sobre a inveja

Sua Jaqueta nova não vale nada – cara e coroa – o bem e o mal:

“Hugo ganhou uma jaqueta nova. Preta, de couro, com letreiros nas costas, quatro bolsos por dentro, dois na frente e um de lado. Exatamente aquela com que Alex sonhava.

No primeiro dia em que viu o amigo com a jaqueta nos ombros, Alex ficou morrendo de inveja. Quando Hugo lhe mostrou a novidade, ele fez um ar de pouco caso e disse:

– Essa inscrição nas costas é horrorosa!”

O que Alex pensa de fato é: “Eu queira ter uma igual”. Mas resolve criticar a jaqueta de Hugo. E até mesmo tenta se convencer de que ela não vale nada, apesar de sonhar com ela há semanas. Assim, dói menos não ter uma igual.

Na realidade, o que Alex tem é despeito. Então, para não dar o braço a torcer, põe defeito na roupa, para estragar um pouco o prazer do amigo.

Podemos fazer a mesma coisa, dizendo aos outros: “Isso aí não presta”. Falar qua algo ou alguém não presta muitas vezes significa: “Estou com inveja, gostaria de ser assim, de ter isso, de agir dessa forma”.

Quando não conseguimos fazer alguma coisa, é mais prático dizer que “isso ou aquilo não é bom, não vale nada”. Procuramos menosprezar um pouco as pessoas que chegam primeiro, que são bem-sucedidas, que ganham muito dinheiro. Às vezes, dizer que não presta é uma maneira de desvalorizar o sucesso dos outros, de fazer com que se sintam culpados, de impedir que os fortes mostrem sua força. Aliás, há pessoas que não tem coragem de dizer que tudo vai muito bem; elas se sentem constrangidas com isso. Como se fosse um mal a vida transcorrer às mil maravilhas!

A inveja pode ser definida  como “ o desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade do outro. Desejo violento de possuir o bem alheio. Cobiçar (querer) o que é do outro.”

A inveja é um sentimento extremamente primitivo e costuma gerar sensações e ansiedade e angústia.

Para tentar se defender destas dores psíquicas existem mecanismos de defesa mentais.

Mecanismos mentais de defesa:

A) Uma das defesas mais frequentes em relação à inveja é extremamente bem contada na fábula da ‘raposa e das uvas”

Após várias tentativas fracassadas de se obter uvas que lhe pareciam apetitosas, a raposa desdenhou e alegou que as mesmas estariam verdes. A defesa contra a inveja assume, muitas vezes, a forma de desvalorização do objeto cobiçado.

Essa é uma das razões mais profundas das ingratidões humanas. As pessoas que em algum momento, são muito apreciadas por nós, parecem uvas muito apetitosas. Se por alguma razão nos parecem menos próximas do que gostaríamos, então poderemos inconscientemente iniciar um processo de rejeição e desvalorização do objeto de admiração e amor.

Essa situação poderia gerar conflitos desagregadores dentro do ambiente escolar, transformando o que deveria ser cooperação em competição predatória e auto destrutiva.

B) Outro método utilizado pelo aparelho psíquico para tentar lidar defensivamente com os sentimentos provocados pela inveja é tentar a todos custo triunfar sempre sobre todas as pessoas, de maneira a nunca ter de passar pela situação de invejar algo. A vida ensina que isso, dentro da realidade é algo impossível de se fazer pois sempre existirá algo para além das nossas possibilidades. Além disso essa tática tende a intensificar as ansiedades do indivíduo.

No contexto social, gera pessoas individualistas, incapazes de uma real cooperação, que não conseguem colocar os interesses do grupo e da instituição acima de seus interesses pessoais.

C) Outra defesa muito utilizada pela mente é a tentativa de ‘matar’ o amor, pois aquilo que você não ama, aquilo que você não gosta, você inveja. Isso pode gerar no indivíduo um retraimento social e a tentativa de se manter indiferente aos possíveis relacionamentos que o rodeiam, tanto pessoais como os próprios sonhos e ambições. Inclusive projetos relacionados à sua vida escolar. Esta situação pode produzir um estudante apático em suas funções como enorme dificuldade de estabelecer relações humanas cooperativas.

D) E há ainda uma outra defesa, pouco conhecida: que é a inveja voltada para si mesmo. Nesse caso, as baterias mentais são voltadas para destruição e para o impedimento da utilização dos próprios dons gerando desvalorização pessoal. As pessoas tentam evitar, através da auto anulação, o sucesso e a competição. Evidentemente, que esta situação impede a pessoa de oferecer o melhor de si para os grupos aos quais pertence, inclusive a escola.

Solução : altruísmo (Fazer algo sem querer nada em troca, mesmo se prejudicando) ? veja o que a filosofa Ayn Rand diz sobre isso:

entenda a doutrina objetivita

referência : O Bem e o Mal – Col. Cara ou Coroa Filosofia para Crianças

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Um pensamento sobre “sobre a inveja

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