vício

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Os vícios estão em todos os lugares, e não se trata só de drogas, mas também da influencia direta do mercado em nossas vidas.

Somos estimulados aos prazeres fortuitos, e nos viciamos porque somos infelizes. O Mercado vende prazeres, satisfações, fés, ele nos estimula a compulsão porque é economicamente mais rentável ter uma massa de pessoas viciadas-consumidoras. Comemos desregradamente, sexualiza-se qualquer coisa, competimos por status, poder, dinheiro. Inflamamos nossa raiva e cedemos as ideologias de ódio, trabalhamos cada vez mais para comprar nosso conforto, acumulamos a matéria para um futuro utópico e no fim, alimentamos ainda mais nossas fraquezas e o Mercado que não está interessado em nosso bem estar e saúde, mas sim em vender.

Vícios discretos que nos correm cotidianamente.

(Vídeo: Canal “Kurzgesagt – In a Nutshell”)

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reflexão sobre a humanização no trato com as drogas

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RATOLÂNDIA: QUADRINHO DE STUART MCMILLEN , INSPIRADA EM ESTUDO COM RATOS MOSTRA QUE PROBLEMA É A JAULA, NÃO AS DROGAS
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As leis que temos hoje proibindo as drogas foram em grande parte inspiradas por pesquisas científicas realizadas nos Estados Unidos na década de 1960 com ratinhos presos em gaiolas. Cada ratinho ficava trancado sozinho em uma jaula pequena, com um canudo preso a uma veia. A cada vez que o bicho puxava uma alavanca, uma dose de morfina, heroína ou cocaína era despejada em sua corrente sanguínea. Os resultados eram assustadores: a maioria dos animais se afundava nas drogas. Alguns passavam o dia inteiro puxando as alavancas e ficavam tão viciados que se esqueciam de comer e beber e acabavam morrendo de fome. Conclusão: drogas são substâncias mortíferas, que causam dependência severa e matam.

Bom, se ratinhos saudáveis transformam-se em zumbis com uma dose, o mesmo deve acontecer com humanos, certo? Melhor então proibir tudo e punir severamente os infratores, para evitar que meninos e meninas tenham o mesmo destino desses pobres roedores. É essa a lógica da política de Guerra às Drogas.

Aí, no final dos anos 70, um psicólogo canadense chamado Bruce Alexander teve uma ideia. Ele resolveu repetir o experimento, mas, em vez de trancar as cobaias numa solitária, construiu um parque de diversões para os bichinhos – o Rat Park. Tratava-se de uma área grande, 200 vezes maior do que uma jaula, cheia de brinquedos, túneis, perfumes, cores e, o mais importante, habitada por 16 ratinhos albinos. Ratos brancos, como humanos, são seres sociais – adoram brincar uns com os outros. Eles são muito mais felizes em grupo. Outros 16 ratinhos tiveram sorte pior – foram trancados nas jaulas tradicionais, sem companhia nem distração. Ambos os grupos tinham acesso livre a dois bebedores – um jorrando água e o outro, morfina.

Os ratos engaiolados fizeram o que se esperava deles: drogaram-se até morrer. Mas os do Rat Park não. A maioria deles ignorou a morfina. Podendo escolher entre morfina e água, os ratinhos do parque no geral preferiam água. Mesmo quando os ratos do Rat Park eram forçados a consumir morfina até virarem dependentes, eles tendiam a largar o hábito assim que podiam. O consumo da droga entre eles foi 19 vezes menor do que entre os ratinhos enjaulados.

Ou seja, o problema não é a droga: é a jaula. O que é irônico considerando que nossa política de drogas tem como premissa justamente enjaular na cadeia os dependentes.

fonte!

Saiba notícias sobre como é o tratamento que os dependentes químicos do estado de São Paulo recebem do Estado no site do  Coletivo Desentorpecendo A Razão.

Saiba informações do Programa “de Braços Abertos” da prefeitura de São Paulo para reabilitação e humanização dos dependentes. (áudio)