu identifica-se com as coisas que Madalena diz a ele e desenvolve um sentimento de orgulho por sua raça. Ele resolve que a partir daquele dia não quer que o chamem por seu nome – Eduardo – e sim por Dúdú.

Cida é negra, tem 40 anos e trabalha para Maria, uma velha de 80 anos, viúva e sem filhos, que é extremamente racista. A patroa tripudia sobre a empregada, que atura ser maltratada em silêncio, mas encontra uma forma de vingança em um jogo de xadrez.

Em uma sala de aula, um grupo de jovens se desentende por causa de uma declaração racista de um deles dirigida a uma colega. A moça se ofende, a professora de Português intervém e sugere que eles levem o tema para o professor de História, que certamente poderá ajudá-los no debate. O professor propõe mais do que um debate: os leva-os a refletir sobre o racismo na nossa sociedade, a buscar as origens do preconceito racial e, além disso, a envolver outras pessoas na discussão, resultando num belo trabalho em grupo, depois apresentado para toda a turma. Intercalando esta ação, depoimentos de líderes do movimento negro, estudiosos e pessoas vítimas de racismo. Educação, saúde, mercado de trabalho, políticas de ação afirmativa, consciência e cidadania são alguns dos tópicos abordados ao longo deste trabalho. O vídeo faz parte da campanha Direitos são pra valer, que visa auxiliar professores, alunos e seus familiares a reconhecerem as diferentes formas de racismo e a propor ações para superá-las. A iniciativa teve por objetivo trazer a questão ao debate público e fortalecer a implementação da Lei 10.639/2003, que instituiu a disciplina História e Cultura dos Afro-brasileiros nas escolas de Ensino Fundamental e Médio. Sugestão de uso: Entidades do movimento negro, estudantes e professores, igrejas, associações de moradores e movimentos sociais em geral.

O vídeo ficcional-educativo traz em menos de 30 minutos uma paródia sobre como o racismo e o preconceito ainda são encontrados nas salas de aula do Brasil. Invertendo a ordem da história, o vídeo utiliza a ironia para trabalhar o assunto de forma educativa. Nele, negros aparecem como classe dominante e brancos como escravizados e a mídia só apresenta modelos negros como exemplo de beleza.

Nesse episódio especial, Neto e Clara fazem um panomara da História Negra do Brasil.

Documentário da socióloga americana Jane Elliot sobre discriminação racial. Trata-se de um experimento onde pessoas de “olhos azuis” são taxadas como uma raça inferior e por conta disso passam a sentir na pela um pouco do que os negros americanos sofrem diariamente.

8 falácias lógicas difíceis de identificar

Uma falácia é o uso de raciocínio inválido ou defeituoso em um argumento.

Existem dois tipos amplos de falácias lógicas: formais e informais.

Uma falácia formal descreve uma falha na construção de um argumento dedutivo, enquanto uma falácia informal descreve um erro de raciocínio.

Nas discussões, poucas coisas são mais frustrantes do que quando você percebe que alguém está usando uma lógica ruim, mas não consegue identificar qual é o problema.

Isso raramente acontece com as falácias lógicas mais conhecidas.

Por exemplo, quando alguém em uma discussão começa a criticar a reputação da outra pessoa em vez de suas ideias, a maioria das pessoas sabe que isso é um ataque ad hominem. Ou, quando alguém compara duas coisas para sustentar seu argumento, mas não faz sentido, é uma equivalência falsa. Mas outras falácias são mais difíceis de detectar. Por exemplo, digamos que você esteja discutindo sobre política com um amigo e ele diga:

“A extrema-esquerda é louca. A extrema-direita é violenta. É por isso que as respostas certas estão no meio.”

Claro, pode ser verdade que a moderação é a resposta. Mas só porque existem dois extremos não significa que a verdade esteja necessariamente entre esses extremos. Colocando de forma mais direta: se uma pessoa diz que o céu é azul, mas outra diz que é amarelo, isso não significa que o céu é verde. Este é um argumento para a moderação, ou a falácia do meio-termo – você ouve muito isso de pessoas que estão tentando mediar conflitos.

Quando você se encontra em discussões, é valioso ser capaz de identificar e, se necessário, denunciar falácias lógicas como essa. Pode protegê-lo contra más ideias. Confira mais alguns exemplos de falácias lógicas que podem ser difíceis de detectar.

APELO À PRIVACIDADE

Quando alguém se comporta de uma maneira que afeta negativamente (ou pode afetar) os outros, mas fica chateado quando outros criticam seu comportamento, provavelmente está engajado no apelo à privacidade – ou “cuide da sua vida” – falácia.

Exemplos:

Alguém que intencionalmente come demais em um bufê à vontade apenas para obter seu “valor do dinheiro”

Um cientista que não admite sua teoria está incorreta porque seria muito doloroso ou caro

Linguagem a ser observada: “Devemos manter o curso.” “Já investi tanto…” “Sempre fizemos assim, então vamos continuar fazendo assim.”

