Pandora (Πανδώρα)

Dantes vivia sobre a Terra a raça humana, a recato da desgraça e de penoso trabalho, e das doenças horríveis, que trazem a morte aos homens. Mas a mulher, com as mãos, ergueu a grande tampa da vasilha e dispersou-as, preparando para a humanidade funestos cuidados. Dentro da vasilha, na morada indestrutível, abaixo do rebordo, ficou apenas a Esperança. Essa não se evolou.

Antes, já ela tornara a colocar a tampa, por desígnios de Zeus detentor da Égide, que amontoa as nuvens. Mas as tristezas aos centos erram entre os homens. Cheia está a Terra de desgraças, cheios os mares. As doenças, umas de dia, outras de noite, visitam à vontade os homens trazendo aos mortais o mal, em silêncio, pois Zeus prudente lhes tirou a voz. E assim não há maneira de evitar os desígnios de Zeus.

Hesíodo, Os Trabalhos e os Dias (séc. VIII/VII a.C.). 

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