Uma mulher está em uma festa se divertindo, tranquila. O homem se aproxima e, sem mais nem menos, tenta beijá-la. A mulher recusa, e então o beijo é forçado. Tentando se livrar, ela acaba sendo xingada, humilhada com risos e piadas.

Essa situação lamentável acontece o tempo todo, mas isso não é normal. Se é forçado, o ato é considerado uma violência contra a mulher.

Se uma pessoa recebe críticas constantes, é exposta a situações humilhantes e constrangedoras, sofre comentários que baixam a autoestima, é vítima de boatos, ironias e piadas e isso vem acontecendo frequentemente, ela pode estar sendo vítima de assédio moral.

Na maioria das vezes é a mulher quem sofre este tipo de violência, seja no ambiente de trabalho ou em casa, pelo companheiro. O assédio moral causa danos psicológicos graves e afeta negativamente a saúde da mulher. Ser intimidada, humilhada ou exposta a qualquer situação desagradável não é legal nem normal. Procure seus direitos, proteja-se!

As pesquisas comprovam: as mulheres se sentem desconfortáveis com cantadas na rua. A maioria evita o trajeto por onde vai passar e repensa nas roupas que vai usar para evitar essas situações. Mesmo quando o adjetivo não parece agressivo, a atitude de constranger mulheres, é. As mulheres sentem medo.

Sentir medo não é normal. Normal é ser respeitada. Por isso, mulheres, não se sintam culpadas. Homens, por favor: Vamos acabar com isso?

Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Avon e divulgada no início deste mês pelo Instituto Data Popular, realizada com 2.046 jovens, revelou que o Brasil ainda é um país com juventude machista. 48% acham errado a mulher sair sozinha sem o namorado, marido ou “ficante”. A grande maioria dos entrevistados, 96%, reconhece o machismo, ao mesmo tempo em que reforça a desigualdade entre homens e mulheres, com comportamentos e crenças como esta. Nos relacionamentos amorosos, a pesquisa também revelou que as meninas são constantemente repreendidas, controladas e xingadas. Isso acontece cada vez mais cedo: os entrevistados tinham entre 16 e 24 anos.

A pornografia de vingança – ou, em inglês, “revenge porn” – é a exposição na Internet da intimidade do parceiro, como forma de vingança pelo namoro que acabou, ou simplesmente para expor uma pessoa ao constrangimento público. Na maioria das vezes, claro, as vítimas são mulheres.

De todas as mudanças provocadas pela era da Internet e pela evolução das novas tecnologias, a perda da privacidade talvez seja a pior delas. Mas você pode pensar: por que tirou as fotos? Por que se deixou filmar? A questão não é esta. Basta se colocar no lugar de vítima para perceber que crime é explorar a intimidade de uma pessoa sem o seu consentimento.

Quem sofre a pornografia de vingança pode ter danos irreparáveis, incluindo, em alguns casos, o suicídio. Todo relacionamento é pautado pela confiança, e um ato de confiança não deve se tornar objeto de vingança pessoal, degradação da honra, difamação. Também não cabe a nós julgar. Pode acontecer com você ou com alguém que você ama. Criminoso é quem comete o crime.

A paquera no Carnaval não precisa envolver violência (seja física ou moral). Passar a mão na garota para chamar sua atenção, por exemplo, não vai colaborar para que ela goste de você. Puxar o cabelo também é um ato violento, e provavelmente vai estragar o momento da festa para ela. A mulher se sente constrangida, e isso não é normal. Ninguém merece ter a diversão interrompida por um ato desrespeitoso.

“Filha minha não sai de casa vestida assim”. Este é um exemplo do machismo que acontece dentro de casa. É comum culpar a mulher pelas agressões que ela pode vir a sofrer na rua, mas cada um pode usar a roupa que gosta, sem precisar da opinião de quem quer que seja.

A mulher não pode ser julgada, muito menos agredida com ‘passada de mão’ e ofensas verbais por causa de um vestido curto ou uma blusa decotada. Vestir-se como bem entender é um direito das mulheres, fundamental em qualquer sociedade. Um direito à liberdade.

Considerando o tempo em que vivemos, parece absurdo, mas ainda é comum mandar a mulher pra cozinha. Cozinhar, lavar, passar, limpar, enfim, cuidar da casa, em muitos lares, são obrigações apenas da mulher.

Uma pesquisa que mostra o comportamento machista do brasileiro, feita pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular, em 2014, revelou que 89% dos homens consideram “inaceitável” a mulher não manter a casa em ordem. Isso não é normal, ainda mais num mundo onde as mulheres também trabalham o dia todo.

Se duas ou mais pessoas moram na mesma casa, o normal é que dividam as tarefas, inclusive com os filhos. Se o homem lava a louça e estende a roupa, isso não é uma “ajuda”, mas uma obrigação de quem também desfruta da casa e quer vê-la limpa e organizada.

A mulher, independente de ser casada ou manter uma relação estável, tem o direito à liberdade sexual no seu relacionamento. Mesmo sendo esposa ou namorada, ela não deve ser obrigada a praticar qualquer ato sexual contra a sua vontade, por qualquer motivo que seja, nem aceitar práticas sexuais que lhe causem humilhação e constrangimento.

Em muitos casos, a mulher está dormindo quando o parceiro inicia o ato sexual. Se não tem o consentimento, é violência contra a mulher. É estupro. O companheiro tem que respeitar as suas decisões, afinal, o sexo só é saudável quando é prazeroso para os dois.

Sexo só existe quando todas as pessoas envolvidas querem, concordam e têm conhecimento de que está ocorrendo a relação sexual – qualquer ato que seja diferente disto é estupro. Por isso, tirar proveito de uma pessoa alcoolizada ou em estado de consciência alterado se enquadra no crime de Estupro de Vulnerável (artigo 217-A do Código Penal).

A vítima não precisa ter sido induzida pelo agressor a beber (ou se drogar) nem estar inconsciente para que o ato seja considerado estupro. A falta de condições físicas e mentais que impossibilitam a vítima de oferecer qualquer tipo de resistência já é o suficiente para que ocorra um ato criminoso a partir do momento em que ela não tenha consciência da agressão que sofre.

A campanha #JPsemMachismo continua!

Se você também acha que a mulher merece respeito usando a roupa que quiser, com quem quiser e onde quiser, faça sua própria plaquinha e tire sua foto para participar da nossa campanha. Pode ser em casa, na rua, na praia… Depois é só publicar nas redes sociais. Só não esquece de usar a hashtag!

O importante é participar!

Leia mais: http://goo.gl/vxIV1s

 

 

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