SE-POR-UÍSQUE

Essa falácia recebeu o nome de um discurso proferido em 1952 por Noah S. “Soggy” Sweat, Jr. , um representante do estado do Mississippi , sobre se o estado deveria legalizar o álcool. O argumento de Sweat sobre a proibição foi (parafraseando):

Se por uísque você quer dizer a poção do diabo que causa tantos problemas na sociedade, então sou contra. Mas se o uísque significa o óleo da conversa, o vinho do filósofo, “ a bebida estimulante que põe a primavera no passo do velho cavalheiro em uma manhã gelada e crocante”; então eu sou certamente para ele.

Nota: se-por-whiskey realmente só se torna uma falácia quando é usado para esconder uma falta de posição ou para se esquivar de uma pergunta difícil. No discurso de Sweat, se-por-uísque era um recurso retórico eficaz usado para resumir duas perspectivas concorrentes sobre o álcool e deixar sua posição clara.

 “Se por [substantivo], você quer dizer [descritores negativos do substantivo], então é claro [declaração de falta de apoio/crença]. Se, no entanto, por [substantivo], você quer dizer [descritores positivos do substantivo], então [declaração de apoio/crença].”

INCLINAÇÃO ESCORREGADIA

Essa falácia envolve argumentar contra uma posição porque você acha que escolhê-la iniciaria uma reação em cadeia de coisas ruins, mesmo que haja poucas evidências para apoiar sua afirmação. Exemplo:

“Não podemos permitir o aborto porque assim a sociedade perderá o respeito geral pela vida e ficará mais difícil punir as pessoas por cometer atos violentos como assassinato. ”

“Não podemos legalizar o casamento gay. Se o fizermos, o que vem a seguir? Permitir que as pessoas se casem com gatos e cachorros? ”  

É claro que, às vezes, as decisões iniciam uma reação em cadeia, o que pode ser ruim. O dispositivo da ladeira escorregadia só se torna uma falácia quando não há evidências que sugiram que a reação em cadeia realmente ocorreria.

Linguagem a ser observada: “Se fizermos isso, o que vem a seguir?”

“NÃO HÁ ALTERNATIVA”

Uma modificação do falso dilema, essa falácia defende uma posição específica porque não há alternativas realistas. A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher usou essa frase exata como um slogan para defender o capitalismo, e ainda é usado hoje para o mesmo fim: Claro, o capitalismo tem seus problemas, mas vimos os horrores que ocorrem quando tentamos qualquer outra coisa, então não há alternativa.

Linguagem a ser observada: “Se eu tivesse uma varinha mágica…” “O que mais vamos fazer?!”

ARGUMENTOS AD HOC

Um argumento ad hoc não é realmente uma falácia lógica, mas é uma estratégia retórica falaciosa que é comum e muitas vezes difícil de identificar. Ocorre quando a alegação de alguém é ameaçada com contraprovas, então eles apresentam uma justificativa para descartar a contraprova, na esperança de proteger sua alegação original. Reivindicações ad hoc não são projetadas para serem generalizáveis. Em vez disso, eles são tipicamente inventados no momento.  

Alice: “É dito claramente na Bíblia que a Arca tinha 450 pés de comprimento, 75 pés de largura e 45 pés de altura.”

Bob: “Uma embarcação puramente de madeira desse tamanho não poderia ser construída; os maiores navios de madeira reais eram navios de tesouro chineses que exigiam aros de ferro para construir suas quilhas. Mesmo o Wyoming , que foi construído em 1909 e tinha suportes de ferro, teve problemas com a flexão e abertura do casco e precisava de bombeamento mecânico constante para impedir a inundação do porão.”

Alice: “É possível que Deus tenha intervindo e permitido que a Arca flutuasse, e como não sabemos o que é madeira de gopher, é possível que seja uma forma de madeira muito mais forte do que qualquer uma que venha de uma árvore moderna.”

TRABALHO DE NEVE

Essa falácia ocorre quando alguém realmente não tem um argumento forte, então eles apenas jogam um monte de fatos, números, anedotas e outras informações irrelevantes na plateia para confundir o problema, tornando mais difícil refutar a afirmação original. Exemplo:

Um porta-voz de uma empresa de tabaco que é confrontado sobre os riscos de fumar para a saúde, mas depois passa a mostrar gráfico após gráfico descrevendo muitas das outras maneiras pelas quais as pessoas desenvolvem câncer e como o câncer se metastática no corpo, etc.

Cuidado com argumentos prolixos e com muitos dados que parecem confusos por design.

FALÁCIA DE MCNAMARA

Batizada em homenagem a Robert McNamara , secretário de Defesa dos EUA de 1961 a 1968, essa falácia ocorre quando as decisões são tomadas com base apenas em métricas quantitativas ou observações, ignorando outros fatores. Ela decorre da Guerra do Vietnã, na qual McNamara procurou desenvolver uma fórmula para medir o progresso na guerra. Ele decidiu pela contagem de corpos. Mas essa fórmula “objetiva” não levava em conta outros fatores importantes, como a possibilidade de que o povo vietnamita nunca se rendesse.

