Semana da mulher

A mulher e suas lutas ao longo da história humana. 

Dia 8 de março – dia internacional das mulheres .

Todo mundo já se acostumou a ver mulheres nos esportes, desenvolvendo trabalhos com criatividade e inteligência no trabalho, nas ciências e na política. Mas nem sempre as mulheres puderam participar da sociedade.

Durante muitos séculos a mulher era considerada como propriedade do homem. As mulheres não podiam ir para a escola, não podiam trabalhar fora, não podiam escolher os políticos pelo voto, não podiam escolher seu marido ou se separar, caso o marido fosse agressivo, ou seja, as mulheres não tinham quase nenhum direito. 

É por esse motivo que hoje quase não ouvimos falar de cientistas ou descobridoras de antigamente. Poucas mulheres tinham chance de estudar ou mesmo de aprender a ler.

Com o tempo, aconteceram várias transformações no mundo. Uma das maiores mudanças ocorreu no século 19, depois da invenção das máquinas a vapor. Começaram a surgir muitas fábricas e o trabalho escravo foi substituído pelo assalariado.

As fábricas exigiam muita mão de obra, mas eram lugares muito perigosos e pagavam muito mal, as mulheres que eram contratadas como operárias recebiam um salário menor do que os dos homens, mesmo quando faziam as mesmas coisas. 

Um dia para lembrar.

A situação era tão humilhante que no dia 8 de março de 1857, em Nova York, Estados Unidos, um grupo de operárias parou de trabalhar e fez uma manifestação numa grande fábrica de tecidos. Elas pediam a diminuição do horário de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença maternidade. A polícia tentou acabar com o movimento usando violência e começou um grande incêndio.

Nesse dia, 129 operárias morreram. 

O acidente causou uma grande união de todos os operários dos Estados Unidos, que pressionaram o governo, que acabou criando regras e leis que garantiam direitos mais justos para as mulheres. 

Essas foram as primeiras lutas das feministas contra a discriminação, elas passaram a buscar igualdade e respeito também em outras áreas, se uniram e conseguiram muitos avanços. 

Para homenagear essas heroínas do passado e promover uma reflexão sobre as desigualdades que as mulheres ainda enfrentam na sociedade, foi criado, em 1975, o Dia Internacional da Mulher.

Hoje, as mulheres vão ao trabalho, sustentam sua família, dividem as responsabilidades da casa e se candidatam a cargos políticos. Mas a discriminação continua.

O trabalho doméstico ainda é desvalorizado e quase sempre é deixado só por conta das mulheres. Além disso, ainda hoje, os salários são mais baixos e até os prêmios em dinheiro de alguns esportes são menores para elas. Sem falar que, para competir, muitas mulheres atletas têm de vencer, antes o preconceito da família.

O Dia Internacional da Mulher é uma data importante para fazer todo mundo pensar em justiça e igualdade.

Atividades:

1) Pesquise o significado da palavra discriminação e escreva com suas palavras, nos comentários do blog, uma pequena reflexão relacionando este conceito com o dia internacional das mulheres.

2) Assista à série Mulheres Fantásticas, pós assistir aos curtas, escreva nos comentários do blog, um pequeno texto dizendo qual dessas mulheres mais te impressionou.

Dandara foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil. Após ser presa, cometeu suicídio se jogando de uma pedreira ao abismo para não retornar à condição de escrava. Foi esposa de Zumbi dos Palmares e com ele teve três filhos.

Augusta Ada Byron King, Condessa de Lovelace, atualmente conhecida como Ada Lovelace, foi uma matemática e escritora inglesa. Hoje é reconhecida principalmente por ter escrito o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina, a máquina analítica de Charles Babbage.

Yvonne Lara da Costa, mais conhecida como Dona Ivone Lara, foi uma cantora e compositora brasileira. Conhecida como Rainha do Samba e Grande Dama do Samba ela foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo e a fazer parte da ala de compositores de uma escola, a Império Serrano.

Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler, foi uma atriz e inventora austríaca radicada nos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra Mundial criou um sistema de comunicações para as Forças Armadas do EUA que serviria de base para a criação do Wi-fi e da telefonia celular.

Yusra Mardini é uma nadadora síria residente em Berlim, Alemanha, participante do time de Atletas Olímpicos Refugiados sob a bandeira olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 no Rio de Janeiro. Quando criança, Yusra sonhava que era uma sereia e que nadava mais rápido que todas a meninas com quem treinava. Sua irmã mais velha também treinava, mas era Yusra quem conseguia os melhores resultados, segundo a irmã porque “Yusra havia nascido para nadar”. Mas a guerra bateu à porta da família Mardini, as explosões se tornaram trilha sonora ininterrupta, até o dia em que uma bomba caiu na piscina que as meninas treinavam, depois outras explodiram na casa onde moravam e a fuga se tornou inevitável. Os Mardini deixaram a Síria rumo a Turquia, mas como o país da antiga Constantinopla, hoje governado por Reseep Erdogan, repele fortemente os refugiados, o caminho era embarcar num bote e fazer a travessia até a Grécia. Em um pequeno bote onde deveriam entrar apenas 6 pessoas, embarcaram 20 na única chance de salvação da família Mardini e que é a mesma realidade de inúmeras pessoas neste exato momento em algum lugar do mundo. No meio da viagem, o motor do bote falhou e não voltou a funcionar. Talvez pelo excesso de peso ou até pela falta de manutenção, mas o que realmente importa é que um bote estava a deriva em alto mar com 20 pessoas a bordo. Poderia ser mais uma história com desfecho trágico e dezenas de mortos, como várias outras que acontecem aos montes nessa crise imigratória sem precedentes em que o mundo tem conflitos por ódio e intolerância que excluem africanos, ciganos, sírios e tantos outros que são deixados a deriva no mundo, expulsos e sem ter como se defender. Poderia, mas dentro daquele bote estava Yusra Mardini, a menina sereia que pulou na água e junto de sua irmã puxou o bote a nado durante 3 horas e meia até chegarem a ilha de Lesbos, na Grécia.

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón foi uma pintora mexicana que criou muitos retratos, autorretratos e obras inspiradas na natureza e nos artefatos do México.

Maria Quitéria de Jesus foi a primeira mulher a fazer parte do Exército Brasileiro. Considerada a heroína da Independência, a baiana fingiu ser homem para poder entrar nas Forças Armadas.

Maria Anna Walburga Ignatia Mozart, apelidada de Nannerl, foi uma musicista na Europa do século XVIII. Ela era a irmã mais velha de Wolfgang Amadeus Mozart.

Maria Sibylla Merian foi uma naturalista e ilustradora científica alemã que estudou plantas e insetos e fez pinturas detalhadas sobre eles.

Carolina Maria de Jesus foi uma escritora, compositora e poetisa brasileira, conhecida por seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” publicado em 1960. Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil e é considerada uma das mais importantes escritoras do país.

Wangari Muta Maathai foi uma professora e ativista política do meio-ambiente do Quênia. Foi a primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz. Maathai fundou o Green Belt Movement, uma organização não governamental ambiental concentrado em plantação das árvores, conservação ambiental, e direitos das mulheres.

Marietta Baderna Giannini ou Maria Baderna foi uma bailarina italiana. Radicada no Brasil em 1849, suas apresentações tornaram-se populares no Rio de Janeiro; seu nome entrou para o vocabulário do português brasileiro como sinônimo de confusão.

Em 1928, Amelia foi a primeira mulher a atravessar o Atlântico de avião, como passageira, junto ao piloto Wilmer “Bill” Stultz e o copiloto Louis E. “Slim” Gordon. Após 21 horas de voo, quando aterrissaram no País de Gales, em 17 de junho, Earhart se tornou uma sensação da mídia.

June Dalziel Almeida foi uma virologista escocesa que, com pouca educação formal, tornou-se doutora em ciências e pioneira em imagens, identificação e diagnóstico de vírus. Ela descobriu o primeiro coronavírus humano.

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