Você também pode imaginar essa falácia ocorrendo em uma situação médica. Imagine que um paciente com câncer terminal tem um tumor, e um determinado procedimento ajuda a reduzir o tamanho do tumor, mas também causa muita dor. Ignorar a qualidade de vida seria um exemplo da falácia de McNamara.

Linguagem a ser observada: “Você não pode medir isso, então não é importante.”

fonte: https://bigthink.com/the-present/logical-fallacies/

O jogo das falácias

Jogo das falácias

O jogo das falácias tem como objetivo fazer com os estudantes sejam capazes de criar e reconhecer argumentos falaciosos em discussões. Ele consiste em uma série de 24 cartas, cada uma representando e trazendo informação sobre uma falácia diferente, e pode ser jogado de maneiras diferentes.

Jogo de cartas

Num grupo de até seis pessoas, cada jogador recebe aleatoriamente (como num jogo de uno ou canastra) quatro cartas de falácias. Em seguida, os jogadores viram uma carta de um segundo baralho que deve conter uma série de temas para debate. O objetivo do jogo é ficar sem nenhuma carta na mão ou o menor número possível. O jogador pode descartar uma das cartas que recebeu quando for capaz de criar uma falácia sobre o tema presente na carta da mesa. Ao final de uma rodada, um novo tema deve ser retirado.

O vencedor será aquele que conseguir largar as quatro cartas que possui ou o que tiver menos cartas quando o baralho de temas tiver acabado.

Teatro das falácias

Separe os estudantes em grupos de no mínimo três pessoas e dê a elas três cartas de falácias. Cada grupo terá que dramatizar um pequeno debate sobre um tema escolhido no qual deverá usar as falácias presentes nas cartas que receberam. É necessário que os estudantes tenham um tempo mínimo de preparação no qual devem pensar e preparar as falas da dramatização.

Mímica falaciosa

Divida a classe em alguns grupos, cada grupo com um baralho de cartas de falácias. Alternadamente, um grupo deverá fazer mímicas que representem uma falácia, enquanto outro grupo deverá tentar adivinhar de que falácia se trata. O grupo pontua quanto conseguir identificar a falácia exemplificada.

Multa da falácia

Quando alguma falácia aparecer em um debate em classe, o professor ou outros alunos podem alertar tal fato e cobrar uma “prenda” de quem a proferiu.

fonte: http://jogodasfalacias.blogspot.com/

mitologia hindu – Ganesha

Ganesha é representado como um homem baixinho, barrigudo com pele amarela, quatro braços e a cabeça de um elefante com uma única presa. Em suas quatro mãos ele carreta uma concha, um disco (chakra), uma maça e uma flor de lótus. Aparece montado em um rato.

Ganesha é o segundo filho de Shiva e Parvati.

Diz uma das versões do mito que enquanto o deus Shiva estava fora de casa, guerreando, sua esposa, Parvati, estava à sós em casa. Sozinha decidiu tomar banho e precisava de alguém que protegesse a casa enquanto isso. Sem encontrar ninguém para esse posto, ela usou seus poderes e criou sozinha um filho, Ganesha. Assim que ele apareceu, ela ordenou que vigiasse a casa, não permitindo que ninguém entrasse ali.

Pouco tempo depois, Shiva retorna à sua casa, parando na entrada, onde encontrou Ganesha. Ganesha, seguindo palavras da sua mãe, não permitiu que o deus entrasse. Shiva, muito irritado, acabou cortando a cabeça do jovem. Enquanto isso, Parvati sai do banho e, ao ver a cena, fica horrorizada e explica a situação para Shiva.

Shiva percebeu que agiu mal e decide trazer Ganesha de volta à vida, propôs colocar a cabeça da primeira criatura viva que encontrasse dormindo voltada para o norte. O deus enviou seus soldados em busca da criatura, que encontraram um elefante. Assim, o deus Shiva reviveu seu filho colocando a cabeça de elefante no lugar.

Acreditar ou saber?

Acreditar ou saber é a mesma coisa? O que me permite saber que eu sei? O que me faz acreditar no que acredito? Charlie Renard, líder de oficinas de filosofia para crianças, convida você a pensar sobre isso, porque não há idade para aprender a pensar!

Musas

  • Calíope — Musa da Eloquência
  • Clio ou Kleio — Musa da História
  • Erato — Musa da Poesia Romântica
  • Euterpe — Musa da Música
  • Melpômene — Musa da tragédia e alegria
  • Polimnia — Musa da poesia lírica
  • Terpsicore — Musa da dança
  • Talia — Musa da comédia
  • Urânia — Musa da astronomia e da astrologia

deusa Ostara

deusa Eostre ou Ostara

Dizem os mitos que Ostara tinha uma especial afeição por crianças. Onde quer que ela fosse, elas a seguiam e a deusa adorava cantar e entretê-las com sua magia.

Um dia, Ostara estava sentada em um jardim cercada com suas amadas crianças, quando um pequeno pássaro voou sobre elas e pousou na mão da deusa. Ao dizer algumas palavras mágicas, o pássaro se transformou no animal favorito de Ostara, uma lebre. Isto maravilhou as crianças. Porém, com o passar dos meses, elas repararam que a lebre não estava feliz com a transformação, porque não mais podia cantar nem voar.

As crianças pediram a Ostara que revertesse o encantamento. Ela tentou de todas as formas, mas não conseguiu desfazer o encanto. A magia já estava feita e nada poderia revertê-la. Ostara decidiu esperar o fim do inverno, pois nesta época seu poder diminuía. Talvez quando a Primavera retornasse, a deusa fosse de novo restituída de seus poderes e poderia devolver a alegria à lebre, transformando-a novamente em pássaro, nem que fosse por alguns momentos.

A lebre assim permaneceu até a chegada da Primavera. Nessa época os poderes de Ostara estavam em seu apogeu e ela pôde transformar a lebre em um pássaro novamente, mas só durante algum tempo.

Agradecido, o pássaro botou ovos em homenagem a Ostara. Em celebração à sua liberdade e às crianças, que tinham pedido a Ostara que lhe concedesse sua forma original, o pássaro logo se transformou em lebre novamente, pintou os ovos e os distribuiu pelo mundo.

Para lembrar às pessoas de seu ato tolo de interferir no livre-arbítrio de alguém, Ostara entalhou a figura de uma lebre na lua que pode ser vista até hoje por nós.

Ostara assumiu vários nomes diferentes em culturas diferentes como Eostra, Eostrae, Eastre, Estre e Austra. É considerada a deusa da Fertilidade plena e da luz crescente da Primavera.

Seus símbolos são a lebre ou o coelho e os ovos, todos representando a fertilidade e o início de uma nova vida.

Malala Yousafzai 

Você conhece a Malala?

Em 2012, a paquistanesa Malala Yousafzai foi baleada na cabeça pelo Talibã, sobreviveu e se tornou  um símbolo da luta pela defesa das mulheres à educação. 

Malala começou a ganhar notoriedade e ser perseguida em seu país pelo grupo fundamentalista quando tinha entre 11 e 12 anos, por escrever um blog para a emissora britânica “BBC” sobre seu cotidiano na cidade em que morava.

No dia 9 de outubro de 2012, na época com 15 anos, a jovem voltava para casa em um ônibus escolar quando um homem disparou três tiros contra ela, um deles atingindo sua cabeça. Malala chegou a ficar em estado crítico, mas conseguiu se salvar e desde então é uma ativista pelos direitos das mulheres.

Em 2014, aos 17 anos, Malala, que hoje vive no Reino Unido, venceu o Prêmio Nobel da Paz por causa de sua “luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação” e se tornou a pessoa mais nova a receber a honraria.

Matéria sobre o acidente de Malala

Oslo / Dubai – 10 OCT 2014 – 09:57 BRT

A paquistanesa Malala Yousafzai, jovem baleada na cabeça por militantes do Talibã em 2012 por defender a escolarização das mulheres, e o ativista indiano Kailash Satyarthi foram agraciados com o prêmio Nobel da Paz de 2014 “por sua luta contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito a todas as crianças à educação”, segundo anunciou o Comitê Nobel norueguês, nesta sexta-feira.

“Crianças devem ir à escola e não ser explorados financeiramente”, defendeu o Comitê, destacando que “nos países pobres, cerca de 60% da atual população tem menos de 25 anos”. Ao realizar o anúncio, Thorbjon Jagland, presidente do Comitê Nobel norueguês, afirmou que foi considerado “um ponto importante o fato de um hindu e uma muçulmana – um indiano e uma paquistanesa – se unirem na luta comum pela educação e contra o extremismo”. A comissão ressaltou ainda que, graças à luta de outras pessoas e instituições, hoje há menos 78 milhões de crianças trabalhando no mundo do que em 2000, apesar de 168 milhões ainda o fazerem. Em seguida, o Comitê Nobel norueguês insistiu que “a luta contra a opressão e pelos direitos de crianças e adolescentes contribui para a realização da ‘fraternidade entre nações’ que Alfred Nobel menciona em seu testamento como um dos critérios para o Nobel da Paz”.

O Comitê destacou que Satyarthi, “mostrando grande valor pessoal” e seguindo a tradição de Gandhi, “liderou várias formas de protesto e manifestação, todas pacíficas, concentrando-se na grave exploração de crianças para obtenção de benefícios financeiros”. O ativista também “contribuiu para o desenvolvimento de importantes convenções internacionais sobre os direitos da criança”. Kailash Satyarthi, engenheiro informático indiano que abandonou os computadores há 28 anos para denunciar multinacionais que exploram crianças de 5 a 12 anos em seu país, encabeça a organização Global March, que libertou da escravidão empresarial cerca de 80.000 crianças em mais de 160 países.

Já Malala, “apesar da pouca idade”, vem lutando há anos “pelo direito das meninas à educação e mostrou com seu exemplo que crianças e jovens também podem contribuir para melhorar suas próprias situações”. O Comitê Nobel ressaltou ainda que “ela o fez sob as circunstâncias mais perigosas”. “Mediante sua luta heroica, ela se tornou uma destacada porta-voz dos direitos das meninas à educação”, acrescentou o júri.

Malala, que acaba de fazer 17 anos, ficou famosa quando o Exército paquistanês expulsou o Talibã do Vale do Swat, em 2009. Foi quando se descobriu que ela era a autora de um diário no qual contava como era a vida sob o controle dos extremistas e que era publicado no site da BBC Urdu. Desde seus 11 anos, sob o pseudônimo de Gul Makai, Malala vinha relatando com bastante franqueza como as restrições iam aumentando até todas as escolas para meninas serem finalmente fechadas.

“O Talibã emitiu uma lei que proíbe todas as meninas de ir à escola”, escreveu ela, em uma das postagens no site. “[Hoje] só 11 das 27 alunas assistiram à aula. (…) Três amigas minhas foram embora para Peshawar, Lahore e Rawalpindi com suas famílias depois da lei”. A angústia das meninas se revela quando ela relata que uma colega lhe perguntou: “Pelo amor de Deus, diga a verdade, os talibãs vão atacar nossa escola?”.

Não era um medo irracional. Um relatório publicado pelo Exército na época afirmava que os militantes tinham decapitado 13 crianças, destruído 170 escolas e colocado bombas em outras cinco. Quando os militares puseram fim à tirania dos talibãs em Swat, Malala utilizou sua fama repentina para promover o direito à educação, com ênfase especial às meninas. Seu ativismo, dando palestras em escolas de todo o país, foi reconhecido pelo Governo, mas não caiu bem entre os extremistas, que, após tê-la ameaçado em várias ocasiões, tentaram assassiná-la em 9 de outubro de 2012.

Nem essa experiência traumática afastou Malala de seu objetivo. Foi acolhida no Reino Unido com sua família e, uma vez recuperada, continuou promovendo o direito à educação das meninas. Há poucas semanas lançou internacionalmente uma versão infantil de seu livro Eu Sou Malala (Companhia das Letras, 2013). Sua atitude lhe rendeu reconhecimento internacional. No ano passado, recebeu o prêmio Sajarov da União Europeia e foi nomeada para o Nobel da Paz. Também foi convidada a fazer um discurso diante da Assembleia Geral da ONU, que declarou o dia de seu aniversário, 12 de junho, como o Dia de Malala.

Apesar disso, Malala não incomoda só ao Talibã, com sua visão estreita e seu temor de que a educação afaste as pessoas de seus postulados. As escolas particulares do Paquistão proibiram seu livro. Os responsáveis pela decisão argumentaram que ela não é suficientemente respeitosa com o Islã, porque quando menciona o nome do profeta Maomé não acrescenta a seguir a expressão “que a paz esteja com Ele”, como é comum entre os muçulmanos piedosos. Um mero pretexto que esconde do temor à represálias dos extremistas a simples ciúme, passando pela ausência de uma verdadeira vontade política para mudar um país paralisado pela pobreza e pela degeneração social.

O Nobel da Paz é o único que se outorga e se entrega fora de Estocolmo por decisão do criador dos prêmios, o magnata sueco Alfred Nobel, já que na época a Noruega fazia parte do Reino da Suécia. No ano passado, 259 personalidades e instituições foram nomeados para o prêmio, que acabou sendo dado à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês), por seus esforços para eliminar esse tipo de arsenal.

A edição deste ano recebeu um número recorde de candidatos, 278, mas a lista de indicações enviadas por professores universitários de Direito e Ciências Políticas, parlamentares e antigos premiados de todo o mundo só será tornada pública dentro de 50 anos. Sabe-se que entre os nomeados estão, por exemplo, as Mães da Praça de Maio, da Argentina. Entre os favoritos nas casas de apostas estavam o papa Francisco, o médico congolês Denis Mukwege e o ex-analista da CIA Edward Snowden, segundo a agência EFE.

https://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/10/internacional/1412931102_118892.html

Diário de uma estudante paquistanesa
Escolas particulares no conturbado distrito de Swat, no noroeste do Paquistão, foram condenadas a fechar em um decreto do Taleban que proíbe a educação de meninas. Militantes que buscam impor sua interpretação austera da lei Sharia destruíram cerca de 150 escolas no ano passado. Mais cinco foram explodidos apesar de uma promessa do governo de salvaguardar a educação, foi relatado na segunda-feira. Aqui, uma estudante da sétima série do Swat narra como a proibição afetou ela e seus colegas de classe. O diário apareceu pela primeira vez na BBC Urdu online.

QUINTA-FEIRA, 15 DE JANEIRO: NOITE REPLETA DE FOGO DE ARTILHARIA
Escola em Swat supostamente destruída pelo Talibã
A noite estava cheia de barulho de fogo de artilharia e acordei três vezes. Mas, como não havia escola, levantei-me mais tarde, às 10 horas. Depois, meu amigo veio e discutimos nosso dever de casa.Os talibãs atacaram repetidamente escolas no Swat.
Hoje é 15 de janeiro, o último dia antes do decreto do Taleban entrar em vigor, e meu amigo estava discutindo sobre o dever de casa como se nada fora do comum tivesse acontecido.
Hoje, também li o diário escrito para a BBC (em urdu) e publicado no jornal. Minha mãe gostou do meu pseudônimo ‘Gul Makai’ e disse ao meu pai ‘por que não mudar o nome dela para Gul Makai?’ Eu também gosto do nome porque meu nome verdadeiro significa ‘aflito’.
Meu pai disse que alguns dias atrás alguém trouxe a impressão deste diário dizendo como era maravilhoso. Meu pai disse que sorriu, mas não podia nem dizer que foi escrito por sua filha.

QUARTA-FEIRA, 14 DE JANEIRO: POSSO NÃO IR À ESCOLA NOVAMENTE
Mapa mostrando o vale do Swat
Eu estava de mau humor enquanto ia para a escola porque as férias de inverno começam a partir de amanhã. O diretor anunciou as férias, mas não mencionou a data de reabertura da escola. Esta foi a primeira vez que isso aconteceu. No passado, a data de reabertura era sempre anunciada de forma clara. O diretor não nos informou sobre o motivo de não anunciar a reabertura da escola, mas meu palpite era que o Talibã havia anunciado a proibição da educação de meninas a partir de 15 de janeiro.
Desta vez, as meninas não estavam muito empolgadas com as férias porque sabiam que se o Talibã implementasse seu decreto, elas não poderiam voltar à escola. Algumas meninas estavam otimistas de que as escolas reabririam em fevereiro, mas outras disseram que seus pais decidiram mudar de Swat e ir para outras cidades por causa de sua educação. Como hoje era o último dia de nossa escola, decidimos brincar um pouco mais no parquinho. Sou da opinião de que a escola um dia reabrirá, mas ao sair olhei para o prédio como se não voltasse aqui novamente.

SEXTA-FEIRA, 9 DE JANEIRO: A MAULANA VAI DE LICENÇA?
Hoje na escola contei aos meus amigos sobre a minha viagem a Bunair. Eles disseram que estavam cansados ​​de ouvir a história de Bunair. Discutimos os rumores sobre a morte de Maulana Shah Dauran, que costumava fazer discursos na rádio FM. Foi ele quem anunciou a proibição de meninas frequentarem a escola.
Algumas garotas disseram que ele estava morto, mas outras discordaram. Os rumores de sua morte estão circulando porque ele não fez um discurso na noite anterior na rádio FM. Uma garota disse que ele estava de licença.
Como não havia aula na sexta-feira, joguei a tarde inteira. Liguei a TV à noite e ouvi sobre as explosões em Lahore. Eu disse a mim mesmo ‘por que essas explosões continuam acontecendo no Paquistão?’

QUARTA-FEIRA, 7 DE JANEIRO: SEM DEMISSÃO OU MEDO
Eu vim para Bunair para passar o Muharram (um feriado muçulmano) de férias. Eu adoro Bunair por causa de suas montanhas e campos verdejantes. Meu Swat também é muito bonito, mas não há paz. Mas em Bunair há paz e tranquilidade. Nem há qualquer disparo nem qualquer medo. Todos nós estamos muito felizes.
Hoje fomos ao mausoléu de Pir Baba e tinha muita gente lá. As pessoas estão aqui para orar enquanto estamos aqui para uma excursão. Há lojas que vendem pulseiras, brincos, medalhões e outras joias artificiais. Pensei em comprar alguma coisa, mas nada me impressionou – minha mãe comprou brincos e pulseiras.
Soldado com supostos militantes no Swat
SEGUNDA-FEIRA, 5 DE JANEIRO: NÃO USE VESTIDOS COLORIDOS
Eu estava me preparando para a escola e prestes a usar meu uniforme quando me lembrei que nosso diretor nos disse para não usarmos uniformes – e irmos para a escola vestindo roupas normais. Então decidi usar meu vestido rosa favorito. Outras meninas da escola também usavam vestidos coloridos e a escola apresentava um visual caseiro.
Swat tem sido um centro de atividade militante.
Meu amigo veio até mim e disse: ‘pelo amor de Deus, me responda honestamente, nossa escola vai ser atacada pelo Talibã?’ Durante a assembleia da manhã, nos disseram para não usarmos roupas coloridas, pois o Talibã se oporia a isso.
Voltei da escola e tive aulas depois do almoço. À noite, liguei a TV e ouvi que o toque de recolher de Shakardra havia sido suspenso após 15 dias. Fiquei feliz em ouvir isso porque nossa professora de inglês morava na área e ela pode estar vindo para a escola agora.

DOMINGO 4 DE JANEIRO: TENHO QUE IR À ESCOLA
Hoje é feriado e acordei tarde, por volta das 10h. Ouvi meu pai falando sobre outros três corpos deitados em Green Chowk (cruzamento). Eu me senti mal ao ouvir essa notícia. Antes do início da operação militar, todos íamos a Marghazar, Fiza Ghat e Kanju para piqueniques aos domingos. Mas agora a situação é tal que não saímos para um piquenique há mais de um ano e meio.
Também costumávamos dar um passeio depois do jantar, mas agora estamos de volta em casa antes do pôr do sol. Hoje fiz algumas tarefas domésticas, minha lição de casa e brinquei com meu irmão. Mas meu coração estava batendo rápido – porque eu tenho que ir para a escola amanhã.

SÁBADO, 3 DE JANEIRO: ESTOU COM MEDO
Ontem tive um sonho terrível com helicópteros militares e o Talibã. Tenho tido esses sonhos desde o lançamento da operação militar no Swat. Minha mãe me preparou o café da manhã e eu fui para a escola. Eu estava com medo de ir à escola porque o Taleban emitiu um decreto proibindo todas as meninas de frequentar as escolas.
Apenas 11 alunos participaram da aula de 27. O número diminuiu por causa do decreto do Taleban. Meus três amigos se mudaram para Peshawar, Lahore e Rawalpindi com suas famílias após este decreto.
No caminho da escola para casa, ouvi um homem dizendo ‘vou matar você’. Apressei o passo e depois de um tempo olhei para trás se o homem ainda vinha atrás de mim. Mas, para meu grande alívio, ele estava falando no celular e devia estar ameaçando outra pessoa pelo telefone.
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/10/141010_diario_malala_rb

Semana da mulher

A mulher e suas lutas ao longo da história humana. 

Dia 8 de março – dia internacional das mulheres .

Todo mundo já se acostumou a ver mulheres nos esportes, desenvolvendo trabalhos com criatividade e inteligência no trabalho, nas ciências e na política. Mas nem sempre as mulheres puderam participar da sociedade.

Durante muitos séculos a mulher era considerada como propriedade do homem. As mulheres não podiam ir para a escola, não podiam trabalhar fora, não podiam escolher os políticos pelo voto, não podiam escolher seu marido ou se separar, caso o marido fosse agressivo, ou seja, as mulheres não tinham quase nenhum direito. 

É por esse motivo que hoje quase não ouvimos falar de cientistas ou descobridoras de antigamente. Poucas mulheres tinham chance de estudar ou mesmo de aprender a ler.

Com o tempo, aconteceram várias transformações no mundo. Uma das maiores mudanças ocorreu no século 19, depois da invenção das máquinas a vapor. Começaram a surgir muitas fábricas e o trabalho escravo foi substituído pelo assalariado.

As fábricas exigiam muita mão de obra, mas eram lugares muito perigosos e pagavam muito mal, as mulheres que eram contratadas como operárias recebiam um salário menor do que os dos homens, mesmo quando faziam as mesmas coisas. 

Um dia para lembrar.

A situação era tão humilhante que no dia 8 de março de 1857, em Nova York, Estados Unidos, um grupo de operárias parou de trabalhar e fez uma manifestação numa grande fábrica de tecidos. Elas pediam a diminuição do horário de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença maternidade. A polícia tentou acabar com o movimento usando violência e começou um grande incêndio.

Nesse dia, 129 operárias morreram. 

O acidente causou uma grande união de todos os operários dos Estados Unidos, que pressionaram o governo, que acabou criando regras e leis que garantiam direitos mais justos para as mulheres. 

Essas foram as primeiras lutas das feministas contra a discriminação, elas passaram a buscar igualdade e respeito também em outras áreas, se uniram e conseguiram muitos avanços. 

Para homenagear essas heroínas do passado e promover uma reflexão sobre as desigualdades que as mulheres ainda enfrentam na sociedade, foi criado, em 1975, o Dia Internacional da Mulher.

Hoje, as mulheres vão ao trabalho, sustentam sua família, dividem as responsabilidades da casa e se candidatam a cargos políticos. Mas a discriminação continua.

O trabalho doméstico ainda é desvalorizado e quase sempre é deixado só por conta das mulheres. Além disso, ainda hoje, os salários são mais baixos e até os prêmios em dinheiro de alguns esportes são menores para elas. Sem falar que, para competir, muitas mulheres atletas têm de vencer, antes o preconceito da família.

O Dia Internacional da Mulher é uma data importante para fazer todo mundo pensar em justiça e igualdade.

Atividades:

1) Pesquise o significado da palavra discriminação e escreva com suas palavras, nos comentários do blog, uma pequena reflexão relacionando este conceito com o dia internacional das mulheres.

2) Assista à série Mulheres Fantásticas, pós assistir aos curtas, escreva nos comentários do blog, um pequeno texto dizendo qual dessas mulheres mais te impressionou.

Dandara foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil. Após ser presa, cometeu suicídio se jogando de uma pedreira ao abismo para não retornar à condição de escrava. Foi esposa de Zumbi dos Palmares e com ele teve três filhos.

Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, atualmente conhecida como Ada Lovelace, foi uma matemática e escritora inglesa. Hoje é reconhecida principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage.

Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara, foi uma cantora e compositora brasileira. Conhecida como Rainha do Samba e Grande Dama do Samba ela foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano.

Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, foi uma atriz e inventora austríaca radicada nos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra Mundial criou um sistema de comunicações para as Forças Armadas do EUA que serviria de base para a criação do Wi-fi e da telefonia celular.

Yusra Mardini é uma nadadora síria residente em Berlim, Alemanha, participante do time de Atletas Olímpicos Refugiados sob a bandeira olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. Quando criança, Yusra sonhava que era uma sereia e que nadava mais rápido que todas a meninas com quem treinava. Sua irmã mais velha também treinava, mas era Yusra quem conseguia os melhores resultados, segundo a irmã porque “Yusra havia nascido para nadar”. Mas a guerra bateu à porta da família Mardini, as explosões se tornaram trilha sonora ininterrupta, até o dia em que uma bomba caiu na piscina que as meninas treinavam, depois outras explodiram na casa onde moravam e a fuga se tornou inevitável. Os Mardini deixaram a Síria rumo a Turquia, mas como o país da antiga Constantinopla, hoje governado por Reseep Erdogan, repele fortemente os refugiados, o caminho era embarcar num bote e fazer a travessia até a Grécia. Em um pequeno bote onde deveriam entrar apenas 6 pessoas, embarcaram 20 na única chance de salvação da família Mardini e que é a mesma realidade de inúmeras pessoas neste exato momento em algum lugar do mundo. No meio da viagem, o motor do bote falhou e não voltou a funcionar. Talvez pelo excesso de peso ou até pela falta de manutenção, mas o que realmente importa é que um bote estava a deriva em alto mar com 20 pessoas a bordo. Poderia ser mais uma história com desfecho trágico e dezenas de mortos, como várias outras que acontecem aos montes nessa crise imigratória sem precedentes em que o mundo tem conflitos por ódio e intolerância que excluem africanos, ciganos, sírios e tantos outros que são deixados a deriva no mundo, expulsos e sem ter como se defender. Poderia, mas dentro daquele bote estava Yusra Mardini, a menina sereia que pulou na água e junto de sua irmã puxou o bote a nado durante 3 horas e meia até chegarem a ilha de Lesbos, na Grécia.

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón foi uma pintora mexicana que criou muitos retratos, autorretratos e obras inspiradas na natureza e nos artefatos do México.

Maria Quitéria de Jesus foi a primeira mulher a fazer parte do Exército Brasileiro. Considerada a heroína da Independência, a baiana fingiu ser homem para poder entrar nas Forças Armadas.

Maria Anna Walburga Ignatia Mozart, apelidada de Nannerl, foi uma musicista na Europa do século XVIII. Ela era a irmã mais velha de Wolfgang Amadeus Mozart.

Maria Sibylla Merian foi uma naturalista e ilustradora científica alemã que estudou plantas e insetos e fez pinturas detalhadas sobre eles.

Carolina Maria de Jesus foi uma escritora, compositora e poetisa brasileira, conhecida por seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” publicado em 1960. Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.

Wangari Muta Maathai foi uma professora e ativista política do meio-ambiente do Quênia. Foi a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz. Maathai fundou o Green Belt Movement, uma organização não governamental ambiental concentrado em plantação das árvores, conservação ambiental, e direitos das mulheres.

Marietta Baderna Giannini ou Maria Baderna foi uma bailarina italiana. Radicada no Brasil em 1849, suas apresentações tornaram-se populares no Rio de Janeiro; seu nome entrou para o vocabulário do português brasileiro como sinônimo de confusão.

Em 1928, Amelia foi a primeira mulher a atravessar o Atlântico de avião, como passageira, junto ao piloto Wilmer “Bill” Stultz e o copiloto Louis E. “Slim” Gordon. Após 21 horas de voo, quando aterrissaram no País de Gales, em 17 de junho, Earhart se tornou uma sensação da mídia.

June Dalziel Almeida foi uma virologista escocesa que, com pouca educação formal, tornou-se doutora em ciências e pioneira em imagens, identificação e diagnóstico de vírus. Ela descobriu o primeiro coronavírus humano.